Contabilidade geral é a base para compreender patrimônio, resultado, escrituração, demonstrações contábeis, análise financeira, auditoria fiscal, tributação e custos. Para concursos fiscais, ela é uma das matérias mais importantes, porque o Auditor Fiscal precisa entender como a empresa registra seus bens, direitos, obrigações, receitas, despesas, custos, tributos, estoques, lucros e prejuízos.
A contabilidade não serve apenas para “fazer balanço”. Ela é um sistema de informação que registra, organiza, resume, demonstra e interpreta os fatos que afetam o patrimônio de uma entidade. Em auditoria fiscal, a contabilidade ajuda a identificar omissão de receitas, créditos indevidos, passivos fictícios, ativos ocultos, despesas fictícias, estoques incompatíveis, distribuição de lucros sem lastro e divergências tributárias.
A ideia central é: contabilidade é a ciência que estuda, registra e demonstra o patrimônio das entidades, fornecendo informações úteis para controle, decisão, prestação de contas, fiscalização e análise econômica. O conteúdo-base deste bloco 12 inclui Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos, com prioridade muito alta para o concurso.
Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio das entidades, registrando, controlando e demonstrando suas variações.
Ela acompanha tudo que altera ou pode alterar a situação patrimonial e econômica de uma entidade.
Em linguagem simples, a contabilidade responde perguntas como:
O que a entidade possui?
O que a entidade deve?
Quanto pertence aos sócios?
A empresa teve lucro ou prejuízo?
Quais receitas foram obtidas?
Quais despesas foram incorridas?
Quais tributos foram apurados?
Quais bens foram comprados ou vendidos?
Qual é a situação financeira da entidade?
Exemplo: se uma empresa compra mercadorias para revenda, a contabilidade registra a entrada do estoque, o eventual crédito tributário, a obrigação com fornecedor ou a saída de dinheiro. Depois, quando vende, registra receita, custo, tributo sobre venda, baixa do estoque e resultado.
Para prova, grave: contabilidade estuda o patrimônio e suas variações.
O objeto da contabilidade é o patrimônio.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade.
Bens são elementos úteis e avaliáveis economicamente, como dinheiro, máquinas, veículos, imóveis e mercadorias.
Direitos são valores que a entidade tem a receber, como clientes, duplicatas a receber, tributos a recuperar e aplicações resgatáveis.
Obrigações são dívidas ou compromissos, como fornecedores, empréstimos, salários a pagar, tributos a recolher e financiamentos.
Exemplo:
Uma empresa possui:
Caixa: R$ 10.000,00.
Estoque: R$ 40.000,00.
Clientes a receber: R$ 20.000,00.
Fornecedores a pagar: R$ 30.000,00.
O patrimônio envolve esses bens, direitos e obrigações. A diferença entre o que a empresa possui e tem a receber, menos o que deve, representa o patrimônio líquido.
Para prova, grave: o objeto da contabilidade é o patrimônio.
O objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis aos usuários para tomada de decisão, controle e prestação de contas.
Essas informações devem permitir avaliar:
Situação patrimonial.
Situação financeira.
Desempenho econômico.
Capacidade de pagamento.
Endividamento.
Rentabilidade.
Evolução do patrimônio.
Resultado do período.
Fluxos de caixa.
Riscos e obrigações.
No concurso fiscal, o objetivo da contabilidade aparece muito ligado à utilidade da informação contábil. A informação contábil deve ajudar investidores, credores, administradores, governo, fiscalização e demais interessados a compreender a entidade.
Exemplo: o Fisco usa a contabilidade para verificar se as receitas declaradas são compatíveis com notas fiscais, estoques, clientes, bancos, tributos e resultados.
Para prova, grave: o objetivo da contabilidade é produzir informação útil para decisão, controle e prestação de contas.
O campo de atuação da contabilidade abrange as entidades econômico-administrativas, com ou sem finalidade lucrativa.
Isso inclui:
Empresas comerciais.
Indústrias.
Prestadoras de serviços.
Bancos.
Cooperativas.
Associações.
Fundações.
Órgãos públicos.
Entidades sem fins lucrativos.
Profissionais e organizações que controlam patrimônio.
A contabilidade pode ser aplicada no setor privado, no setor público e no terceiro setor.
Na área fiscal, a contabilidade é especialmente importante para empresas contribuintes de ICMS, ISS, IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI e demais tributos.
Exemplo: uma Secretaria de Fazenda pode analisar a contabilidade de uma empresa para verificar omissão de receita tributável pelo ICMS ou ISS.
Para prova, grave: a contabilidade atua em qualquer entidade que possua patrimônio a controlar.
Usuários da informação contábil são as pessoas ou instituições que utilizam os relatórios contábeis para tomar decisões, controlar, fiscalizar ou avaliar a entidade.
Podem ser internos ou externos.
Usuários internos estão dentro da entidade.
Exemplos:
Administradores.
Diretores.
Gerentes.
Sócios gestores.
Controladoria.
Áreas financeiras.
Usuários externos estão fora da entidade.
Exemplos:
Investidores.
Bancos.
Fornecedores.
Clientes.
Governo.
Fisco.
Auditores.
Credores.
Empregados.
Sindicatos.
Agências reguladoras.
Sociedade.
Exemplo: um banco usa demonstrações contábeis para decidir se concede empréstimo. O Fisco usa informações contábeis para verificar tributos. O gestor usa relatórios para decidir se reduz custos, aumenta preços ou investe.
Para prova, grave: usuários internos gerenciam; usuários externos avaliam, financiam, fiscalizam ou se relacionam com a entidade.
A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e fornecer informações sobre sua composição e variações.
Ela tem finalidades principais:
Controle.
Planejamento.
Tomada de decisão.
Prestação de contas.
Apuração de resultado.
Demonstração da situação patrimonial.
Atendimento a exigências legais.
Suporte à fiscalização.
Análise econômica e financeira.
Na prática, a contabilidade permite saber se a empresa está lucrando, se está endividada, se tem liquidez, se usa bem seus ativos, se cumpre obrigações fiscais e se seu patrimônio está aumentando ou diminuindo.
Para prova, grave: a finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio e informar seus usuários.
Técnicas contábeis são os instrumentos usados pela contabilidade para registrar, organizar, demonstrar, verificar e interpretar os fatos patrimoniais.
As técnicas clássicas são:
Escrituração.
Demonstrações contábeis.
Auditoria.
Análise das demonstrações.
A escrituração registra os fatos contábeis.
As demonstrações resumem e apresentam as informações.
A auditoria verifica a confiabilidade das informações.
A análise interpreta os dados das demonstrações.
Exemplo: uma venda a prazo é escriturada nos livros contábeis. Depois, aparece na demonstração do resultado e no balanço, pode ser auditada e pode ser analisada por índices de rentabilidade e liquidez.
Para prova, grave: as técnicas contábeis são escrituração, demonstração, auditoria e análise.
Escrituração é a técnica contábil que registra os fatos que alteram ou podem alterar o patrimônio.
Ela é feita por meio de lançamentos contábeis, seguindo método próprio, especialmente o método das partidas dobradas.
Na escrituração, cada fato contábil deve ser registrado com:
Data.
Contas envolvidas.
Valores.
Histórico.
Débito.
Crédito.
Documento de suporte.
Exemplo:
A empresa compra mercadorias à vista por R$ 10.000,00.
O lançamento simplificado seria:
Débito em Estoques: R$ 10.000,00.
Crédito em Caixa ou Bancos: R$ 10.000,00.
O patrimônio mudou: aumentou estoque e diminuiu dinheiro.
Para prova, grave: escrituração é o registro dos fatos contábeis.
Demonstração é a técnica contábil que organiza e apresenta, de forma resumida, os dados registrados pela escrituração.
As demonstrações contábeis mostram a situação patrimonial, financeira e econômica da entidade.
Exemplos:
Balanço patrimonial.
Demonstração do resultado do exercício.
Demonstração dos fluxos de caixa.
Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.
Demonstração do valor adicionado, quando exigida.
Notas explicativas.
Exemplo: depois de milhares de lançamentos ao longo do ano, o balanço patrimonial mostra, em uma data específica, ativos, passivos e patrimônio líquido da empresa.
Para prova, grave: demonstrações contábeis resumem e apresentam a informação gerada pela escrituração.
Auditoria é a técnica contábil que examina registros, documentos, demonstrações, controles e evidências para verificar a confiabilidade das informações.
Ela pode avaliar se as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, se os registros têm suporte documental, se há erros relevantes, fraudes, distorções ou falhas de controle.
Na área fiscal, a auditoria contábil e fiscal permite verificar se os fatos registrados correspondem à realidade e se os tributos foram corretamente apurados.
Exemplo: a empresa registra despesas com serviços de consultoria. A auditoria verifica se há contrato, nota fiscal, comprovação da prestação e pagamento. Se não houver lastro, pode haver despesa fictícia.
Para prova, grave: auditoria verifica a confiabilidade dos registros e demonstrações.
Análise das demonstrações é a técnica contábil que interpreta os relatórios contábeis para avaliar situação econômica, financeira e patrimonial.
Ela usa instrumentos como:
Análise vertical.
Análise horizontal.
Índices de liquidez.
Índices de endividamento.
Índices de rentabilidade.
Margens.
Giro do ativo.
Capital de giro.
Necessidade de capital de giro.
Exemplo: uma empresa pode apresentar lucro, mas ter baixa liquidez. Isso significa que, apesar do resultado positivo, pode ter dificuldade para pagar obrigações de curto prazo.
Outro exemplo: uma empresa pode apresentar queda de receita e aumento de estoques. Para o auditor fiscal, isso pode indicar redução de vendas, estoque encalhado, erro contábil ou omissão de saídas.
Para prova, grave: análise das demonstrações interpreta os números contábeis para avaliar desempenho, liquidez, endividamento e rentabilidade.
Em concursos fiscais, contabilidade geral costuma cair como base conceitual.
A banca pode perguntar o conceito de contabilidade. A resposta deve mencionar ciência que estuda, registra, controla e demonstra o patrimônio e suas variações.
Pode perguntar o objeto da contabilidade. O objeto é o patrimônio.
Pode perguntar os objetivos. O objetivo é fornecer informações úteis para usuários internos e externos.
Pode perguntar campo de atuação. A contabilidade se aplica a entidades que possuem patrimônio, com ou sem finalidade lucrativa.
Pode perguntar usuários da informação contábil. Internos são gestores e administradores. Externos são investidores, credores, governo, Fisco, fornecedores e sociedade.
Pode perguntar finalidade. Controlar o patrimônio e fornecer informações.
Pode perguntar técnicas contábeis. Escrituração, demonstrações, auditoria e análise das demonstrações.
Pode perguntar escrituração. É o registro dos fatos contábeis.
Pode perguntar demonstração. É a apresentação resumida dos dados contábeis.
Pode perguntar auditoria. É a verificação da confiabilidade dos registros e demonstrações.
Pode perguntar análise das demonstrações. É a interpretação dos relatórios contábeis por meio de índices e comparações.
Contabilidade estuda o patrimônio.
O objeto da contabilidade é o patrimônio.
Patrimônio é composto por bens, direitos e obrigações.
O objetivo da contabilidade é fornecer informação útil.
O campo de atuação envolve qualquer entidade com patrimônio.
Usuários internos usam a informação para gerir.
Usuários externos usam a informação para avaliar, financiar, fiscalizar ou decidir.
A finalidade da contabilidade é controlar e informar.
As técnicas contábeis são escrituração, demonstrações, auditoria e análise.
Escrituração registra fatos contábeis.
Demonstrações apresentam a informação de forma estruturada.
Auditoria verifica a confiabilidade.
Análise interpreta os dados contábeis.
Para prova, grave a frase-chave: contabilidade estuda o patrimônio; escrituração registra, demonstração apresenta, auditoria confere e análise interpreta; o usuário interno administra, o externo avalia, e o Fisco usa a contabilidade para confrontar patrimônio, receita, despesa, tributo e realidade econômica.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade. É o objeto central da contabilidade. Tudo que a contabilidade registra, organiza e demonstra gira em torno das mudanças ocorridas no patrimônio.
Para concursos fiscais, patrimônio é assunto-base. Sem dominar ativo, passivo, patrimônio líquido, contas patrimoniais e contas de resultado, o candidato terá dificuldade em escrituração, balanço patrimonial, demonstração do resultado, análise das demonstrações, auditoria fiscal, custos e tributos na contabilidade.
A ideia central é: o patrimônio mostra o que a entidade possui, o que ela tem a receber, o que ela deve e qual é a riqueza líquida pertencente aos sócios ou proprietários. O conteúdo programático deste bloco inclui ativo, passivo, patrimônio líquido, situações líquidas patrimoniais, equação patrimonial, origens e aplicações de recursos, contas patrimoniais e contas de resultado.
Ativo é o conjunto de bens e direitos controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros.
Em linguagem simples, ativo é aquilo que a entidade possui ou tem a receber.
Exemplos de bens:
Dinheiro em caixa.
Mercadorias.
Máquinas.
Veículos.
Imóveis.
Móveis.
Computadores.
Estoque.
Exemplos de direitos:
Clientes a receber.
Duplicatas a receber.
Aplicações financeiras.
Tributos a recuperar.
Adiantamentos a fornecedores.
Empréstimos concedidos.
O ativo pode ser circulante ou não circulante.
Ativo circulante reúne bens e direitos que serão realizados no curto prazo, como caixa, bancos, clientes, estoques e aplicações de liquidez imediata.
Ativo não circulante reúne bens e direitos de realização mais longa ou permanência duradoura, como realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível.
Exemplo:
Uma empresa tem R$ 20.000,00 no banco, R$ 50.000,00 em mercadorias e R$ 30.000,00 a receber de clientes.
Ativo total:
20.000 + 50.000 + 30.000 = 100.000.
Para prova, grave: ativo é bem ou direito controlado pela entidade, com potencial de gerar benefício econômico.
Passivo é o conjunto de obrigações presentes da entidade.
Em linguagem simples, passivo é aquilo que a entidade deve a terceiros.
Exemplos:
Fornecedores a pagar.
Empréstimos bancários.
Financiamentos.
Salários a pagar.
Tributos a recolher.
Aluguéis a pagar.
Duplicatas a pagar.
Provisões.
Parcelamentos tributários.
O passivo também pode ser circulante ou não circulante.
Passivo circulante reúne obrigações exigíveis no curto prazo.
Passivo não circulante reúne obrigações exigíveis no longo prazo.
Exemplo:
Uma empresa deve R$ 25.000,00 a fornecedores, R$ 10.000,00 de salários e R$ 15.000,00 de tributos.
Passivo total:
25.000 + 10.000 + 15.000 = 50.000.
Para prova, grave: passivo é obrigação presente que exigirá saída futura de recursos.
Patrimônio líquido é a diferença entre o ativo e o passivo.
Ele representa a riqueza líquida da entidade, pertencente aos sócios, acionistas ou proprietários.
Fórmula:
Patrimônio líquido = Ativo − Passivo
Também pode ser entendido como capital próprio da entidade.
Componentes comuns do patrimônio líquido:
Capital social.
Reservas de capital.
Reservas de lucros.
Ajustes de avaliação patrimonial.
Ações em tesouraria, como conta redutora.
Lucros acumulados, quando cabível.
Prejuízos acumulados, como conta redutora.
Exemplo:
Ativo: R$ 100.000,00.
Passivo: R$ 40.000,00.
Patrimônio líquido:
100.000 − 40.000 = 60.000.
Isso significa que, depois de pagar todas as obrigações, restariam R$ 60.000,00 de riqueza líquida.
Para prova, grave: patrimônio líquido é ativo menos passivo.
Situação líquida patrimonial é a posição do patrimônio líquido diante da relação entre ativo e passivo.
Existem três situações principais:
Situação líquida positiva: ativo maior que passivo.
Situação líquida nula: ativo igual ao passivo.
Situação líquida negativa: passivo maior que ativo.
Ocorre quando a entidade tem mais bens e direitos do que obrigações.
Exemplo:
Ativo: R$ 100.000,00.
Passivo: R$ 60.000,00.
Patrimônio líquido:
100.000 − 60.000 = 40.000.
Situação líquida positiva.
Ocorre quando o ativo é igual ao passivo.
Exemplo:
Ativo: R$ 100.000,00.
Passivo: R$ 100.000,00.
Patrimônio líquido:
100.000 − 100.000 = 0.
Situação líquida nula.
Ocorre quando o passivo é maior que o ativo.
Exemplo:
Ativo: R$ 80.000,00.
Passivo: R$ 120.000,00.
Patrimônio líquido:
80.000 − 120.000 = −40.000.
Situação líquida negativa, também chamada de passivo a descoberto.
Para prova, grave: se ativo é maior que passivo, há PL positivo; se ativo é igual ao passivo, PL nulo; se passivo é maior que ativo, há passivo a descoberto.
A equação patrimonial é a base do balanço patrimonial.
Fórmula principal:
Ativo = Passivo + Patrimônio líquido
Essa equação mostra que os recursos aplicados na entidade, representados pelo ativo, são financiados por duas fontes:
Capital de terceiros, representado pelo passivo.
Capital próprio, representado pelo patrimônio líquido.
A mesma equação pode ser reorganizada:
Patrimônio líquido = Ativo − Passivo
Passivo = Ativo − Patrimônio líquido
Exemplo:
Ativo: R$ 200.000,00.
Passivo: R$ 80.000,00.
Patrimônio líquido:
200.000 − 80.000 = 120.000.
Equação:
Ativo = Passivo + PL
200.000 = 80.000 +
120.000.
Para prova, grave: ativo sempre será igual a passivo mais patrimônio líquido.
Na contabilidade, o ativo representa as aplicações de recursos, e o passivo mais o patrimônio líquido representam as origens de recursos.
Aplicações de recursos: mostram onde o dinheiro foi aplicado.
Exemplos:
Caixa.
Estoques.
Clientes.
Máquinas.
Veículos.
Imóveis.
Aplicações financeiras.
Origens de recursos: mostram de onde vieram os recursos.
Exemplos:
Fornecedores.
Empréstimos.
Financiamentos.
Capital social.
Lucros retidos.
Reservas.
A lógica é simples: todo recurso que a entidade aplica em algum ativo veio de alguma origem, seja de terceiros, seja dos sócios, seja de resultados acumulados.
Exemplo:
Uma empresa compra uma máquina de R$ 100.000,00 financiada pelo banco.
Aplicação: máquina no ativo imobilizado, R$ 100.000,00.
Origem: financiamento no passivo, R$ 100.000,00.
Outro exemplo:
Sócio integraliza R$ 50.000,00 em dinheiro.
Aplicação: caixa ou bancos, R$ 50.000,00.
Origem: capital social no patrimônio líquido, R$ 50.000,00.
Para prova, grave: ativo é aplicação; passivo e patrimônio líquido são origens.
Contas patrimoniais são contas que representam elementos do patrimônio.
Elas aparecem no balanço patrimonial.
Dividem-se em:
Contas do ativo.
Contas do passivo.
Contas do patrimônio líquido.
Exemplos de contas do ativo:
Caixa.
Bancos.
Clientes.
Estoques.
Tributos a recuperar.
Máquinas.
Veículos.
Imóveis.
Marcas.
Softwares.
Exemplos de contas do passivo:
Fornecedores.
Empréstimos a pagar.
Salários a pagar.
Tributos a recolher.
Financiamentos.
Provisões.
Duplicatas a pagar.
Exemplos de contas do patrimônio líquido:
Capital social.
Reservas de capital.
Reservas de lucros.
Prejuízos acumulados.
Ajustes de avaliação patrimonial.
As contas patrimoniais não são encerradas ao fim do exercício. Seus saldos são transferidos para o exercício seguinte.
Exemplo: se a empresa termina o ano com R$ 30.000,00 em caixa, esse saldo continua existindo no início do próximo exercício.
Para prova, grave: contas patrimoniais representam ativo, passivo e patrimônio líquido e aparecem no balanço patrimonial.
Contas de resultado representam receitas, despesas, custos, ganhos e perdas.
Elas aparecem na Demonstração do Resultado do Exercício e servem para apurar lucro ou prejuízo.
Exemplos de receitas:
Receita de vendas.
Receita de serviços.
Receitas financeiras.
Aluguéis ativos.
Juros ativos.
Exemplos de despesas:
Despesa com salários.
Despesa com aluguel.
Despesa com energia.
Despesa com depreciação.
Despesa financeira.
Despesa com tributos.
Exemplos de custos:
Custo das mercadorias vendidas.
Custo dos produtos vendidos.
Custo dos serviços prestados.
As contas de resultado são encerradas ao fim do exercício. O resultado apurado, lucro ou prejuízo, é transferido para o patrimônio líquido.
Exemplo:
Receitas: R$ 100.000,00.
Despesas e custos:
R$ 70.000,00.
Resultado:
100.000 − 70.000 = 30.000.
Lucro de R$ 30.000,00, que aumenta o patrimônio líquido.
Outro exemplo:
Receitas: R$ 80.000,00.
Despesas e custos: R$
95.000,00.
Resultado:
80.000 − 95.000 = −15.000.
Prejuízo de R$ 15.000,00, que reduz o patrimônio líquido.
Para prova, grave: contas de resultado apuram lucro ou prejuízo e são encerradas ao final do período.
Em concursos fiscais, patrimônio costuma cair com equações, classificações e efeitos dos fatos contábeis.
A banca pode perguntar o que é ativo. Ativo é bem ou direito controlado pela entidade, com potencial de benefício econômico.
Pode perguntar o que é passivo. Passivo é obrigação presente que exigirá saída de recursos.
Pode perguntar patrimônio líquido. É a diferença entre ativo e passivo.
Pode perguntar situação líquida patrimonial. Se ativo maior que passivo, situação positiva. Se ativo igual ao passivo, situação nula. Se passivo maior que ativo, situação negativa ou passivo a descoberto.
Pode perguntar equação patrimonial. Ativo é igual a passivo mais patrimônio líquido.
Pode perguntar origens e aplicações. Ativo é aplicação. Passivo e patrimônio líquido são origens.
Pode perguntar contas patrimoniais. São contas de ativo, passivo e patrimônio líquido e aparecem no balanço patrimonial.
Pode perguntar contas de resultado. São receitas, despesas, custos, ganhos e perdas e aparecem na DRE.
Pode perguntar diferença entre contas patrimoniais e de resultado. Patrimoniais permanecem no balanço. De resultado são encerradas para apuração do lucro ou prejuízo.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações.
Ativo representa bens e direitos.
Passivo representa obrigações.
Patrimônio líquido é ativo menos passivo.
Situação líquida positiva ocorre quando ativo é maior que passivo.
Situação líquida nula ocorre quando ativo é igual ao passivo.
Situação líquida negativa ocorre quando passivo é maior que ativo.
A equação patrimonial é ativo igual a passivo mais patrimônio líquido.
Ativo representa aplicações de recursos.
Passivo e patrimônio líquido representam origens de recursos.
Contas patrimoniais representam ativo, passivo e patrimônio líquido.
Contas de resultado representam receitas, despesas, custos, ganhos e perdas.
Contas patrimoniais aparecem no balanço patrimonial.
Contas de resultado aparecem na demonstração do resultado.
Contas de resultado são encerradas ao fim do exercício.
Lucro aumenta o patrimônio líquido.
Prejuízo reduz o patrimônio líquido.
Para prova, grave a frase-chave: ativo é o que a entidade tem e recebe; passivo é o que ela deve; patrimônio líquido é a riqueza líquida; ativo é aplicação, passivo e PL são origens; conta patrimonial fica no balanço, conta de resultado apura lucro ou prejuízo.
Atos e fatos contábeis são conceitos fundamentais para entender quando a contabilidade registra alguma coisa. Nem tudo que acontece dentro de uma entidade gera lançamento contábil imediato. A contabilidade registra principalmente os fatos que alteram o patrimônio, enquanto alguns atos administrativos apenas criam expectativa, possibilidade ou compromisso futuro.
Para concursos fiscais, esse tema é muito importante porque ajuda a diferenciar situações que afetam o patrimônio da empresa daquelas que apenas representam decisões administrativas. Também serve de base para escrituração, lançamentos, demonstrações contábeis, receitas, despesas, ganhos, perdas e análise patrimonial.
A ideia central é: ato administrativo, em regra, não altera imediatamente o patrimônio; fato administrativo altera o patrimônio e deve ser registrado pela contabilidade. Este ponto está dentro do bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Custos enviado no conteúdo-base.
Atos administrativos, na contabilidade, são acontecimentos praticados pela administração da entidade que não alteram imediatamente o patrimônio.
Eles podem criar expectativa, intenção, obrigação futura ou condição, mas ainda não modificam bens, direitos, obrigações, receitas ou despesas de forma efetiva.
Exemplos:
Assinatura de contrato ainda não executado.
Pedido de compra ainda não entregue.
Contratação de seguro ainda sem pagamento ou apropriação.
Autorização para compra futura.
Aval concedido.
Fiança prestada.
Assinatura de contrato de aluguel antes do início da vigência.
Planejamento de investimento.
Proposta comercial enviada.
Exemplo prático:
Uma empresa assina contrato para comprar mercadorias no próximo mês, mas ainda não recebeu as mercadorias e ainda não pagou nada.
Nesse momento, em regra, há apenas um ato administrativo. Ainda não houve entrada de estoque, saída de dinheiro ou obrigação exigível registrada.
Para prova, grave: ato administrativo não altera imediatamente o patrimônio; por isso, normalmente não gera lançamento contábil principal.
Fatos administrativos, ou fatos contábeis, são acontecimentos que alteram o patrimônio da entidade.
Eles modificam bens, direitos, obrigações ou patrimônio líquido.
Exemplos:
Compra de mercadorias.
Venda de mercadorias.
Pagamento de salários.
Recebimento de clientes.
Pagamento de fornecedores.
Contratação de empréstimo com entrada do dinheiro.
Depreciação de máquinas.
Apropriação de despesa.
Reconhecimento de receita.
Perda de estoque.
Pagamento de tributos.
Os fatos administrativos são registrados pela contabilidade porque afetam a situação patrimonial ou o resultado da entidade.
Exemplo prático:
A empresa compra mercadorias a prazo por R$ 20.000,00.
Esse fato altera o patrimônio:
Aumenta o estoque no ativo.
Aumenta fornecedores no passivo.
Há fato administrativo e deve haver lançamento contábil.
Para prova, grave: fato administrativo altera o patrimônio e deve ser registrado.
Fatos permutativos são fatos contábeis que alteram apenas a composição do patrimônio, sem alterar o valor do patrimônio líquido.
Eles trocam elementos patrimoniais entre si.
Não aumentam nem diminuem a riqueza líquida da empresa.
Exemplos:
Compra de mercadorias à vista.
Compra de veículo à vista.
Pagamento de fornecedor.
Recebimento de cliente.
Depósito de dinheiro do caixa no banco.
Transferência entre contas bancárias.
Compra de mercadoria a prazo.
Pagamento de empréstimo pelo valor principal.
Exemplo resolvido:
A empresa compra mercadorias à vista por R$ 10.000,00.
Efeitos:
Estoque aumenta R$ 10.000,00.
Caixa ou bancos diminui R$ 10.000,00.
O ativo total continua igual, apenas mudou a composição: saiu dinheiro e entrou estoque.
Não houve receita, despesa, lucro ou prejuízo.
Conclusão: é fato permutativo.
Outro exemplo:
A empresa paga fornecedor de R$ 5.000,00.
Efeitos:
Caixa diminui R$ 5.000,00.
Fornecedores a pagar diminui R$ 5.000,00.
O ativo diminui e o passivo também diminui no mesmo valor. O patrimônio líquido não muda.
Conclusão: também é fato permutativo.
Para prova, grave: fato permutativo troca elementos do patrimônio, mas não altera o patrimônio líquido.
Fatos modificativos são fatos contábeis que alteram o patrimônio líquido.
Eles podem ser aumentativos ou diminutivos.
Ocorre quando aumenta o patrimônio líquido.
Normalmente está ligado ao reconhecimento de receitas ou ganhos.
Exemplo:
Receita de serviços recebida à vista de R$ 8.000,00.
Efeitos:
Caixa aumenta R$ 8.000,00.
Receita aumenta o resultado.
O lucro aumenta o patrimônio líquido.
Conclusão: fato modificativo aumentativo.
Ocorre quando diminui o patrimônio líquido.
Normalmente está ligado ao reconhecimento de despesas ou perdas.
Exemplo:
Pagamento de despesa de aluguel de R$ 3.000,00.
Efeitos:
Caixa diminui R$ 3.000,00.
Despesa reduz o resultado.
O lucro diminui ou o prejuízo aumenta.
O patrimônio líquido é reduzido.
Conclusão: fato modificativo diminutivo.
Para prova, grave: fato modificativo altera o patrimônio líquido; receita aumenta, despesa diminui.
Fatos mistos são aqueles que combinam permuta patrimonial com alteração do patrimônio líquido.
Eles trocam elementos patrimoniais e, ao mesmo tempo, geram aumento ou diminuição do patrimônio líquido.
Podem ser:
Mistos aumentativos: aumentam o patrimônio líquido.
Mistos diminutivos: reduzem o patrimônio líquido.
Exemplo de fato misto aumentativo:
A empresa recebe de cliente uma duplicata de R$ 10.000,00 com juros de R$ 500,00.
Efeitos:
Clientes a receber diminui R$ 10.000,00.
Caixa aumenta R$ 10.500,00.
Receita de juros aumenta R$ 500,00.
Houve troca entre direito e dinheiro, mas também houve receita financeira.
Conclusão: fato misto aumentativo.
Exemplo de fato misto diminutivo:
A empresa paga fornecedor de R$ 10.000,00 com multa de R$ 300,00 por atraso.
Efeitos:
Fornecedores diminui R$ 10.000,00.
Caixa diminui R$ 10.300,00.
Despesa com multa aumenta R$ 300,00.
Houve baixa da obrigação, mas também houve despesa.
Conclusão: fato misto diminutivo.
Para prova, grave: fato misto troca elementos patrimoniais e também altera o patrimônio líquido.
Variações patrimoniais são alterações ocorridas no patrimônio da entidade.
Podem afetar apenas a composição dos elementos patrimoniais ou também o patrimônio líquido.
Existem variações:
Qualitativas: mudam a composição do patrimônio, mas não alteram o patrimônio líquido.
Quantitativas: alteram o valor do patrimônio líquido.
A variação qualitativa corresponde, em geral, aos fatos permutativos.
A variação quantitativa corresponde, em geral, aos fatos modificativos e mistos.
Exemplo de variação qualitativa:
Compra de mercadorias à vista.
Sai dinheiro e entra estoque.
O patrimônio líquido não muda.
Exemplo de variação quantitativa:
Reconhecimento de receita de serviços.
Aumenta ativo e aumenta patrimônio líquido pelo resultado.
Para prova, grave: variação qualitativa muda a composição; variação quantitativa muda o valor do patrimônio líquido.
Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil que resultam em aumento do patrimônio líquido, exceto os aumentos relacionados a contribuições dos sócios.
Em linguagem simples, receita é o ingresso econômico gerado pela atividade da entidade ou por outras fontes que aumentam o resultado.
Exemplos:
Receita de vendas.
Receita de serviços.
Receita de aluguéis.
Receita financeira.
Juros ativos.
Descontos obtidos.
Receita de royalties.
Na contabilidade, receita não depende necessariamente do recebimento imediato em dinheiro. Pelo regime de competência, a receita deve ser reconhecida quando ocorre o fato gerador econômico, conforme as regras aplicáveis.
Exemplo:
A empresa presta serviço em março por R$ 5.000,00, mas só recebe em abril.
Pelo regime de competência, a receita é de março, porque o serviço foi prestado em março.
Para prova, grave: receita aumenta o resultado e, consequentemente, aumenta o patrimônio líquido.
Despesas são reduções nos benefícios econômicos durante o período contábil que resultam em diminuição do patrimônio líquido, exceto distribuições aos sócios.
Em linguagem simples, despesa é o sacrifício econômico necessário ou relacionado à obtenção de receitas, à manutenção da atividade ou à administração da entidade.
Exemplos:
Despesa com salários.
Despesa de aluguel.
Despesa de energia.
Despesa de telefone.
Despesa com depreciação.
Despesa financeira.
Despesa com propaganda.
Despesa com material de escritório.
Despesa com tributos.
Assim como a receita, a despesa não depende necessariamente do pagamento. Pelo regime de competência, a despesa é reconhecida quando incorrida.
Exemplo:
A empresa consome energia em março, mas paga a conta em abril.
A despesa pertence a março, porque foi nesse mês que ocorreu o consumo.
Para prova, grave: despesa reduz o resultado e, consequentemente, reduz o patrimônio líquido.
Ganhos são aumentos no patrimônio líquido decorrentes de eventos que não necessariamente fazem parte da atividade principal da entidade.
São parecidos com receitas, mas costumam ter caráter mais eventual, acessório ou não operacional.
Exemplos:
Ganho na venda de imobilizado.
Ganho com variação cambial.
Ganho com avaliação a valor justo.
Ganho em indenização recebida.
Ganho na alienação de investimento.
Exemplo:
Uma máquina está registrada por R$ 30.000,00 e é vendida por R$ 40.000,00.
Ganho:
40.000 − 30.000 = 10.000.
Esse ganho aumenta o resultado e o patrimônio líquido.
Para prova, grave: ganho aumenta o patrimônio líquido, geralmente por evento acessório ou não recorrente.
Perdas são reduções no patrimônio líquido decorrentes de eventos que não necessariamente fazem parte das despesas normais da atividade.
Podem decorrer de acontecimentos anormais, eventuais ou acessórios.
Exemplos:
Perda por incêndio.
Perda por roubo.
Perda por obsolescência.
Perda na venda de imobilizado.
Perda por variação cambial.
Perda por ajuste ao valor recuperável.
Perda de estoque por deterioração.
Exemplo:
Um veículo está registrado por R$ 50.000,00 e é vendido por R$ 35.000,00.
Perda:
50.000 − 35.000 = 15.000.
Essa perda reduz o resultado e o patrimônio líquido.
Para prova, grave: perda reduz o patrimônio líquido, geralmente por evento acessório, anormal ou não recorrente.
Em concursos fiscais, atos e fatos contábeis costumam cair com classificações e efeitos patrimoniais.
A banca pode perguntar a diferença entre ato administrativo e fato administrativo. Ato não altera imediatamente o patrimônio. Fato altera o patrimônio e deve ser contabilizado.
Pode perguntar fato permutativo. Ele altera a composição do patrimônio, mas não altera o patrimônio líquido.
Pode perguntar fato modificativo. Ele altera o patrimônio líquido, aumentando ou diminuindo.
Pode perguntar fato misto. Ele combina permuta patrimonial com alteração do patrimônio líquido.
Pode perguntar variação patrimonial qualitativa. Ela muda a composição do patrimônio sem alterar o patrimônio líquido.
Pode perguntar variação patrimonial quantitativa. Ela altera o patrimônio líquido.
Pode perguntar receita. Receita aumenta o resultado e o patrimônio líquido.
Pode perguntar despesa. Despesa reduz o resultado e o patrimônio líquido.
Pode perguntar ganho. Ganho aumenta o patrimônio líquido por evento geralmente acessório ou eventual.
Pode perguntar perda. Perda reduz o patrimônio líquido por evento geralmente acessório, anormal ou não recorrente.
Atos administrativos não alteram imediatamente o patrimônio.
Fatos administrativos alteram o patrimônio.
Fatos permutativos trocam elementos patrimoniais sem alterar o patrimônio líquido.
Fatos modificativos alteram o patrimônio líquido.
Fatos modificativos aumentativos aumentam o patrimônio líquido.
Fatos modificativos diminutivos reduzem o patrimônio líquido.
Fatos mistos combinam permuta patrimonial e alteração do patrimônio líquido.
Variação patrimonial qualitativa muda a composição do patrimônio.
Variação patrimonial quantitativa muda o valor do patrimônio líquido.
Receitas aumentam o resultado.
Despesas reduzem o resultado.
Ganhos aumentam o patrimônio líquido por eventos acessórios ou eventuais.
Perdas reduzem o patrimônio líquido por eventos acessórios, anormais ou não recorrentes.
Para prova, grave a frase-chave: ato não mexe no patrimônio; fato mexe. Permutativo troca sem alterar o PL; modificativo altera o PL; misto troca e altera. Receita e ganho aumentam; despesa e perda diminuem.
Escrituração contábil é a técnica usada para registrar, de forma organizada, todos os fatos contábeis que alteram o patrimônio da entidade. É por meio dela que a contabilidade transforma acontecimentos econômicos em lançamentos, livros, saldos, balancetes e demonstrações contábeis.
Para concursos fiscais, escrituração é assunto essencial. Ela aparece em questões de partidas dobradas, débito e crédito, Livro Diário, Livro Razão, balancete, fórmulas de lançamento, retificação, plano de contas e classificação de contas. Também é base para auditoria fiscal, porque o Auditor Fiscal precisa saber interpretar os registros contábeis e identificar inconsistências, omissões, lançamentos simulados, receitas não registradas, despesas fictícias, passivos falsos e créditos indevidos.
A ideia central é: escrituração é o registro técnico dos fatos contábeis, feito pelo método das partidas dobradas, no qual todo débito corresponde a um crédito de igual valor. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
O método das partidas dobradas é a base da escrituração contábil.
Segundo esse método, todo lançamento contábil envolve, no mínimo, um débito e um crédito de mesmo valor.
A lógica é: não existe aplicação de recurso sem origem correspondente. Todo fato contábil possui dois lados.
Exemplo simples:
A empresa compra mercadorias à vista por R$ 10.000,00.
Efeitos:
Aumenta estoque.
Diminui banco ou caixa.
Lançamento:
Débito em Estoques: R$ 10.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 10.000,00.
O débito e o crédito têm o mesmo valor.
Outro exemplo:
A empresa contrai empréstimo bancário de R$ 50.000,00, com valor depositado em conta.
Efeitos:
Aumenta banco.
Aumenta empréstimos a pagar.
Lançamento:
Débito em Bancos: R$ 50.000,00.
Crédito em
Empréstimos a Pagar: R$ 50.000,00.
Para prova, grave: nas partidas dobradas, para todo débito existe crédito de igual valor.
Débito e crédito são convenções contábeis usadas para registrar aumentos e diminuições nas contas.
Eles não significam, necessariamente, “coisa boa” ou “coisa ruim”. Em contabilidade, débito e crédito dependem da natureza da conta.
Regras principais:
Contas do ativo aumentam por débito e diminuem por crédito.
Contas do passivo aumentam por crédito e diminuem por débito.
Contas do patrimônio líquido aumentam por crédito e diminuem por débito.
Contas de receita aumentam por crédito.
Contas de despesa e custo aumentam por débito.
Exemplo:
Compra de mercadoria à vista:
Estoque é ativo. Aumenta por débito.
Banco é ativo. Diminui por crédito.
Lançamento:
Débito em Estoques.
Crédito em Bancos.
Exemplo:
Venda de serviço à vista por R$ 5.000,00:
Banco é ativo. Aumenta por débito.
Receita de serviços é conta de resultado. Aumenta por crédito.
Lançamento:
Débito em Bancos: R$ 5.000,00.
Crédito em
Receita de Serviços: R$ 5.000,00.
Para prova, grave: ativo e despesa aumentam por débito; passivo, patrimônio líquido e receita aumentam por crédito.
Livros contábeis são instrumentos usados para registrar e organizar os fatos contábeis.
Os principais são:
Livro Diário.
Livro Razão.
Além deles, podem existir livros auxiliares, fiscais, societários e controles específicos, conforme a entidade e a legislação aplicável.
Os livros contábeis servem para:
Registrar fatos patrimoniais.
Organizar lançamentos por data.
Controlar saldos por conta.
Permitir fiscalização.
Permitir auditoria.
Apoiar elaboração das demonstrações.
Comprovar regularidade da escrituração.
Na auditoria fiscal, livros contábeis são importantes porque permitem confrontar lançamentos com documentos fiscais, extratos bancários, contratos, estoques, tributos e declarações.
Para prova, grave: livros contábeis documentam a escrituração e permitem rastrear os fatos registrados.
Livro Diário é o livro em que os fatos contábeis são registrados em ordem cronológica.
Ele mostra os lançamentos dia a dia, na sequência em que ocorreram.
Cada lançamento no Livro Diário deve conter, em regra:
Data.
Conta debitada.
Conta creditada.
Valor.
Histórico.
Documento ou fato que deu origem ao registro.
Exemplo de lançamento no Diário:
Data: 10/03/2026.
Débito: Estoques — R$
20.000,00.
Crédito: Fornecedores — R$ 20.000,00.
Histórico:
Compra de mercadorias a prazo conforme NF nº 100.
O Livro Diário é importante porque permite verificar a sequência dos fatos contábeis.
Para prova, grave: Livro Diário registra os fatos contábeis em ordem cronológica.
Livro Razão é o livro que organiza os lançamentos por conta contábil.
Enquanto o Diário mostra os fatos em ordem de data, o Razão mostra a movimentação de cada conta.
Exemplo:
Conta Bancos:
Débitos: entradas de dinheiro.
Créditos: saídas de dinheiro.
Saldo: diferença entre entradas e saídas.
Conta Fornecedores:
Créditos: compras a prazo e obrigações assumidas.
Débitos: pagamentos ou baixas.
Saldo: valor ainda devido.
O Livro Razão é essencial para saber o saldo de cada conta.
Diferença para prova:
Livro Diário: ordem cronológica.
Livro Razão: ordem sistemática, por conta.
Para prova, grave: Livro Razão mostra a movimentação e o saldo de cada conta.
Balancete de verificação é um demonstrativo que relaciona as contas contábeis e seus respectivos saldos devedores e credores.
Ele serve para verificar se a soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldos credores.
Como o método das partidas dobradas exige igualdade entre débitos e créditos, o balancete ajuda a conferir a consistência aritmética da escrituração.
Exemplo simplificado:
Caixa: saldo devedor R$ 10.000,00.
Estoques: saldo devedor R$ 30.000,00.
Fornecedores: saldo credor R$ 20.000,00.
Capital social: saldo credor R$ 20.000,00.
Total de saldos devedores:
10.000 + 30.000 = 40.000.
Total de saldos credores:
20.000 + 20.000 = 40.000.
O balancete fecha.
Atenção: o balancete fechar não significa que não há erro. Ele apenas mostra que débitos e créditos estão matematicamente iguais.
Pode haver erro mesmo com balancete fechado, por exemplo:
Lançamento em conta errada.
Omissão de lançamento.
Lançamento duplicado.
Erro de classificação.
Registro em período errado.
Para prova, grave: balancete verifica igualdade entre débitos e créditos, mas não garante ausência de erro contábil.
Lançamento contábil é o registro de um fato contábil.
Ele indica quais contas foram movimentadas, se foram debitadas ou creditadas, os valores e o histórico.
Elementos do lançamento:
Data.
Conta debitada.
Conta creditada.
Valor.
Histórico.
Documento de suporte.
Exemplo 1: compra de mercadorias à vista por R$ 15.000,00.
Débito em Estoques: R$ 15.000,00.
Crédito
em Caixa/Bancos: R$ 15.000,00.
Exemplo 2: pagamento de salário de R$ 8.000,00.
Débito em Despesa de Salários: R$
8.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 8.000,00.
Exemplo 3: venda de mercadorias a prazo por R$ 30.000,00, desconsiderando tributos e custo para simplificação.
Débito em Clientes: R$ 30.000,00.
Crédito
em Receita de Vendas: R$ 30.000,00.
Para prova, grave: lançamento contábil registra o fato por meio de contas, débito, crédito, valor e histórico.
As fórmulas de lançamento indicam quantas contas são debitadas e creditadas em um lançamento.
Existem quatro fórmulas principais.
Uma conta debitada e uma conta creditada.
Exemplo:
Compra à vista de mercadorias.
Débito em Estoques.
Crédito em Bancos.
É o lançamento mais simples.
Uma conta debitada e duas ou mais contas creditadas.
Exemplo:
Compra de mercadorias, parte à vista e parte a prazo.
Débito em Estoques: R$ 10.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 4.000,00.
Crédito em Fornecedores: R$ 6.000,00.
Há uma conta debitada e duas creditadas.
Duas ou mais contas debitadas e uma conta creditada.
Exemplo:
Recebimento de cliente com juros.
Débito em Bancos: R$ 10.500,00.
Crédito em
Clientes: R$ 10.000,00.
Crédito em Receita de Juros: R$ 500,00.
Aqui, pela estrutura, há uma conta debitada e duas creditadas. Portanto, esse exemplo é de segunda fórmula.
Para terceira fórmula, veja outro caso:
Pagamento de fornecedor com desconto obtido.
Débito em Fornecedores: R$ 10.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 9.700,00.
Crédito em Descontos Obtidos: R$
300,00.
Esse também é uma conta debitada e duas creditadas. Então é segunda fórmula.
Exemplo correto de terceira fórmula:
A empresa paga, em uma única transferência bancária, salários de R$ 8.000,00 e aluguel de R$ 2.000,00.
Débito em Despesa de Salários: R$
8.000,00.
Débito em Despesa de Aluguel: R$ 2.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 10.000,00.
Há duas contas debitadas e uma creditada.
Duas ou mais contas debitadas e duas ou mais contas creditadas.
Exemplo:
A empresa compra mercadorias por R$ 20.000,00 e móveis por R$ 5.000,00, pagando R$ 10.000,00 à vista e deixando R$ 15.000,00 a prazo.
Débito em Estoques: R$ 20.000,00.
Débito em
Móveis e Utensílios: R$ 5.000,00.
Crédito em Bancos: R$
10.000,00.
Crédito em Fornecedores: R$ 15.000,00.
Para prova, grave:
Primeira fórmula: um débito e um crédito.
Segunda fórmula: um débito e vários créditos.
Terceira fórmula: vários débitos e um crédito.
Quarta fórmula: vários débitos e vários créditos.
Retificação de lançamentos é a correção de erro contábil.
Erros podem ocorrer em:
Conta errada.
Valor errado.
Histórico errado.
Débito e crédito invertidos.
Omissão de lançamento.
Lançamento em duplicidade.
Data incorreta.
Classificação inadequada.
Formas clássicas de retificação:
Estorno.
Transferência.
Complementação.
Ressalva, em alguns contextos formais.
Estorno anula um lançamento errado por meio de lançamento inverso.
Exemplo:
Lançamento errado:
Débito em Despesa de Aluguel.
Crédito em
Bancos.
Mas o correto seria despesa de energia.
Pode-se estornar o lançamento errado e fazer o correto.
Transferência corrige lançamento feito em conta errada, transferindo o valor para a conta correta.
Exemplo:
Despesa de energia foi lançada em despesa de telefone.
Faz-se transferência da conta errada para a conta correta.
Complementação corrige valor lançado a menor.
Exemplo:
Compra de mercadorias de R$ 10.000,00 foi lançada por R$ 8.000,00.
Complementa-se R$ 2.000,00.
Para prova, grave: estorno anula, transferência muda de conta, complementação ajusta valor lançado a menor.
Plano de contas é a estrutura organizada das contas utilizadas pela entidade na escrituração.
Ele funciona como um catálogo de contas.
O plano de contas permite padronizar registros, facilitar classificação, elaborar demonstrações e controlar operações.
Normalmente, ele é organizado por grupos:
Ativo.
Passivo.
Patrimônio líquido.
Receitas.
Custos.
Despesas.
Contas de compensação, quando usadas.
Exemplo simplificado:
Ativo
1.1 Ativo circulante
1.1.1
Caixa
1.1.2 Bancos
1.1.3 Clientes
1.1.4 Estoques
Passivo
2.1 Passivo circulante
2.1.1
Fornecedores
2.1.2 Salários a pagar
2.1.3 Tributos a
recolher
Patrimônio líquido
3.1 Capital
social
3.2 Reservas
3.3 Lucros ou prejuízos acumulados
Receitas
4.1 Receita de vendas
4.2
Receita de serviços
Custos
5.1 Custo das mercadorias
vendidas
Despesas
6.1 Despesas
administrativas
6.2 Despesas comerciais
6.3 Despesas
financeiras
Para prova, grave: plano de contas é a lista organizada das contas usadas pela entidade.
Contas sintéticas são contas resumidas, que agrupam outras contas.
Contas analíticas são contas detalhadas, usadas para registro específico dos fatos.
Exemplo:
Conta sintética:
Clientes.
Contas analíticas:
Cliente A.
Cliente B.
Cliente C.
Conta sintética:
Fornecedores.
Contas analíticas:
Fornecedor Alfa.
Fornecedor Beta.
Fornecedor Gama.
Conta sintética:
Estoques.
Contas analíticas:
Mercadoria X.
Mercadoria Y.
Mercadoria Z.
As contas sintéticas ajudam na apresentação resumida. As contas analíticas ajudam no controle detalhado.
Exemplo fiscal:
Na conta sintética “Tributos a recolher”, a empresa pode ter contas analíticas para ICMS a recolher, ISS a recolher, PIS a recolher, Cofins a recolher e IRPJ a recolher.
Para prova, grave: conta sintética resume; conta analítica detalha.
Em concursos fiscais, escrituração contábil costuma cair em questões práticas de débito e crédito.
A banca pode perguntar o método das partidas dobradas. A resposta é: todo débito corresponde a crédito de igual valor.
Pode perguntar débito e crédito. Ativo e despesa aumentam por débito. Passivo, patrimônio líquido e receita aumentam por crédito.
Pode perguntar Livro Diário. Registra fatos em ordem cronológica.
Pode perguntar Livro Razão. Organiza lançamentos por conta e mostra saldos.
Pode perguntar balancete de verificação. Confere igualdade entre saldos devedores e credores, mas não garante ausência de erros.
Pode perguntar lançamento contábil. É o registro do fato por contas, valores, débito, crédito e histórico.
Pode perguntar fórmulas de lançamento. Primeira: um débito e um crédito. Segunda: um débito e vários créditos. Terceira: vários débitos e um crédito. Quarta: vários débitos e vários créditos.
Pode perguntar retificação. Estorno anula, transferência corrige conta, complementação ajusta valor a menor.
Pode perguntar plano de contas. É a estrutura organizada das contas.
Pode perguntar contas sintéticas e analíticas. Sintética resume; analítica detalha.
Escrituração é o registro dos fatos contábeis.
O método das partidas dobradas exige débito e crédito de mesmo valor.
Ativo aumenta por débito.
Ativo diminui por crédito.
Passivo aumenta por crédito.
Passivo diminui por débito.
Patrimônio líquido aumenta por crédito.
Patrimônio líquido diminui por débito.
Receita aumenta por crédito.
Despesa e custo aumentam por débito.
Livro Diário registra em ordem cronológica.
Livro Razão registra por conta.
Balancete verifica igualdade entre devedores e credores.
Lançamento contábil registra data, contas, valores e histórico.
Primeira fórmula tem um débito e um crédito.
Segunda fórmula tem um débito e vários créditos.
Terceira fórmula tem vários débitos e um crédito.
Quarta fórmula tem vários débitos e vários créditos.
Retificação corrige erro de escrituração.
Plano de contas organiza as contas.
Conta sintética resume.
Conta analítica detalha.
Para prova, grave a frase-chave: partidas dobradas significam que todo débito tem crédito igual; Diário mostra quando aconteceu, Razão mostra em qual conta aconteceu; balancete confere igualdade, mas não prova perfeição; plano de contas organiza, conta sintética resume e conta analítica detalha.
Regimes de apuração definem quando receitas e despesas devem ser reconhecidas pela contabilidade. Esse tema é essencial porque uma mesma operação pode envolver três momentos diferentes: o momento da contratação, o momento da execução econômica e o momento do pagamento ou recebimento.
Para concursos fiscais, o ponto central é diferenciar regime de caixa e regime de competência. Essa diferença aparece em contabilidade geral, demonstração do resultado, auditoria fiscal, análise de receitas, despesas antecipadas, receitas antecipadas e ajustes de competência.
A ideia central é: no regime de caixa, importa quando o dinheiro entra ou sai; no regime de competência, importa quando a receita é ganha e quando a despesa é incorrida, ainda que o pagamento ou recebimento ocorra em outra data. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
Regime de caixa é o critério em que receitas e despesas são reconhecidas quando ocorre o efetivo recebimento ou pagamento em dinheiro ou equivalente.
Em linguagem simples:
Recebeu, reconhece receita.
Pagou, reconhece despesa.
O regime de caixa olha para o fluxo financeiro, não necessariamente para o momento econômico da operação.
Exemplo:
A empresa presta serviço em março, mas recebe apenas em abril.
Pelo regime de caixa, a receita será reconhecida em abril, porque foi quando o dinheiro entrou.
Outro exemplo:
A empresa consome energia elétrica em março, mas paga a conta em abril.
Pelo regime de caixa, a despesa será reconhecida em abril, porque foi quando o dinheiro saiu.
O regime de caixa pode ser útil para controle financeiro, fluxo de caixa, planejamento de pagamentos e análise de liquidez. Porém, ele não mostra com precisão o resultado econômico de cada período, porque pode misturar receitas e despesas de meses diferentes.
Para prova, grave: regime de caixa reconhece receita no recebimento e despesa no pagamento.
Regime de competência é o critério em que receitas e despesas são reconhecidas no período em que ocorrem economicamente, independentemente de recebimento ou pagamento.
Em linguagem simples:
Receita é reconhecida quando é ganha.
Despesa é reconhecida quando é incorrida.
O dinheiro pode entrar ou sair depois. Isso não altera o período de competência.
Exemplo:
A empresa presta serviço em março por R$ 10.000,00, mas recebe em abril.
Pelo regime de competência, a receita pertence a março, porque foi em março que o serviço foi prestado.
Outro exemplo:
A empresa usa energia elétrica em março, mas paga a conta em abril.
Pelo regime de competência, a despesa pertence a março, porque foi em março que ocorreu o consumo.
O regime de competência é fundamental para apurar corretamente o resultado do período. Ele evita que o lucro ou prejuízo seja distorcido apenas por atrasos ou antecipações de pagamentos e recebimentos.
Para prova, grave: regime de competência reconhece receitas e despesas pelo fato gerador econômico, não pelo dinheiro.
Apropriação de receitas é o reconhecimento contábil da receita no período correto.
No regime de competência, a receita deve ser apropriada quando a entidade cumpre a obrigação econômica que gera o direito à receita.
Exemplos:
Venda de mercadoria entregue ao cliente.
Serviço prestado.
Aluguel vencido em favor da empresa.
Juros transcorridos em aplicação financeira.
Contrato executado total ou parcialmente.
Exemplo resolvido:
Uma empresa presta serviço em maio no valor de R$ 12.000,00. O cliente pagará apenas em julho.
Pelo regime de competência:
Receita de maio: R$ 12.000,00.
Clientes a receber: R$ 12.000,00.
O recebimento em julho baixará o direito a receber, mas não criará nova receita, porque a receita já foi reconhecida em maio.
Lançamento simplificado em maio:
Débito em Clientes: R$ 12.000,00.
Crédito
em Receita de Serviços: R$ 12.000,00.
Lançamento simplificado em julho, no recebimento:
Débito em Bancos: R$ 12.000,00.
Crédito em
Clientes: R$ 12.000,00.
Para prova, grave: receita a prazo é reconhecida quando ganha; o recebimento posterior apenas baixa o direito.
Apropriação de despesas é o reconhecimento contábil da despesa no período em que ela é incorrida.
No regime de competência, a despesa pertence ao período em que houve consumo, utilização, desgaste, obrigação ou sacrifício econômico, mesmo que o pagamento ocorra depois.
Exemplos:
Salários do mês trabalhado.
Aluguel do mês utilizado.
Energia consumida.
Depreciação do período.
Juros incorridos.
Serviços tomados.
Tributos relacionados ao período.
Exemplo resolvido:
A empresa usa um imóvel em agosto e pagará o aluguel de R$ 5.000,00 apenas em setembro.
Pelo regime de competência, a despesa é de agosto.
Lançamento simplificado em agosto:
Débito em Despesa de Aluguel: R$
5.000,00.
Crédito em Aluguéis a Pagar: R$ 5.000,00.
Lançamento simplificado em setembro, no pagamento:
Débito em Aluguéis a Pagar: R$ 5.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 5.000,00.
Para prova, grave: despesa a pagar é reconhecida quando incorrida; o pagamento posterior apenas baixa a obrigação.
Despesas antecipadas são valores pagos antes de a despesa ser efetivamente incorrida.
Nesse caso, no momento do pagamento, a entidade ainda não consumiu o benefício econômico. Por isso, inicialmente registra um ativo. Depois, com o passar do tempo ou com o consumo do benefício, esse ativo vai sendo apropriado como despesa.
Exemplos:
Seguro pago antecipadamente.
Aluguel pago antecipadamente.
Assinatura anual paga antecipadamente.
Licença de software paga para uso futuro.
Serviço contratado e pago antes da execução.
Exemplo resolvido:
A empresa paga em janeiro R$ 12.000,00 por um seguro válido por 12 meses.
No pagamento, não se reconhece tudo como despesa de janeiro, porque o seguro beneficiará 12 meses.
Lançamento em janeiro:
Débito em Seguros a Apropriar, ou Despesas
Antecipadas: R$ 12.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 12.000,00.
Apropriação mensal:
12.000 / 12 = 1.000.
Todo mês, registra-se:
Débito em Despesa de Seguros: R$
1.000,00.
Crédito em Seguros a Apropriar: R$ 1.000,00.
Depois de 12 meses, todo o valor terá sido apropriado como despesa.
Para prova, grave: despesa antecipada nasce como ativo e vira despesa com o tempo ou consumo.
Receitas antecipadas são valores recebidos antes de a receita ser efetivamente ganha.
Nesse caso, no momento do recebimento, a entidade ainda tem uma obrigação de entregar mercadoria, prestar serviço ou cumprir o contrato. Por isso, o valor recebido é registrado inicialmente como passivo, e não como receita definitiva.
Exemplos:
Cliente paga antes da prestação do serviço.
Aluno paga mensalidade antecipada.
Assinante paga plano anual antecipado.
Locatário paga aluguel antecipado.
Cliente paga adiantamento de contrato.
Exemplo resolvido:
A empresa recebe em janeiro R$ 24.000,00 por um serviço que será prestado ao longo de 12 meses.
No recebimento, a empresa ainda não prestou todo o serviço. Logo, registra uma obrigação.
Lançamento em janeiro:
Débito em Bancos: R$ 24.000,00.
Crédito em
Receita Antecipada, ou Adiantamento de Clientes: R$ 24.000,00.
Apropriação mensal da receita:
24.000 / 12 = 2.000.
Todo mês, conforme o serviço é prestado:
Débito em Receita Antecipada: R$
2.000,00.
Crédito em Receita de Serviços: R$ 2.000,00.
Depois de 12 meses, toda a obrigação terá sido cumprida e toda a receita terá sido reconhecida.
Para prova, grave: receita antecipada nasce como passivo e vira receita quando a entidade cumpre sua obrigação.
Ajustes de competência são lançamentos feitos para garantir que receitas e despesas sejam reconhecidas no período correto.
Eles são necessários porque, durante o período, alguns valores podem ter sido recebidos, pagos, consumidos, incorridos ou ganhos em momentos diferentes.
Tipos comuns de ajustes:
Reconhecimento de despesas a pagar.
Reconhecimento de receitas a receber.
Apropriação de despesas antecipadas.
Apropriação de receitas antecipadas.
Depreciação.
Amortização.
Exaustão.
Juros incorridos.
Provisões.
Tributos do período.
Exemplo 1: despesa incorrida e não paga.
A empresa consumiu energia de R$ 3.000,00 em dezembro, mas pagará em janeiro.
Ajuste em dezembro:
Débito em Despesa de Energia: R$
3.000,00.
Crédito em Energia a Pagar: R$ 3.000,00.
Exemplo 2: receita ganha e não recebida.
A empresa prestou serviço de R$ 8.000,00 em dezembro, mas receberá em janeiro.
Ajuste em dezembro:
Débito em Clientes: R$ 8.000,00.
Crédito em
Receita de Serviços: R$ 8.000,00.
Exemplo 3: despesa antecipada.
Seguro pago antecipadamente deve ser apropriado mensalmente.
Ajuste mensal:
Débito em Despesa de Seguros.
Crédito em
Seguros a Apropriar.
Exemplo 4: receita antecipada.
Serviço recebido antecipadamente deve ser reconhecido conforme execução.
Ajuste mensal:
Débito em Receita Antecipada.
Crédito em
Receita de Serviços.
Para prova, grave: ajuste de competência coloca receita e despesa no período correto.
Em concursos fiscais, regimes de apuração costumam cair por comparação entre caixa e competência.
A banca pode perguntar regime de caixa. A resposta é: reconhece receitas quando recebidas e despesas quando pagas.
Pode perguntar regime de competência. A resposta é: reconhece receitas quando ganhas e despesas quando incorridas, independentemente de recebimento ou pagamento.
Pode perguntar apropriação de receitas. Receita é apropriada quando a entidade cumpre a obrigação econômica que gera o direito à receita.
Pode perguntar apropriação de despesas. Despesa é apropriada quando ocorre o consumo ou sacrifício econômico.
Pode perguntar despesas antecipadas. São pagamentos feitos antes do consumo; inicialmente são ativo.
Pode perguntar receitas antecipadas. São recebimentos antes da prestação ou entrega; inicialmente são passivo.
Pode perguntar ajustes de competência. São lançamentos que colocam receitas e despesas no período correto.
A banca também pode cobrar pegadinhas:
Receber dinheiro não significa necessariamente receita do período.
Pagar dinheiro não significa necessariamente despesa do período.
Receita antecipada é passivo, não receita imediata.
Despesa antecipada é ativo, não despesa imediata.
Despesa incorrida e não paga é despesa do período e passivo a pagar.
Receita ganha e não recebida é receita do período e direito a receber.
Regime de caixa olha recebimentos e pagamentos.
Regime de competência olha ocorrência econômica.
Receita pelo caixa é reconhecida quando recebida.
Despesa pelo caixa é reconhecida quando paga.
Receita pela competência é reconhecida quando ganha.
Despesa pela competência é reconhecida quando incorrida.
Apropriação de receita coloca a receita no período correto.
Apropriação de despesa coloca a despesa no período correto.
Despesa antecipada é pagamento antes do consumo.
Despesa antecipada começa como ativo.
Receita antecipada é recebimento antes da prestação ou entrega.
Receita antecipada começa como passivo.
Ajustes de competência corrigem o período de reconhecimento.
Receita a receber é ativo.
Despesa a pagar é passivo.
Para prova, grave a frase-chave: caixa segue o dinheiro; competência segue o fato econômico. Pagou antes? ativo. Recebeu antes? passivo. Ganhou e não recebeu? receita e direito. Incorreu e não pagou? despesa e obrigação.
Demonstrações contábeis são relatórios estruturados que apresentam a situação patrimonial, financeira, econômica e os fluxos de recursos de uma entidade. Elas são produzidas a partir da escrituração e servem para informar usuários internos e externos sobre o desempenho, a posição patrimonial, a capacidade de pagamento, a geração de caixa, a composição do patrimônio líquido e a distribuição de riqueza.
Para concursos fiscais, esse tema é essencial porque as demonstrações contábeis são uma das principais fontes de análise do Auditor Fiscal. A partir delas, é possível identificar inconsistências entre receita declarada e patrimônio, evolução anormal de estoques, aumento injustificado de caixa, passivos fictícios, ativos ocultos, lucros sem lastro, distribuição indevida de resultados, endividamento incompatível e indícios de omissão tributária.
A ideia central é: as demonstrações contábeis resumem a escrituração e mostram, de forma organizada, o patrimônio, o resultado, os fluxos de caixa, as mutações do patrimônio líquido e outras informações relevantes para decisão, controle e fiscalização. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
Balanço patrimonial é a demonstração contábil que apresenta a posição patrimonial e financeira da entidade em determinada data.
Ele mostra:
Ativo.
Passivo.
Patrimônio líquido.
A lógica do balanço é baseada na equação patrimonial:
Ativo = Passivo + Patrimônio líquido
O ativo mostra as aplicações de recursos: bens e direitos.
O passivo mostra as obrigações com terceiros.
O patrimônio líquido mostra os recursos próprios dos sócios ou proprietários.
Exemplo simplificado:
Ativo:
Caixa: R$ 20.000,00.
Clientes: R$ 30.000,00.
Estoques: R$ 50.000,00.
Máquinas: R$ 100.000,00.
Ativo total: R$ 200.000,00.
Passivo:
Fornecedores: R$ 40.000,00.
Empréstimos: R$ 60.000,00.
Passivo total: R$ 100.000,00.
Patrimônio líquido:
Capital social e reservas: R$ 100.000,00.
Equação:
Ativo = Passivo + Patrimônio líquido.
200.000 = 100.000 + 100.000.
Na fiscalização, o balanço ajuda a verificar se a evolução patrimonial da empresa é compatível com receitas, lucros, dívidas, aportes e operações declaradas.
Para prova, grave: balanço patrimonial mostra ativo, passivo e patrimônio líquido em uma data específica.
Demonstração do Resultado do Exercício, ou DRE, mostra o desempenho econômico da entidade em determinado período.
Ela apura se a entidade teve lucro ou prejuízo.
A DRE apresenta, de forma ordenada:
Receita bruta.
Deduções da receita.
Receita líquida.
Custo das mercadorias, produtos ou serviços.
Lucro bruto.
Despesas operacionais.
Resultado operacional.
Receitas e despesas financeiras.
Resultado antes dos tributos sobre o lucro.
Tributos sobre o lucro.
Lucro ou prejuízo líquido.
Exemplo simplificado:
Receita de vendas: R$ 500.000,00.
Deduções e tributos sobre vendas: R$ 50.000,00.
Receita líquida: R$ 450.000,00.
Custo das mercadorias vendidas: R$ 270.000,00.
Lucro bruto: R$ 180.000,00.
Despesas: R$ 100.000,00.
Lucro líquido: R$ 80.000,00.
Na auditoria fiscal, a DRE é muito útil para verificar margens, receitas, custos, despesas, lucro, prejuízo, tributação e compatibilidade entre faturamento e movimentação patrimonial.
Exemplo fiscal: uma empresa apresenta receita baixa, mas estoques, compras, despesas e crescimento patrimonial elevados. A DRE pode ajudar a revelar indícios de omissão de receitas.
Para prova, grave: DRE mostra receitas, custos, despesas e resultado do período.
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, ou DLPA, mostra as alterações ocorridas na conta de lucros ou prejuízos acumulados durante o período.
Ela evidencia:
Saldo inicial de lucros ou prejuízos acumulados.
Ajustes de exercícios anteriores.
Lucro ou prejuízo líquido do exercício.
Destinações do lucro.
Constituição de reservas.
Dividendos distribuídos.
Saldo final.
Exemplo simplificado:
Saldo inicial de lucros acumulados: R$ 20.000,00.
Lucro líquido do exercício: R$ 80.000,00.
Dividendos distribuídos: R$ 30.000,00.
Transferência para reservas: R$ 40.000,00.
Saldo final:
20.000 + 80.000 − 30.000 − 40.000 = 30.000.
Na fiscalização, a DLPA ajuda a verificar se a distribuição de lucros tem lastro, se o lucro foi corretamente destinado e se prejuízos foram absorvidos.
Exemplo fiscal: se a empresa distribui lucros elevados aos sócios, mas a DLPA não demonstra lucro suficiente, pode haver distribuição sem lastro ou registro contábil inconsistente.
Para prova, grave: DLPA mostra a movimentação dos lucros ou prejuízos acumulados.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, ou DMPL, apresenta todas as alterações ocorridas nas contas do patrimônio líquido durante o período.
Ela é mais completa que a DLPA, porque não mostra apenas lucros ou prejuízos acumulados. Ela mostra também capital social, reservas, ajustes, ações em tesouraria, dividendos, prejuízos e outros componentes do patrimônio líquido.
A DMPL evidencia:
Aumentos de capital.
Reduções de capital.
Lucro ou prejuízo do exercício.
Constituição de reservas.
Reversão de reservas.
Dividendos.
Ajustes de avaliação patrimonial.
Ações em tesouraria.
Destinações do resultado.
Exemplo:
Se os sócios aumentam o capital social, a DMPL mostra esse aumento.
Se a empresa tem lucro e transfere parte para reserva legal, a DMPL mostra essa destinação.
Se há distribuição de dividendos, a DMPL mostra a redução correspondente.
Na auditoria fiscal, a DMPL é importante para verificar aportes, distribuição de lucros, reservas, prejuízos, aumentos de capital e movimentações patrimoniais que podem esconder receitas omitidas ou operações simuladas.
Para prova, grave: DMPL mostra todas as movimentações do patrimônio líquido.
Demonstração dos Fluxos de Caixa, ou DFC, mostra as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa durante o período.
Ela explica como o caixa variou.
A DFC separa os fluxos em três grupos:
Atividades operacionais.
Atividades de investimento.
Atividades de financiamento.
Atividades operacionais são ligadas à atividade principal da empresa, como recebimento de clientes, pagamento de fornecedores, salários, tributos e despesas operacionais.
Atividades de investimento envolvem compra e venda de ativos de longo prazo, como máquinas, imóveis, investimentos e intangíveis.
Atividades de financiamento envolvem recursos de sócios e terceiros, como empréstimos, financiamentos, aumento de capital, pagamento de dividendos e amortização de dívidas.
Exemplo simplificado:
Caixa gerado nas operações: R$ 100.000,00.
Caixa usado em investimentos: R$ 60.000,00.
Caixa recebido em financiamentos: R$ 30.000,00.
Aumento líquido de caixa:
100.000 − 60.000 + 30.000 = 70.000.
Na fiscalização, a DFC é relevante porque ajuda a verificar se a empresa gerou caixa compatível com suas receitas e se entradas financeiras têm origem comprovada.
Exemplo fiscal: empresa com receita baixa, mas grande aumento de caixa, precisa explicar a origem do dinheiro. Pode ter havido empréstimo, aporte, venda de ativo ou receita omitida.
Para prova, grave: DFC mostra de onde veio e para onde foi o dinheiro.
Demonstração do Valor Adicionado, ou DVA, mostra a riqueza gerada pela entidade e como essa riqueza foi distribuída.
Ela evidencia o valor adicionado pela atividade empresarial e sua distribuição entre:
Empregados.
Governo.
Financiadores.
Sócios ou acionistas.
Retenção na própria empresa.
Exemplos de distribuição:
Salários e benefícios aos empregados.
Tributos ao governo.
Juros aos financiadores.
Dividendos aos sócios.
Lucros retidos na empresa.
A DVA é especialmente relevante para companhias abertas, mas seu conceito pode aparecer em prova como demonstração da geração e distribuição de riqueza.
Na área fiscal, ela tem interesse porque mostra quanto da riqueza gerada foi destinado ao governo por meio de tributos.
Exemplo simplificado:
Valor adicionado total: R$ 1.000.000,00.
Empregados: R$ 300.000,00.
Governo: R$ 250.000,00.
Financiadores: R$ 100.000,00.
Sócios: R$ 200.000,00.
Retenção: R$ 150.000,00.
Para prova, grave: DVA mostra a riqueza gerada e sua distribuição entre empregados, governo, financiadores, sócios e a própria empresa.
Notas explicativas complementam as demonstrações contábeis.
Elas apresentam detalhes, critérios, políticas contábeis, estimativas, riscos, contingências, eventos relevantes e informações que não cabem apenas nos números das demonstrações.
As notas podem explicar:
Critérios de avaliação de estoques.
Métodos de depreciação.
Políticas de reconhecimento de receita.
Detalhes de empréstimos.
Garantias.
Contingências fiscais, trabalhistas e cíveis.
Provisões.
Partes relacionadas.
Eventos subsequentes.
Arrendamentos.
Investimentos.
Tributos.
Critérios de mensuração.
Na auditoria fiscal, as notas explicativas ajudam a entender escolhas contábeis e riscos relevantes.
Exemplo: uma empresa pode informar em nota explicativa que possui contingência fiscal relevante em discussão administrativa ou judicial. Isso interessa ao Fisco, ao auditor, ao investidor e ao credor.
Para prova, grave: notas explicativas detalham e complementam as demonstrações contábeis.
A estrutura das demonstrações contábeis deve permitir compreensão clara da situação patrimonial, financeira e econômica da entidade.
Cada demonstração tem finalidade própria.
O balanço patrimonial mostra a posição em uma data.
A DRE mostra o resultado de um período.
A DFC mostra a movimentação de caixa do período.
A DMPL mostra as mudanças no patrimônio líquido.
A DVA mostra a riqueza gerada e distribuída.
As notas explicativas complementam as informações.
A estrutura deve respeitar critérios de classificação, apresentação, comparabilidade e clareza.
Exemplo:
No balanço, o ativo é separado em circulante e não circulante.
O passivo é separado em circulante e não circulante.
O patrimônio líquido aparece em grupo próprio.
Na DRE, receitas, custos e despesas são apresentados em ordem que permita apurar o resultado.
Para prova, grave: cada demonstração tem uma estrutura própria e uma finalidade específica.
Apresentação das demonstrações contábeis é a forma como as informações são organizadas e divulgadas aos usuários.
Uma boa apresentação deve ser:
Clara.
Comparável.
Compreensível.
Fidedigna.
Relevante.
Organizada.
Consistente.
Completa.
A apresentação deve permitir que o usuário entenda a situação da entidade sem precisar reconstruir toda a escrituração.
Pontos importantes:
Classificação correta das contas.
Separação entre circulante e não circulante.
Comparação com período anterior.
Identificação da entidade.
Período das demonstrações.
Moeda de apresentação.
Notas explicativas.
Políticas contábeis relevantes.
Na fiscalização, uma apresentação inadequada pode dificultar análise, esconder riscos ou indicar falhas na escrituração.
Exemplo: empréstimos de curto prazo classificados como longo prazo podem melhorar artificialmente indicadores de liquidez. Isso prejudica a análise da real situação financeira.
Para prova, grave: apresentação adequada exige clareza, classificação correta, comparabilidade e informação suficiente.
Análise das demonstrações é o estudo dos relatórios contábeis para extrair conclusões sobre liquidez, endividamento, rentabilidade, estrutura patrimonial, desempenho, geração de caixa e evolução da entidade.
Ela pode usar:
Análise vertical.
Análise horizontal.
Índices de liquidez.
Índices de endividamento.
Margens.
Rentabilidade.
Giro do ativo.
Capital de giro.
Necessidade de capital de giro.
EBITDA, quando aplicável.
Na área fiscal, a análise das demonstrações ajuda a encontrar incoerências.
Exemplos:
Receita cai, mas estoque também cai muito: pode haver venda sem registro.
Lucro é baixo, mas distribuição aos sócios é alta: pode haver distribuição sem lastro.
Caixa aumenta muito sem receita, empréstimo ou aporte comprovado: pode haver origem não justificada.
Fornecedores crescem muito sem compras compatíveis: pode haver passivo fictício.
Margem bruta muito abaixo do setor: pode haver subfaturamento ou omissão de vendas.
Despesas com serviços de terceiros muito elevadas: pode haver despesa fictícia ou planejamento abusivo.
Para prova, grave: análise das demonstrações interpreta os relatórios contábeis para avaliar a situação da entidade e detectar incoerências.
Em concursos fiscais, demonstrações contábeis costumam cair por finalidade e estrutura.
A banca pode perguntar balanço patrimonial. Ele mostra ativo, passivo e patrimônio líquido em uma data.
Pode perguntar DRE. Ela mostra receitas, custos, despesas e lucro ou prejuízo do período.
Pode perguntar DLPA. Ela mostra a movimentação dos lucros ou prejuízos acumulados.
Pode perguntar DMPL. Ela mostra todas as mutações do patrimônio líquido.
Pode perguntar DFC. Ela mostra entradas e saídas de caixa, divididas em atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Pode perguntar DVA. Ela mostra a riqueza gerada e distribuída.
Pode perguntar notas explicativas. Elas complementam e detalham as demonstrações.
Pode perguntar estrutura das demonstrações. Cada relatório tem finalidade e classificação próprias.
Pode perguntar apresentação. Deve ser clara, comparável, correta e suficiente.
Pode perguntar análise das demonstrações. Usa índices e comparações para interpretar desempenho, liquidez, endividamento e rentabilidade.
Demonstrações contábeis resumem a escrituração.
Balanço patrimonial mostra ativo, passivo e patrimônio líquido.
DRE mostra receitas, custos, despesas e resultado.
DLPA mostra lucros ou prejuízos acumulados.
DMPL mostra todas as mudanças do patrimônio líquido.
DFC mostra entradas e saídas de caixa.
DVA mostra riqueza gerada e distribuída.
Notas explicativas complementam as demonstrações.
Estrutura das demonstrações organiza as informações por finalidade.
Apresentação adequada exige clareza, comparabilidade e classificação correta.
Análise das demonstrações interpreta os relatórios por índices e comparações.
Para prova, grave a frase-chave: balanço mostra posição, DRE mostra resultado, DLPA mostra lucros acumulados, DMPL mostra o patrimônio líquido se movimentando, DFC mostra o dinheiro, DVA mostra a riqueza distribuída, notas explicam, apresentação organiza e análise interpreta.
Ativo é o conjunto de bens e direitos controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros. Em termos práticos, o ativo mostra onde os recursos da entidade estão aplicados: dinheiro, aplicações, valores a receber, estoques, tributos recuperáveis, despesas antecipadas, investimentos, bens permanentes, direitos intangíveis e outros elementos patrimoniais.
Para concursos fiscais, o ativo é fundamental porque grande parte da auditoria contábil e fiscal começa justamente pela análise dos ativos. Caixa incompatível, aplicações financeiras sem origem, clientes irreais, estoques divergentes, tributos a recuperar indevidos, imobilizado inexistente, intangível sem substância e ativos superavaliados podem indicar erro, fraude, omissão de receitas ou planejamento abusivo.
A ideia central é: ativo representa bens e direitos controlados pela entidade; para ser reconhecido, precisa ter valor econômico, controle pela entidade e expectativa de gerar benefício futuro. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
Caixa e equivalentes de caixa representam recursos disponíveis imediatamente ou quase imediatamente.
Incluem:
Caixa em espécie.
Saldos bancários disponíveis.
Aplicações financeiras de liquidez imediata.
Investimentos de curtíssimo prazo, prontamente conversíveis em dinheiro e com risco insignificante de mudança de valor.
Exemplo:
Uma empresa possui R$ 5.000,00 em dinheiro, R$ 40.000,00 em conta corrente e R$ 30.000,00 em aplicação resgatável imediatamente. Esses valores compõem caixa e equivalentes de caixa.
Na auditoria fiscal, caixa e bancos são muito relevantes porque podem revelar entradas sem origem, receitas omitidas, suprimentos fictícios, caixa dois ou movimentação incompatível com a receita declarada.
Para prova, grave: caixa e equivalentes são recursos disponíveis ou quase disponíveis, usados para liquidez imediata.
Aplicações financeiras são investimentos feitos pela entidade em instrumentos financeiros, como CDB, fundos, títulos públicos, títulos privados, operações compromissadas e outros ativos financeiros.
Podem ser classificadas conforme prazo, liquidez e intenção da entidade.
Exemplos:
Aplicação de liquidez imediata.
Aplicação de curto prazo.
Aplicação de longo prazo.
Títulos mantidos até o vencimento.
Investimentos mensurados a valor justo, conforme a regra aplicável.
Na fiscalização, aplicações financeiras podem indicar capacidade econômica e origem de recursos. Uma empresa com baixa receita declarada, mas aplicações financeiras elevadas, precisa demonstrar de onde vieram os recursos aplicados.
Exemplo:
Empresa declara receita anual de R$ 300.000,00, mas possui aplicações de R$ 2.000.000,00 sem empréstimo, aporte, venda de ativo ou lucro acumulado compatível. Isso pode indicar receita omitida ou origem não comprovada.
Para prova, grave: aplicações financeiras são ativos financeiros investidos; devem ter origem, classificação e mensuração adequadas.
Clientes representam valores a receber decorrentes de vendas de mercadorias, produtos ou prestação de serviços a prazo.
É uma conta do ativo, porque representa direito da entidade contra terceiros.
Exemplo:
A empresa vende mercadorias a prazo por R$ 20.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Clientes: R$ 20.000,00.
Crédito
em Receita de Vendas: R$ 20.000,00.
Quando o cliente paga:
Débito em Bancos: R$ 20.000,00.
Crédito em
Clientes: R$ 20.000,00.
Na auditoria fiscal, a conta clientes deve ser compatível com notas fiscais, contratos, duplicatas, boletos, recebimentos e declarações. Clientes inexistentes, saldos antigos sem baixa ou valores incompatíveis podem indicar receita fictícia, erro ou manipulação contábil.
Para prova, grave: clientes é direito a receber por venda ou serviço prestado a prazo.
Perdas estimadas com créditos representam a estimativa de valores que a entidade provavelmente não receberá de seus clientes.
Essa conta reduz o valor dos clientes no ativo.
A lógica é prudencial: se parte dos clientes provavelmente não será recebida, o ativo não deve permanecer superavaliado.
Exemplo:
Clientes a receber: R$ 100.000,00.
Perdas
estimadas: R$ 8.000,00.
Valor líquido realizável:
100.000 − 8.000 = R$ 92.000,00.
A conta de perdas estimadas normalmente tem natureza credora e reduz o ativo.
Na prova, pode aparecer como:
Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa.
PECLD.
Provisão para devedores duvidosos, expressão tradicional.
Para prova, grave: perdas estimadas com créditos reduzem clientes ao valor que se espera receber.
Estoques são ativos mantidos para venda, em processo de produção ou na forma de materiais e insumos a serem consumidos na produção ou prestação de serviços.
Exemplos:
Mercadorias para revenda.
Produtos acabados.
Produtos em elaboração.
Matérias-primas.
Materiais de embalagem.
Materiais de consumo produtivo.
Na contabilidade, estoques são relevantes porque afetam o ativo e o resultado. Quando a mercadoria é comprada, vai para estoque. Quando é vendida, sai do estoque e vira custo.
Exemplo:
Compra de mercadorias:
Débito em Estoques.
Crédito em Bancos ou
Fornecedores.
Venda das mercadorias:
Débito em Custo das Mercadorias Vendidas.
Crédito
em Estoques.
Na auditoria fiscal, estoques são essenciais para detectar compras sem nota, vendas sem emissão fiscal, subfaturamento, omissão de receitas, perdas não comprovadas e divergências de inventário.
Para prova, grave: estoque é ativo destinado à venda, produção ou consumo no processo produtivo.
Tributos a recuperar são valores de tributos pagos ou destacados em operações anteriores que a entidade tem direito de compensar, recuperar ou utilizar futuramente.
Exemplos:
ICMS a recuperar.
IPI a recuperar.
PIS a recuperar.
COFINS a recuperar.
IRRF a recuperar.
CSLL a compensar.
Créditos tributários reconhecidos.
Na contabilidade, tributo recuperável não compõe custo ou despesa definitiva. Ele é registrado como ativo, porque representa direito contra o Fisco.
Exemplo:
Compra de mercadoria por R$ 10.000,00, com ICMS recuperável de R$ 1.800,00.
O estoque pode ser registrado líquido do tributo recuperável, e o ICMS a recuperar será registrado no ativo.
Em termos didáticos:
Débito em Estoques: R$ 8.200,00.
Débito em
ICMS a Recuperar: R$ 1.800,00.
Crédito em Fornecedores: R$
10.000,00.
Para prova, grave: tributo recuperável é ativo; tributo não recuperável compõe custo ou despesa.
Despesas antecipadas são pagamentos realizados antes do consumo efetivo do benefício econômico.
No momento do pagamento, ainda não existe despesa consumida. Existe um direito de usufruir serviço, cobertura ou benefício no futuro. Por isso, registra-se ativo.
Exemplos:
Seguro pago antecipadamente.
Aluguel pago antecipadamente.
Assinatura anual.
Licença de software paga antecipadamente.
Manutenção contratada para período futuro.
Exemplo:
Empresa paga R$ 12.000,00 por seguro válido por 12 meses.
No pagamento:
Débito em Seguros a Apropriar: R$
12.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 12.000,00.
A cada mês:
Débito em Despesa de Seguros: R$
1.000,00.
Crédito em Seguros a Apropriar: R$ 1.000,00.
Para prova, grave: despesa antecipada é ativo primeiro; vira despesa conforme o benefício é consumido.
Investimentos, no ativo não circulante, são participações permanentes em outras sociedades e outros ativos mantidos com finalidade estratégica ou de renda, que não se destinam ao uso direto na operação principal nem à venda imediata.
Exemplos:
Participações societárias permanentes.
Investimentos em controladas.
Investimentos em coligadas.
Propriedades mantidas para renda, quando classificadas como propriedade para investimento.
Obras de arte ou ativos mantidos para valorização, conforme a classificação aplicável.
Na prova, investimentos costumam ser cobrados como grupo do ativo não circulante, ao lado de imobilizado e intangível.
Na auditoria fiscal, investimentos podem revelar vínculos societários, partes relacionadas, grupos econômicos, transferência de resultados e planejamento tributário.
Para prova, grave: investimentos são ativos mantidos com finalidade permanente, estratégica ou de renda, não usados diretamente na operação principal.
Imobilizado é o conjunto de bens corpóreos mantidos para uso na produção, fornecimento de mercadorias ou serviços, aluguel a terceiros ou fins administrativos, e que se espera utilizar por mais de um período.
Exemplos:
Máquinas.
Equipamentos.
Veículos.
Móveis.
Imóveis de uso.
Computadores.
Instalações.
Ferramentas.
Benfeitorias.
O imobilizado não é comprado para revenda imediata. Ele é usado na atividade da entidade.
Exemplo:
Uma empresa compra uma máquina para usar na produção.
Débito em Máquinas e Equipamentos.
Crédito
em Bancos ou Fornecedores.
Com o tempo, essa máquina sofre depreciação.
Na auditoria fiscal, o imobilizado deve existir fisicamente, estar sob controle da entidade, ter documentação de aquisição e ser compatível com a atividade.
Para prova, grave: imobilizado é ativo físico usado na atividade por mais de um período.
Intangível é ativo não monetário identificável, sem substância física, controlado pela entidade e capaz de gerar benefícios econômicos futuros.
Exemplos:
Marcas.
Patentes.
Softwares.
Licenças.
Direitos autorais.
Direitos de uso.
Carteira de clientes, quando reconhecida conforme regras aplicáveis.
Projetos de desenvolvimento que atendam aos critérios de reconhecimento.
O intangível precisa ser identificável. Isso significa que pode ser separado da entidade ou decorre de direitos contratuais ou legais.
Exemplo:
Uma empresa compra licença de software por R$ 50.000,00 para uso por cinco anos.
Esse valor pode ser registrado como intangível, se atender aos critérios contábeis.
Depois, será amortizado ao longo da vida útil, se tiver vida útil definida.
Para prova, grave: intangível é ativo sem forma física, identificável, controlado e gerador de benefício futuro.
Depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo imobilizado ao longo de sua vida útil.
Ela reconhece o desgaste, uso, obsolescência ou perda de utilidade de bens físicos.
Exemplos de bens depreciáveis:
Máquinas.
Veículos.
Computadores.
Equipamentos.
Móveis.
Instalações.
Exemplo:
Máquina adquirida por R$ 100.000,00.
Valor
residual estimado: R$ 10.000,00.
Vida útil: 5 anos.
Valor depreciável:
100.000 − 10.000 = 90.000.
Depreciação anual:
90.000 / 5 = 18.000.
Lançamento anual simplificado:
Débito em Despesa de Depreciação: R$
18.000,00.
Crédito em Depreciação Acumulada: R$ 18.000,00.
Depreciação acumulada é conta redutora do ativo.
Para prova, grave: depreciação é a apropriação do desgaste de ativo físico ao resultado.
Amortização é a alocação sistemática do valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida ao longo do período em que ele gera benefícios.
Exemplos:
Software com prazo de uso definido.
Licença de uso por prazo determinado.
Patente com prazo definido.
Direito contratual de exploração.
Exemplo:
Licença de software: R$ 60.000,00.
Prazo de
uso: 3 anos.
Amortização anual:
60.000 / 3 = 20.000.
Lançamento anual:
Débito em Despesa de Amortização: R$
20.000,00.
Crédito em Amortização Acumulada: R$ 20.000,00.
Atenção: intangível com vida útil indefinida não é amortizado da mesma forma; ele deve ser testado quanto à redução ao valor recuperável.
Para prova, grave: amortização é para intangível com vida útil definida; depreciação é para bem físico.
Exaustão é a apropriação do consumo de recursos naturais ou minerais ao longo de sua exploração.
Aplica-se a ativos relacionados à exploração de recursos esgotáveis.
Exemplos:
Minas.
Jazidas.
Florestas.
Pedreiras.
Poços de petróleo.
Reservas naturais exploráveis.
Exemplo:
Uma empresa possui direito de exploração de jazida com estimativa de 100.000 toneladas. O custo amortizável ou exaurível é R$ 1.000.000,00.
Custo por tonelada:
1.000.000 / 100.000 = R$ 10,00 por tonelada.
Se no período foram extraídas 8.000 toneladas:
Exaustão do período:
8.000 × 10 = R$ 80.000,00.
Para prova, grave: exaustão reconhece o consumo de recurso natural explorável.
Redução ao valor recuperável, também chamada de impairment, ocorre quando o valor contábil de um ativo está maior que o valor que a entidade espera recuperar por uso ou venda.
A entidade deve comparar:
Valor contábil do ativo.
Valor recuperável.
Se o valor contábil for maior que o recuperável, reconhece-se perda.
Exemplo:
Valor contábil de uma máquina: R$
100.000,00.
Valor recuperável: R$ 70.000,00.
Perda por redução ao valor recuperável:
100.000 − 70.000 = R$ 30.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Perda por Redução ao Valor
Recuperável: R$ 30.000,00.
Crédito em Redução ao Valor
Recuperável Acumulada, ou diretamente no ativo: R$ 30.000,00.
Na prova, o ponto principal é entender que ativo não deve permanecer registrado por valor superior ao que pode gerar de benefício econômico.
Para prova, grave: impairment ajusta o ativo quando seu valor contábil supera o valor recuperável.
Propriedade para investimento é imóvel mantido para obtenção de aluguel, valorização de capital ou ambos, e não para uso na produção, fornecimento de bens ou serviços, fins administrativos ou venda no curso normal dos negócios.
Exemplos:
Prédio mantido para aluguel.
Terreno mantido para valorização.
Imóvel mantido para renda.
Diferença importante:
Imóvel usado pela empresa na sua atividade é imobilizado.
Imóvel mantido para aluguel ou valorização é propriedade para investimento.
Imóvel mantido para venda no curso normal dos negócios pode ser estoque, como em uma incorporadora ou imobiliária.
Exemplo:
Uma indústria possui um prédio onde funciona sua fábrica. Esse prédio é imobilizado.
A mesma indústria possui outro prédio alugado a terceiros. Esse outro prédio pode ser propriedade para investimento.
Para prova, grave: propriedade para investimento é imóvel mantido para aluguel ou valorização, não para uso próprio nem venda operacional.
Ativo não circulante mantido para venda é aquele cujo valor contábil será recuperado principalmente por venda, e não pelo uso contínuo.
Para essa classificação, em regra, o ativo deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais, e a venda deve ser altamente provável.
Exemplo:
Uma empresa decide vender um imóvel antes usado em suas atividades. O imóvel está disponível para venda, há plano de venda, busca de comprador e expectativa concreta de venda em curto prazo. Ele pode ser classificado como ativo não circulante mantido para venda, se cumprir os critérios.
Diferença importante:
Enquanto o bem é usado na atividade, ele fica no imobilizado.
Quando passa a ser recuperado principalmente por venda e atende aos critérios, pode ser reclassificado.
Na prova, cuidado: não basta a empresa “pensar em vender”. É preciso atender aos critérios de disponibilidade e alta probabilidade de venda.
Para prova, grave: ativo mantido para venda é não circulante que deixa de ser recuperado pelo uso e passa a ser recuperado principalmente pela venda.
Em concursos fiscais, ativo costuma cair por classificação, mensuração e efeitos contábeis.
A banca pode perguntar caixa e equivalentes. São recursos disponíveis ou conversíveis rapidamente em caixa.
Pode perguntar aplicações financeiras. São ativos financeiros investidos, classificados conforme prazo, liquidez e mensuração.
Pode perguntar clientes. São direitos a receber de vendas ou serviços a prazo.
Pode perguntar perdas estimadas com créditos. Reduzem clientes ao valor provável de realização.
Pode perguntar estoques. São ativos para venda, produção ou consumo no processo produtivo.
Pode perguntar tributos a recuperar. São direitos contra o Fisco e ficam no ativo.
Pode perguntar despesas antecipadas. São ativos que viram despesa com o tempo ou consumo.
Pode perguntar investimentos. São participações ou ativos mantidos com finalidade permanente ou de renda.
Pode perguntar imobilizado. São bens físicos usados na atividade.
Pode perguntar intangível. É ativo sem substância física, identificável e controlado.
Pode perguntar depreciação, amortização e exaustão. Depreciação é para bens físicos; amortização é para intangíveis; exaustão é para recursos naturais.
Pode perguntar redução ao valor recuperável. É impairment quando valor contábil supera valor recuperável.
Pode perguntar propriedade para investimento. É imóvel para aluguel ou valorização.
Pode perguntar ativo não circulante mantido para venda. É ativo que será recuperado principalmente por venda, e não pelo uso.
Ativo representa bens e direitos controlados pela entidade.
Caixa e equivalentes são recursos de liquidez imediata.
Aplicações financeiras são recursos investidos.
Clientes são valores a receber.
Perdas estimadas reduzem clientes ao valor recuperável.
Estoques são bens destinados à venda, produção ou consumo produtivo.
Tributos a recuperar são direitos contra o Fisco.
Despesas antecipadas são ativos que viram despesas com o tempo.
Investimentos são participações ou ativos permanentes de renda ou estratégia.
Imobilizado é ativo físico usado na atividade.
Intangível é ativo sem forma física.
Depreciação se aplica a bens físicos.
Amortização se aplica a intangíveis de vida útil definida.
Exaustão se aplica a recursos naturais.
Redução ao valor recuperável evita ativo superavaliado.
Propriedade para investimento é imóvel para aluguel ou valorização.
Ativo não circulante mantido para venda será recuperado principalmente pela venda.
Para prova, grave a frase-chave: ativo é benefício futuro controlado; caixa dá liquidez, clientes dão direito, estoque vira venda, tributo recuperável vira compensação, despesa antecipada vira despesa, imobilizado deprecia, intangível amortiza, recurso natural exaure, impairment reduz excesso, imóvel de renda é propriedade para investimento e ativo à venda deixa de ser recuperado pelo uso.
Passivo e patrimônio líquido representam as origens dos recursos da entidade. Enquanto o ativo mostra onde os recursos foram aplicados, o passivo e o patrimônio líquido mostram de onde esses recursos vieram.
O passivo representa obrigações com terceiros. O patrimônio líquido representa os recursos próprios, pertencentes aos sócios, acionistas ou proprietários. Em conjunto, eles explicam como a entidade financiou seus ativos.
Para concursos fiscais, esse tema é essencial porque passivos e patrimônio líquido podem revelar dívidas reais, passivos fictícios, obrigações fiscais omitidas, empréstimos simulados, provisões indevidas, contingências fiscais, distribuição de lucros sem lastro, prejuízos acumulados e movimentações patrimoniais relevantes para auditoria e fiscalização. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
A ideia central é: passivo é obrigação com terceiros; patrimônio líquido é capital próprio; ambos são origens de recursos que financiam o ativo.
Fornecedores representam obrigações decorrentes de compras de mercadorias, matérias-primas, serviços, insumos ou outros bens adquiridos a prazo.
É conta do passivo, porque a entidade recebeu algo e ainda precisa pagar.
Exemplo:
A empresa compra mercadorias a prazo por R$ 30.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 30.000,00.
Crédito
em Fornecedores: R$ 30.000,00.
A conta fornecedores aumenta porque surgiu uma obrigação.
Quando a empresa paga:
Débito em Fornecedores: R$ 30.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 30.000,00.
Na auditoria fiscal, fornecedores precisam ter lastro: nota fiscal, entrega, contrato, pedido, recebimento da mercadoria ou serviço e pagamento compatível. Fornecedor fictício ou sem capacidade operacional pode indicar nota inidônea, despesa fictícia, crédito indevido ou passivo falso.
Para prova, grave: fornecedores são dívidas com quem vendeu bens ou prestou serviços à entidade.
Empréstimos e financiamentos são obrigações assumidas junto a bancos, instituições financeiras, sócios, empresas relacionadas ou terceiros.
Em geral, empréstimo envolve entrada de dinheiro. Financiamento costuma estar vinculado à aquisição de um bem ou projeto específico.
Exemplos:
Empréstimo bancário.
Financiamento de veículo.
Financiamento de máquina.
Capital de giro.
Empréstimo de sócio.
Financiamento imobiliário.
Exemplo:
A empresa toma empréstimo bancário de R$ 100.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Bancos: R$ 100.000,00.
Crédito em
Empréstimos a Pagar: R$ 100.000,00.
Quando houver juros, eles deverão ser apropriados conforme o regime de competência.
Na auditoria fiscal, empréstimos e financiamentos exigem comprovação: contrato, entrada financeira, instituição ou credor identificado, encargos, prazo, pagamentos e capacidade financeira do credor. Empréstimo de sócio sem origem comprovada pode esconder receita omitida.
Para prova, grave: empréstimo e financiamento são obrigações financeiras; precisam de contrato, entrada real e pagamento compatível.
Obrigações fiscais são valores que a entidade deve ao Fisco.
Exemplos:
ICMS a recolher.
ISS a recolher.
PIS a recolher.
COFINS a recolher.
IPI a recolher.
IRPJ a pagar.
CSLL a pagar.
INSS a recolher.
Parcelamentos tributários.
Multas fiscais.
Juros tributários.
Exemplo:
A empresa apura ISS devido de R$ 5.000,00 sobre serviços prestados.
Lançamento simplificado da obrigação:
Débito em Despesa Tributária ou dedução da
receita, conforme o caso: R$ 5.000,00.
Crédito em ISS a
Recolher: R$ 5.000,00.
Quando pagar:
Débito em ISS a Recolher: R$ 5.000,00.
Crédito
em Bancos: R$ 5.000,00.
Na fiscalização, obrigações fiscais devem ser conciliadas com documentos fiscais, apurações, declarações e pagamentos. Tributo apurado e não registrado pode indicar passivo omitido. Tributo registrado e não pago pode indicar inadimplência.
Para prova, grave: obrigações fiscais são dívidas tributárias reconhecidas no passivo.
Obrigações trabalhistas são dívidas relacionadas a empregados e relações de trabalho.
Exemplos:
Salários a pagar.
Férias a pagar.
13º salário a pagar.
Encargos sociais.
INSS sobre folha.
FGTS.
Rescisões.
Participações a pagar.
Provisões trabalhistas.
Exemplo:
A empresa apropria folha de pagamento de R$ 20.000,00 no mês, mas pagará no mês seguinte.
Lançamento simplificado:
Débito em Despesa de Salários: R$
20.000,00.
Crédito em Salários a Pagar: R$ 20.000,00.
Quando pagar:
Débito em Salários a Pagar: R$
20.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 20.000,00.
Na auditoria fiscal, obrigações trabalhistas ajudam a verificar se a estrutura da empresa é compatível com sua receita. Uma empresa que declara alto volume de serviços, mas não possui empregados, subcontratados ou custos compatíveis, pode apresentar indício de simulação, interposição ou omissão de informações.
Para prova, grave: obrigações trabalhistas são compromissos com empregados e encargos decorrentes da folha.
Provisões são passivos de prazo ou valor incertos, mas decorrentes de obrigação presente, com saída provável de recursos e estimativa confiável.
A provisão não é uma dívida comum com valor e vencimento totalmente definidos. Ela envolve incerteza, mas deve ser reconhecida quando os critérios contábeis são atendidos.
Exemplos:
Provisão para processo trabalhista com perda provável.
Provisão para contingência fiscal provável.
Provisão para garantia de produtos.
Provisão para obrigação ambiental.
Provisão para desmontagem ou restauração.
Exemplo:
A empresa responde a processo trabalhista. O advogado informa que a perda é provável e estima o valor em R$ 50.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Despesa com Provisão: R$
50.000,00.
Crédito em Provisão para Contingências
Trabalhistas: R$ 50.000,00.
Para prova, grave: provisão é obrigação provável, de valor ou prazo incerto, mas estimável com confiabilidade.
Passivo contingente é uma obrigação possível, dependente de evento futuro incerto, ou uma obrigação presente que não é reconhecida porque não é provável a saída de recursos ou não é possível mensurar o valor com confiabilidade.
Exemplo:
A empresa está discutindo uma autuação fiscal. A perda é considerada possível, mas não provável.
Nesse caso, em regra, não se reconhece provisão no passivo. A informação pode ser divulgada em nota explicativa, conforme a relevância e a norma aplicável.
Diferença importante:
Provisão: perda provável e mensurável. Reconhece no passivo.
Passivo contingente: perda possível ou não mensurável de forma confiável. Em regra, divulga em nota, mas não reconhece como passivo.
Perda remota: normalmente não reconhece nem divulga, salvo situações específicas.
Exemplo para fixar:
Processo fiscal com perda provável e valor estimado: provisão.
Processo fiscal com perda possível: passivo contingente divulgado.
Processo fiscal com perda remota: geralmente não reconhece.
Para prova, grave: passivo contingente é risco possível ou incerto; provisão é obrigação provável e estimável.
Debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades por ações para captar recursos junto a investidores.
Quem compra debênture empresta dinheiro à companhia. A companhia assume obrigação de pagar juros, remuneração e principal conforme as condições da emissão.
Na contabilidade da empresa emissora, debêntures normalmente representam passivo financeiro.
Exemplo:
Uma companhia emite debêntures de R$ 1.000.000,00.
Lançamento simplificado na emissão:
Débito em Bancos: R$ 1.000.000,00.
Crédito
em Debêntures a Pagar: R$ 1.000.000,00.
Depois, os juros devem ser apropriados conforme o regime de competência.
Na prova, debêntures costumam ser cobradas como fonte de financiamento de longo prazo e obrigação da companhia emissora.
Para prova, grave: debênture é título de dívida; para a companhia emissora, é obrigação no passivo.
Capital social é o valor que os sócios ou acionistas se comprometem a entregar à entidade para formar ou reforçar seus recursos próprios.
É conta do patrimônio líquido.
Pode ser integralizado em:
Dinheiro.
Bens.
Direitos.
Créditos.
Exemplo:
Sócios integralizam R$ 100.000,00 em dinheiro.
Lançamento simplificado:
Débito em Bancos: R$ 100.000,00.
Crédito em
Capital Social: R$ 100.000,00.
O ativo aumenta e o patrimônio líquido também aumenta.
Na auditoria fiscal, aumento de capital precisa ter origem comprovada. Capital social sem entrada real de recursos pode indicar tentativa de justificar dinheiro sem origem, inclusive receita omitida.
Para prova, grave: capital social é recurso próprio aportado ou prometido pelos sócios à entidade.
Reservas de capital são valores recebidos pela entidade que não transitam pelo resultado como receita, mas aumentam o patrimônio líquido.
Exemplos clássicos:
Ágio na emissão de ações.
Produto da alienação de partes beneficiárias, quando aplicável.
Produto da alienação de bônus de subscrição.
Outras hipóteses previstas na legislação societária.
A reserva de capital não nasce de lucro operacional. Ela nasce de transações com sócios ou instrumentos patrimoniais.
Exemplo:
Uma companhia emite ações com valor nominal de R$ 10,00, mas recebe R$ 12,00 por ação.
A diferença de R$ 2,00 pode ser registrada como reserva de capital, conforme a estrutura societária aplicável.
Para prova, grave: reserva de capital não vem do lucro; vem de aportes ou transações de capital.
Reservas de lucros são parcelas do lucro líquido retidas no patrimônio líquido para finalidades específicas.
Exemplos:
Reserva legal.
Reservas estatutárias.
Reservas para contingências.
Reserva de incentivos fiscais.
Reserva de retenção de lucros.
Reserva de lucros a realizar.
Ao invés de distribuir todo o lucro aos sócios, a empresa pode destinar parte para reservas, conforme a lei e as deliberações societárias.
Exemplo:
Lucro líquido: R$ 100.000,00.
Destinação:
R$ 5.000,00 para reserva legal.
R$ 30.000,00 para dividendos.
R$ 65.000,00 para outras reservas ou retenções, conforme deliberação.
Na auditoria fiscal, reservas de lucros precisam ter base em lucro real e escrituração regular. Reserva sem lucro suficiente pode indicar distorção patrimonial.
Para prova, grave: reservas de lucros vêm do lucro líquido e representam parcela não distribuída.
Ajustes de avaliação patrimonial são contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo ou passivo, enquanto esses valores ainda não transitam pelo resultado, conforme as normas contábeis aplicáveis.
Eles ficam no patrimônio líquido.
Exemplo:
Um ativo financeiro mensurado a valor justo pode gerar ajuste positivo ou negativo reconhecido no patrimônio líquido, conforme a classificação contábil aplicável.
Outro exemplo:
Certos ajustes decorrentes de avaliação a valor justo podem afetar temporariamente o patrimônio líquido até sua realização.
Na prova, o ponto principal é saber que ajustes de avaliação patrimonial não são capital social, nem reserva de lucro comum, nem receita imediatamente realizada. São ajustes patrimoniais reconhecidos conforme regras contábeis.
Para prova, grave: ajustes de avaliação patrimonial registram variações de valor reconhecidas no patrimônio líquido, conforme normas contábeis.
Ações em tesouraria são ações da própria companhia adquiridas por ela mesma.
No patrimônio líquido, ações em tesouraria são conta redutora.
Isso significa que reduzem o patrimônio líquido.
Exemplo:
A companhia recompra suas próprias ações por R$ 50.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Ações em Tesouraria: R$
50.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 50.000,00.
A conta ações em tesouraria aparece reduzindo o patrimônio líquido.
Na prova, cuidado: ações em tesouraria não são ativo comum. Elas são apresentadas como dedução do patrimônio líquido.
Para prova, grave: ações em tesouraria são ações próprias recompradas e reduzem o patrimônio líquido.
Prejuízos acumulados representam resultados negativos acumulados pela entidade que ainda não foram absorvidos por lucros, reservas ou capital, conforme a legislação e a estrutura aplicável.
É conta redutora do patrimônio líquido.
Exemplo:
A empresa teve prejuízo de R$ 30.000,00 no exercício.
Esse prejuízo reduz o patrimônio líquido.
Lançamento de encerramento simplificado:
Débito em Prejuízos Acumulados: R$
30.000,00.
Crédito em Resultado do Exercício: R$ 30.000,00.
Na análise contábil, prejuízos acumulados indicam que a entidade consumiu parte de sua riqueza própria.
Na auditoria fiscal, prejuízo contábil recorrente pode exigir análise: pode ser real, mas também pode decorrer de despesas fictícias, custos inflados, receitas omitidas ou manipulação contábil.
Para prova, grave: prejuízos acumulados reduzem o patrimônio líquido.
Dividendos são parcelas do lucro distribuídas aos sócios ou acionistas.
Quando os dividendos são declarados e se tornam obrigação, a empresa reconhece passivo.
Exemplo:
A empresa apura lucro e declara dividendos de R$ 40.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Lucros Acumulados ou Reservas de
Lucros: R$ 40.000,00.
Crédito em Dividendos a Pagar: R$
40.000,00.
Quando paga:
Débito em Dividendos a Pagar: R$
40.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 40.000,00.
Atenção: dividendos não são despesa operacional da empresa. São distribuição de resultado aos sócios.
Na auditoria fiscal, dividendos precisam ter lastro em lucro apurado e escrituração confiável. Distribuição sem lucro suficiente pode indicar pagamentos disfarçados ou origem irregular de recursos.
Para prova, grave: dividendo é distribuição de lucro; quando declarado, pode virar passivo a pagar.
Em concursos fiscais, passivo e patrimônio líquido costumam cair por classificação, natureza das contas e efeitos patrimoniais.
A banca pode perguntar fornecedores. São obrigações por compras ou serviços a prazo.
Pode perguntar empréstimos e financiamentos. São obrigações financeiras assumidas com bancos, sócios ou terceiros.
Pode perguntar obrigações fiscais. São tributos e valores devidos ao Fisco.
Pode perguntar obrigações trabalhistas. São salários, encargos e direitos de empregados.
Pode perguntar provisões e passivos contingentes. Provisão é provável e mensurável. Passivo contingente é possível ou incerto.
Pode perguntar debêntures. São títulos de dívida emitidos pela companhia.
Pode perguntar capital social. É recurso próprio aportado ou prometido pelos sócios.
Pode perguntar reservas de capital. Não vêm do lucro; decorrem de transações de capital.
Pode perguntar reservas de lucros. Vêm do lucro e representam parcela retida.
Pode perguntar ajustes de avaliação patrimonial. São variações reconhecidas no patrimônio líquido conforme normas contábeis.
Pode perguntar ações em tesouraria. São conta redutora do patrimônio líquido.
Pode perguntar prejuízos acumulados. Reduzem o patrimônio líquido.
Pode perguntar dividendos. São distribuição de lucro; quando declarados, podem ser passivo.
Passivo representa obrigações com terceiros.
Patrimônio líquido representa recursos próprios.
Fornecedores são dívidas por compras e serviços.
Empréstimos e financiamentos são obrigações financeiras.
Obrigações fiscais são dívidas tributárias.
Obrigações trabalhistas decorrem da folha e encargos.
Provisões são obrigações prováveis, incertas em valor ou prazo, mas estimáveis.
Passivos contingentes são riscos possíveis ou incertos.
Debêntures são títulos de dívida da companhia.
Capital social é aporte dos sócios.
Reservas de capital não vêm do lucro.
Reservas de lucros vêm do lucro líquido.
Ajustes de avaliação patrimonial ficam no patrimônio líquido.
Ações em tesouraria reduzem o patrimônio líquido.
Prejuízos acumulados reduzem o patrimônio líquido.
Dividendos são distribuição de lucro e, quando declarados, podem virar obrigação.
Para prova, grave a frase-chave: passivo é dívida com terceiros; patrimônio líquido é capital próprio. Fornecedor nasce da compra, empréstimo nasce da captação, tributo nasce da obrigação fiscal, provisão exige perda provável, contingência é risco possível, capital social vem dos sócios, reserva de lucro vem do resultado, ações em tesouraria e prejuízos reduzem o PL, e dividendos distribuem lucro.
Estoques e CMV são temas centrais em Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos e Auditoria Fiscal. Para concursos fiscais, esse assunto é indispensável porque conecta compras, vendas, tributos, inventário, custo, lucro, margem bruta, ICMS, IPI, devoluções, abatimentos, fretes e possíveis indícios de omissão de receita.
O estoque representa bens destinados à venda, à produção ou ao consumo no processo produtivo. O CMV, ou Custo das Mercadorias Vendidas, representa o custo das mercadorias que saíram do estoque porque foram vendidas. Em auditoria fiscal, estoques e CMV ajudam a verificar se as compras, vendas e documentos fiscais estão coerentes.
A ideia central é: estoque é ativo enquanto a mercadoria permanece na empresa; quando a mercadoria é vendida, seu custo sai do ativo e vai para o resultado como CMV. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
Estoque é o conjunto de bens mantidos pela entidade para venda, produção ou consumo no processo produtivo ou na prestação de serviços.
Exemplos:
Mercadorias para revenda.
Produtos acabados.
Produtos em elaboração.
Matérias-primas.
Materiais de embalagem.
Insumos de produção.
Materiais aplicados na prestação de serviços.
Em uma empresa comercial, o estoque principal é formado por mercadorias para revenda.
Em uma indústria, o estoque pode incluir matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados.
Em uma prestadora de serviços, pode haver estoque de materiais usados diretamente na execução dos serviços, conforme a atividade.
Exemplo:
Uma loja compra 100 unidades de um produto para revender. Enquanto esses produtos não forem vendidos, permanecem no ativo como estoque. Quando forem vendidos, o custo correspondente será transferido para o resultado como custo das mercadorias vendidas.
Para prova, grave: estoque é ativo destinado à venda, produção ou consumo no processo produtivo ou operacional.
Critérios de avaliação de estoques são métodos usados para determinar o valor contábil das mercadorias, produtos ou insumos em estoque e o custo dos itens vendidos.
Os principais critérios cobrados em concursos são:
PEPS.
UEPS, quando cobrado teoricamente.
Custo médio.
Identificação específica, em alguns casos.
A escolha do critério afeta:
Valor do estoque final.
Custo das mercadorias vendidas.
Lucro bruto.
Resultado do exercício.
Tributos sobre o lucro, quando aplicável.
Indicadores financeiros.
Em cenário de preços crescentes, o critério escolhido pode alterar bastante o resultado. O PEPS tende a deixar o estoque final mais próximo dos preços recentes. O custo médio suaviza as variações. O UEPS, teoricamente, leva ao CMV os custos mais recentes, mas não é aceito pelas normas contábeis internacionais e pelo padrão contábil brasileiro atual para demonstrações elaboradas conforme CPC.
Para prova, grave: o critério de avaliação define quanto fica no estoque e quanto vai para o CMV.
PEPS significa “primeiro que entra, primeiro que sai”.
Nesse critério, considera-se que as primeiras mercadorias compradas são as primeiras a serem vendidas.
Em inglês, corresponde ao FIFO: first in, first out.
Exemplo resolvido:
A empresa comprou:
10 unidades por R$ 10,00 cada.
10 unidades por R$ 12,00 cada.
Depois vendeu 12 unidades.
Pelo PEPS, saem primeiro as unidades mais antigas:
10 unidades × R$ 10,00 = R$ 100,00.
2 unidades × R$ 12,00 = R$ 24,00.
CMV:
100 + 24 = R$ 124,00.
Estoque final:
Restam 8 unidades da segunda compra.
8 × R$ 12,00 = R$ 96,00.
Conclusão:
CMV: R$ 124,00.
Estoque final: R$ 96,00.
Para prova, grave: no PEPS, saem primeiro os custos mais antigos; ficam no estoque os custos mais recentes.
UEPS significa “último que entra, primeiro que sai”.
Nesse critério, considera-se que as últimas mercadorias compradas são as primeiras a serem vendidas.
Em inglês, corresponde ao LIFO: last in, first out.
Embora possa ser cobrado teoricamente em provas para comparação, o UEPS não é aceito para fins de demonstrações contábeis conforme o padrão contábil brasileiro alinhado às normas internacionais.
Exemplo resolvido:
A empresa comprou:
10 unidades por R$ 10,00 cada.
10 unidades por R$ 12,00 cada.
Depois vendeu 12 unidades.
Pelo UEPS, saem primeiro as unidades mais recentes:
10 unidades × R$ 12,00 = R$ 120,00.
2 unidades × R$ 10,00 = R$ 20,00.
CMV:
120 + 20 = R$ 140,00.
Estoque final:
Restam 8 unidades da primeira compra.
8 × R$ 10,00 = R$ 80,00.
Conclusão:
CMV: R$ 140,00.
Estoque final: R$ 80,00.
Comparando com o PEPS, em cenário de preços crescentes, o UEPS gera CMV maior e estoque final menor.
Para prova, grave: no UEPS, saem primeiro os custos mais recentes; mas ele costuma ser cobrado apenas teoricamente.
Custo médio é o critério em que o valor das unidades em estoque é calculado por uma média ponderada dos custos de aquisição.
A cada nova compra, calcula-se um novo custo médio unitário.
Fórmula:
Custo médio unitário = custo total em estoque dividido pela quantidade total em estoque
Exemplo resolvido:
A empresa comprou:
10 unidades por R$ 10,00 cada.
Custo total: R$ 100,00.
Depois comprou:
10 unidades por R$ 12,00 cada.
Custo total da segunda compra: R$ 120,00.
Total em estoque:
20 unidades.
Custo total:
100 + 120 = R$ 220,00.
Custo médio unitário:
220 / 20 = R$ 11,00.
Se a empresa vender 12 unidades:
CMV:
12 × 11 = R$ 132,00.
Estoque final:
8 unidades × 11 = R$ 88,00.
Para prova, grave: no custo médio, todas as unidades passam a ter custo médio ponderado.
Inventário permanente é o sistema em que a empresa controla continuamente as entradas, saídas e saldo de estoque.
A cada compra, o estoque aumenta.
A cada venda, o estoque diminui e o CMV é reconhecido.
Esse sistema permite saber, a qualquer momento, a quantidade e o valor do estoque.
Exemplo:
Compra de mercadorias:
Débito em Estoques.
Crédito em Fornecedores
ou Bancos.
Venda de mercadorias:
Débito em Clientes ou Bancos.
Crédito em
Receita de Vendas.
Baixa do custo:
Débito em CMV.
Crédito em Estoques.
O inventário permanente é comum em sistemas informatizados, especialmente quando há controle por produto, código, entrada, saída e saldo.
Para prova, grave: no inventário permanente, o estoque e o CMV são atualizados a cada movimentação.
Inventário periódico é o sistema em que a empresa não controla continuamente o CMV a cada venda. O custo das mercadorias vendidas é apurado ao final do período, com base em levantamento do estoque final.
A fórmula básica é:
CMV = estoque inicial + compras líquidas − estoque final
Exemplo resolvido:
Estoque inicial: R$ 50.000,00.
Compras líquidas: R$ 200.000,00.
Estoque final: R$ 70.000,00.
CMV:
50.000 + 200.000 − 70.000 = R$ 180.000,00.
Nesse sistema, o estoque final é conhecido por contagem física ou levantamento ao final do período.
Para prova, grave: no inventário periódico, o CMV é apurado no fim do período pela fórmula: estoque inicial mais compras líquidas menos estoque final.
Perdas em estoques são reduções de quantidade ou valor decorrentes de deterioração, quebra, roubo, vencimento, obsolescência, extravio, incêndio ou outros eventos.
As perdas podem ser normais ou anormais.
Perdas normais são esperadas no processo operacional.
Exemplo: pequena perda natural no manuseio de produtos perecíveis.
Perdas anormais são extraordinárias, não esperadas ou não relacionadas ao processo normal.
Exemplo: incêndio, roubo relevante ou deterioração por falha grave de armazenagem.
Na contabilidade, perdas podem afetar o custo ou o resultado, conforme sua natureza.
Na auditoria fiscal, perdas em estoque devem ser comprovadas. Perdas sem documentação podem esconder vendas sem nota.
Exemplo fiscal:
A empresa alega perda de R$ 100.000,00 em mercadorias, mas não apresenta laudo, boletim, registro, controle de estoque ou justificativa. O auditor pode suspeitar de saída não documentada.
Para prova, grave: perda de estoque precisa de causa, documentação e tratamento contábil adequado.
Estoques devem ser avaliados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido.
Valor realizável líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios, menos os custos estimados para concluir e vender o item.
A lógica é prudencial: o estoque não deve ficar registrado por valor maior do que a entidade espera recuperar com sua venda.
Exemplo resolvido:
Custo de uma mercadoria em estoque: R$ 100,00.
Preço estimado de venda: R$ 90,00.
Gastos necessários para vender: R$ 5,00.
Valor realizável líquido:
90 − 5 = R$ 85,00.
Como o custo é R$ 100,00 e o valor realizável líquido é R$ 85,00, o estoque deve ser ajustado para R$ 85,00.
Perda reconhecida:
100 − 85 = R$ 15,00.
Para prova, grave: estoque fica pelo menor entre custo e valor realizável líquido.
Custo das Mercadorias Vendidas, ou CMV, representa o custo das mercadorias que foram vendidas no período.
Ele é reconhecido no resultado como custo, reduzindo o lucro bruto.
Fórmula clássica no inventário periódico:
CMV = estoque inicial + compras líquidas − estoque final
Exemplo resolvido:
Estoque inicial: R$ 30.000,00.
Compras: R$ 120.000,00.
Devoluções de compras: R$ 10.000,00.
Abatimentos sobre compras: R$ 5.000,00.
Estoque final: R$ 40.000,00.
Compras líquidas:
120.000 − 10.000 − 5.000 = R$ 105.000,00.
CMV:
30.000 + 105.000 − 40.000 = R$ 95.000,00.
Se a receita líquida de vendas foi R$ 160.000,00, o lucro bruto será:
160.000 − 95.000 = R$ 65.000,00.
Para prova, grave: CMV é o custo das mercadorias vendidas e reduz a receita líquida para apurar o lucro bruto.
Tributos nas compras podem ter dois tratamentos: recuperáveis ou não recuperáveis.
Tributos recuperáveis são registrados como ativo, porque a empresa tem direito de compensar ou recuperar.
Exemplo: ICMS recuperável na compra de mercadoria para revenda, quando atendidos os requisitos legais.
Tributos não recuperáveis compõem o custo do estoque, porque representam sacrifício econômico definitivo.
Exemplo: tributo que a empresa não pode recuperar ou compensar.
Exemplo resolvido com ICMS recuperável:
Compra de mercadorias: R$ 10.000,00.
ICMS recuperável incluído no valor: R$ 1.800,00.
Valor do estoque:
10.000 − 1.800 = R$ 8.200,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 8.200,00.
Débito em
ICMS a Recuperar: R$ 1.800,00.
Crédito em Fornecedores: R$
10.000,00.
Para prova, grave: tributo recuperável não entra no custo; tributo não recuperável entra no custo.
Tributos nas vendas são valores incidentes sobre a receita de vendas ou serviços.
Podem ser tratados como deduções da receita bruta ou obrigações a recolher, conforme a natureza e a estrutura contábil.
Exemplos:
ICMS sobre vendas.
ISS sobre serviços.
PIS sobre faturamento.
COFINS sobre faturamento.
IPI, com tratamento específico.
Exemplo simplificado:
Venda de mercadorias por R$ 100.000,00.
ICMS sobre vendas: R$ 18.000,00.
Na DRE, a receita bruta pode ser apresentada e, em seguida, deduzidos os tributos sobre vendas para chegar à receita líquida.
Receita bruta: R$ 100.000,00.
Deduções de vendas: R$ 18.000,00.
Receita líquida: R$ 82.000,00.
Na auditoria fiscal, tributos sobre vendas devem bater com documentos fiscais, escrituração, apuração e recolhimentos.
Para prova, grave: tributos sobre vendas reduzem a receita bruta para apuração da receita líquida, conforme a apresentação contábil aplicável.
Devoluções são retornos de mercadorias compradas ou vendidas.
Existem devoluções de compras e devoluções de vendas.
Ocorre quando a empresa devolve ao fornecedor mercadorias adquiridas.
Efeito: reduz as compras líquidas e pode ajustar tributos recuperáveis.
Exemplo:
Compras: R$ 50.000,00.
Devoluções de compras: R$ 5.000,00.
Compras líquidas antes de outros ajustes:
50.000 − 5.000 = R$ 45.000,00.
Ocorre quando o cliente devolve mercadorias vendidas pela empresa.
Efeito: reduz a receita bruta e pode gerar retorno ao estoque, se a mercadoria voltar em condição de venda.
Exemplo:
Vendas: R$ 80.000,00.
Devoluções de vendas: R$ 8.000,00.
Receita após devoluções:
80.000 − 8.000 = R$ 72.000,00.
Na auditoria fiscal, devoluções precisam ser reais. Devolução fictícia pode ser usada para reduzir receita e imposto.
Para prova, grave: devolução de compra reduz compras; devolução de venda reduz receita.
Abatimentos são reduções concedidas no preço em razão de defeitos, divergências, problemas de qualidade, avarias ou acordos comerciais posteriores à operação.
Existem abatimentos sobre compras e abatimentos sobre vendas.
Reduz o custo de aquisição das mercadorias.
Exemplo:
Compra: R$ 20.000,00.
Abatimento obtido: R$ 2.000,00.
Custo líquido:
20.000 − 2.000 = R$ 18.000,00.
Reduz a receita da venda.
Exemplo:
Venda: R$ 30.000,00.
Abatimento concedido ao cliente: R$ 3.000,00.
Receita líquida dessa venda antes de outros tributos:
30.000 − 3.000 = R$ 27.000,00.
Na auditoria fiscal, abatimentos precisam ter justificativa documental. Abatimentos fictícios podem reduzir receita tributável indevidamente.
Para prova, grave: abatimento reduz o valor da compra ou da venda sem desfazer totalmente a operação.
Fretes e seguros podem compor o custo dos estoques ou ser tratados como despesa, dependendo da natureza da operação e de quem assume o encargo.
Em compras, quando o frete e o seguro são necessários para colocar o estoque no local e condição de uso ou venda, normalmente integram o custo de aquisição.
Exemplo:
Mercadoria comprada: R$ 50.000,00.
Frete sobre compra: R$ 4.000,00.
Seguro do transporte: R$ 1.000,00.
Custo do estoque:
50.000 + 4.000 + 1.000 = R$ 55.000,00.
Em vendas, fretes podem ser tratados como despesa de venda, se forem encargos da empresa vendedora para entregar ao cliente, conforme as condições da operação.
Exemplo:
A empresa vende mercadoria e paga frete de entrega ao cliente.
Esse frete pode ser despesa de venda, se não fizer parte de aquisição do estoque.
Para prova, grave: frete e seguro na compra podem compor o custo do estoque; frete na venda normalmente é despesa de venda, conforme a condição da operação.
Em concursos fiscais, estoques e CMV costumam cair com cálculos e efeitos no resultado.
A banca pode perguntar conceito de estoque. É ativo mantido para venda, produção ou consumo no processo produtivo.
Pode perguntar critérios de avaliação. Os principais são PEPS, custo médio e UEPS em abordagem teórica.
Pode perguntar PEPS. Primeiro que entra, primeiro que sai.
Pode perguntar UEPS. Último que entra, primeiro que sai, cobrado teoricamente.
Pode perguntar custo médio. Custo total dividido pela quantidade total.
Pode perguntar inventário permanente. Controla estoque e CMV a cada movimentação.
Pode perguntar inventário periódico. Apura o CMV no fim do período.
Pode perguntar perdas. Precisam de causa e documentação.
Pode perguntar valor realizável líquido. Estoque deve ficar pelo menor entre custo e valor realizável líquido.
Pode perguntar CMV. Fórmula: estoque inicial mais compras líquidas menos estoque final.
Pode perguntar tributos nas compras. Recuperáveis ficam no ativo; não recuperáveis entram no custo.
Pode perguntar tributos nas vendas. Reduzem a receita bruta para chegar à receita líquida, conforme a apresentação aplicável.
Pode perguntar devoluções. Devolução de compra reduz compras; devolução de venda reduz receita.
Pode perguntar abatimentos. Reduzem o valor da compra ou da venda.
Pode perguntar fretes e seguros. Na compra, podem compor custo; na venda, normalmente são despesa de venda.
Estoque é ativo destinado à venda, produção ou consumo operacional.
O critério de avaliação define estoque final e CMV.
PEPS faz sair primeiro o custo mais antigo.
UEPS faz sair primeiro o custo mais recente, mas é cobrado teoricamente.
Custo médio usa média ponderada.
Inventário permanente atualiza estoque e CMV continuamente.
Inventário periódico apura CMV no fim do período.
Perdas em estoque precisam de comprovação.
Estoque deve ser avaliado pelo menor entre custo e valor realizável líquido.
CMV é estoque inicial mais compras líquidas menos estoque final.
Tributo recuperável vira ativo.
Tributo não recuperável compõe custo.
Tributos sobre vendas reduzem receita bruta.
Devolução de compra reduz compras.
Devolução de venda reduz receita.
Abatimento reduz preço sem desfazer a operação.
Frete e seguro na compra podem compor custo do estoque.
Frete na venda normalmente é despesa de venda.
Para prova, grave a frase-chave: estoque fica no ativo até a venda; vendido, vira CMV. PEPS deixa no estoque custos recentes, custo médio suaviza, UEPS é teórico. CMV é estoque inicial mais compras líquidas menos estoque final. Tributo recuperável não é custo, devolução reduz compra ou venda, abatimento reduz preço e frete de compra pode integrar o estoque.
Tributos na contabilidade tratam da forma como impostos, taxas e contribuições aparecem nos registros contábeis da entidade. Para concursos fiscais, esse tema é essencial porque une contabilidade, legislação tributária, escrituração, auditoria fiscal, apuração de resultado, estoques, receitas, créditos tributários, obrigações fiscais e contingências.
Na contabilidade, um tributo pode ter tratamentos diferentes. Ele pode ser recuperável, quando gera direito de compensação ou crédito; pode ser não recuperável, quando compõe custo ou despesa; pode aparecer como dedução da receita; pode aparecer como obrigação a recolher; pode gerar crédito tributário; ou pode aparecer como contingência fiscal, quando está em discussão ou depende de evento futuro.
A ideia central é: tributo recuperável vira ativo; tributo a recolher vira passivo; tributo incidente sobre venda pode reduzir a receita; tributo não recuperável entra no custo ou na despesa; e tributo discutido pode gerar provisão ou contingência. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
ICMS sobre compras é o ICMS destacado nas aquisições de mercadorias, insumos ou bens.
Na contabilidade, o tratamento depende de a empresa ter ou não direito ao crédito.
Quando o ICMS é recuperável, ele não compõe o custo do estoque. Ele é registrado no ativo como ICMS a recuperar.
Quando o ICMS não é recuperável, ele compõe o custo da mercadoria, do bem ou da despesa correspondente.
Exemplo com ICMS recuperável:
A empresa compra mercadorias para revenda por R$ 10.000,00, com ICMS recuperável de R$ 1.800,00.
Valor da nota: R$ 10.000,00.
ICMS
recuperável: R$ 1.800,00.
Valor do estoque: R$ 8.200,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 8.200,00.
Débito em
ICMS a Recuperar: R$ 1.800,00.
Crédito em Fornecedores: R$
10.000,00.
Exemplo com ICMS não recuperável:
A empresa compra item sem direito ao crédito. Nesse caso, o ICMS integra o custo.
Valor da nota: R$ 10.000,00.
ICMS sem direito
de recuperação: R$ 1.800,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques ou Despesa: R$
10.000,00.
Crédito em Fornecedores: R$ 10.000,00.
Para prova, grave: ICMS recuperável na compra é ativo; ICMS não recuperável compõe custo ou despesa.
ICMS sobre vendas é o imposto incidente sobre a saída de mercadorias ou prestações sujeitas ao ICMS.
Na contabilidade, o ICMS sobre vendas normalmente aparece como dedução da receita bruta e como obrigação a recolher no passivo.
Exemplo:
Venda de mercadorias: R$ 100.000,00.
ICMS
sobre vendas: R$ 18.000,00.
Registro da venda, de forma simplificada:
Débito em Clientes ou Bancos: R$
100.000,00.
Crédito em Receita Bruta de Vendas: R$ 100.000,00.
Registro do ICMS sobre vendas:
Débito em ICMS sobre Vendas, como dedução da
receita: R$ 18.000,00.
Crédito em ICMS a Recolher: R$
18.000,00.
Na DRE, a estrutura pode aparecer assim:
Receita bruta: R$ 100.000,00.
Menos ICMS
sobre vendas: R$ 18.000,00.
Receita líquida: R$ 82.000,00.
Na apuração do ICMS, o valor a recolher depende da compensação entre débitos das saídas e créditos das entradas.
Exemplo:
ICMS sobre vendas: R$ 18.000,00.
ICMS a
recuperar das compras: R$ 7.000,00.
ICMS a recolher:
18.000 − 7.000 = R$ 11.000,00.
Para prova, grave: ICMS sobre vendas gera débito fiscal, reduz a receita bruta e pode ser compensado com créditos permitidos.
ISS é o Imposto Sobre Serviços.
Na contabilidade, o ISS incide sobre receitas de prestação de serviços. Normalmente é registrado como dedução da receita ou despesa tributária, conforme a forma de apresentação e o plano de contas utilizado, e também como obrigação a recolher.
Exemplo:
Prestação de serviços: R$ 50.000,00.
ISS:
5%.
ISS devido: R$ 2.500,00.
Registro da receita:
Débito em Clientes ou Bancos: R$
50.000,00.
Crédito em Receita de Serviços: R$ 50.000,00.
Registro do ISS:
Débito em ISS sobre Serviços, como dedução da
receita ou despesa tributária: R$ 2.500,00.
Crédito em ISS a
Recolher: R$ 2.500,00.
Quando o ISS é retido pelo tomador, a contabilidade deve refletir que parte do valor será recolhida por terceiro.
Exemplo:
Valor do serviço: R$ 50.000,00.
ISS retido
na fonte: R$ 2.500,00.
Valor líquido recebido do tomador: R$
47.500,00.
Lançamento simplificado no recebimento:
Débito em Bancos: R$ 47.500,00.
Débito em
ISS Retido a Recuperar ou ISS Retido na Fonte: R$ 2.500,00.
Crédito
em Clientes: R$ 50.000,00.
Para prova, grave: ISS incide sobre serviços, reduz a receita ou gera despesa tributária e pode ser recolhido pelo prestador ou retido pelo tomador, conforme a lei.
PIS e COFINS são contribuições incidentes sobre a receita ou faturamento, conforme o regime aplicável.
Na contabilidade, podem aparecer como deduções da receita bruta e como obrigações a recolher.
O tratamento dos créditos depende do regime:
No regime cumulativo, em regra, não há apropriação ampla de créditos.
No regime não cumulativo, podem existir créditos sobre determinados custos, despesas e aquisições permitidos pela legislação.
Exemplo simplificado de PIS e COFINS sobre receita:
Receita bruta: R$ 100.000,00.
PIS: R$
1.650,00.
COFINS: R$ 7.600,00.
Total das contribuições: R$ 9.250,00.
Lançamento simplificado:
Débito em PIS sobre Receita: R$ 1.650,00.
Débito
em COFINS sobre Receita: R$ 7.600,00.
Crédito em PIS a
Recolher: R$ 1.650,00.
Crédito em COFINS a Recolher: R$
7.600,00.
Na DRE, podem aparecer como deduções da receita, reduzindo a receita bruta para chegar à receita líquida.
Para auditoria fiscal, é importante verificar se a receita base foi corretamente apurada, se créditos foram apropriados corretamente e se as contribuições foram recolhidas.
Para prova, grave: PIS e COFINS incidem sobre receita, podem gerar obrigações a recolher e, no regime não cumulativo, podem gerar créditos permitidos em lei.
IPI é o Imposto sobre Produtos Industrializados.
Na contabilidade, seu tratamento depende da posição da empresa na cadeia e da possibilidade de recuperação.
Para uma indústria contribuinte do IPI, o IPI sobre compras pode ser recuperável, quando permitido. Nesse caso, é registrado como ativo.
O IPI sobre vendas pode ser destacado na nota e tratado como obrigação a recolher.
Exemplo de compra com IPI recuperável:
Compra de insumos: R$ 20.000,00.
IPI
recuperável: R$ 2.000,00.
Total da nota: R$ 22.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 20.000,00.
Débito em
IPI a Recuperar: R$ 2.000,00.
Crédito em Fornecedores: R$
22.000,00.
Exemplo de compra com IPI não recuperável:
Se a empresa não tem direito ao crédito, o IPI compõe o custo do bem ou da mercadoria.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 22.000,00.
Crédito
em Fornecedores: R$ 22.000,00.
No caso de venda com IPI destacado, a contabilidade registra o imposto a recolher.
Para prova, grave: IPI recuperável é ativo; IPI não recuperável compõe custo; IPI destacado na saída pode gerar obrigação a recolher.
Tributos recuperáveis são aqueles que a entidade tem direito de compensar, recuperar ou utilizar como crédito em apurações futuras.
Eles não representam custo ou despesa definitiva no momento da aquisição. Por isso, são registrados no ativo.
Exemplos:
ICMS a recuperar.
IPI a recuperar.
PIS a recuperar.
COFINS a recuperar.
IRRF a recuperar.
CSLL a compensar.
Créditos tributários reconhecidos.
Exemplo:
Compra de mercadorias por R$ 30.000,00.
Tributo
recuperável incluído na operação: R$ 5.000,00.
Valor do estoque:
30.000 − 5.000 = R$ 25.000,00.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 25.000,00.
Débito em
Tributos a Recuperar: R$ 5.000,00.
Crédito em Fornecedores: R$
30.000,00.
O tributo recuperável será posteriormente compensado com tributo a recolher ou ressarcido, conforme a legislação.
Para prova, grave: tributo recuperável é direito da entidade e fica no ativo.
Tributos não recuperáveis são aqueles que a entidade não tem direito de compensar ou recuperar.
Nesse caso, eles compõem o custo do ativo adquirido ou são reconhecidos como despesa, conforme a natureza da operação.
Exemplo em estoque:
A empresa compra mercadoria por R$ 10.000,00, incluindo tributo não recuperável.
Lançamento simplificado:
Débito em Estoques: R$ 10.000,00.
Crédito
em Fornecedores: R$ 10.000,00.
Exemplo em despesa:
A empresa paga um tributo que não se vincula a ativo específico e representa encargo do período.
Lançamento simplificado:
Débito em Despesa Tributária.
Crédito em
Tributos a Recolher ou Bancos.
A diferença entre recuperável e não recuperável é muito cobrada.
Exemplo comparativo:
Compra de R$ 100.000,00 com tributo de R$ 18.000,00.
Se o tributo é recuperável:
Estoque: R$ 82.000,00.
Tributos a recuperar:
R$ 18.000,00.
Se o tributo não é recuperável:
Estoque: R$ 100.000,00.
Para prova, grave: tributo não recuperável não vira crédito; entra no custo ou na despesa.
Substituição tributária ocorre quando a responsabilidade pelo recolhimento do tributo é atribuída a pessoa diferente daquela que normalmente realizaria o recolhimento em etapa posterior.
No ICMS, é comum a substituição tributária para frente, em que um contribuinte recolhe antecipadamente o imposto devido por operações futuras da cadeia.
Na contabilidade, a substituição tributária pode gerar tratamento específico para comprador e vendedor.
Exemplo simplificado:
Indústria vende mercadoria para varejista e recolhe ICMS-ST das operações futuras.
Para a indústria substituta, o ICMS-ST destacado pode representar obrigação a recolher.
Para o varejista substituído, o ICMS-ST pode compor o custo da mercadoria, dependendo da forma de recuperação e da legislação aplicável.
Exemplo didático:
Mercadoria: R$ 10.000,00.
ICMS-ST cobrado: R$
1.500,00.
Total da nota: R$ 11.500,00.
Se o varejista não recupera esse ICMS-ST, o custo da mercadoria pode ser R$ 11.500,00, conforme o tratamento contábil aplicável.
Na auditoria fiscal, é importante verificar:
Se a mercadoria está sujeita à ST.
Se a base presumida está correta.
Se o imposto foi recolhido.
Se houve ressarcimento ou complemento.
Se o tratamento contábil foi adequado.
Para prova, grave: na substituição tributária, alguém recolhe o tributo por outro ou por etapa futura; na contabilidade, o efeito depende de quem é substituto, substituído e se há recuperação.
Diferencial de alíquotas, ou DIFAL, é a diferença entre a alíquota interna do destino e a alíquota interestadual.
Na contabilidade, o DIFAL pode ser tratado como custo, despesa ou tributo a recolher, conforme a natureza da aquisição e a possibilidade de recuperação.
Exemplo simplificado:
Uma empresa compra bem de outro Estado por R$ 50.000,00.
Alíquota interna do destino: 18%.
Alíquota
interestadual: 12%.
Diferença:
18% − 12% = 6%.
DIFAL:
50.000 × 6% = R$ 3.000,00.
Se o bem adquirido for para uso e consumo e não houver direito a crédito, o DIFAL pode compor custo ou despesa.
Se houver direito de recuperação, pode ser registrado como tributo a recuperar, conforme a legislação aplicável.
Na auditoria fiscal, o DIFAL é importante para verificar se aquisições interestaduais foram corretamente tributadas.
Para prova, grave: DIFAL é a diferença entre alíquota interna e interestadual; seu tratamento contábil depende da natureza da compra e do direito de crédito.
Créditos tributários, na contabilidade do contribuinte, podem representar direitos que a empresa possui contra o Fisco.
Aqui, cuidado com a palavra “crédito”. Para o Fisco, crédito tributário é o valor que o Estado tem a receber do contribuinte. Para a empresa, crédito tributário contábil pode ser um direito de recuperar, compensar ou ressarcir tributos.
Exemplos de créditos tributários para a empresa:
ICMS a recuperar.
IPI a recuperar.
PIS e COFINS a recuperar.
IRRF a recuperar.
Saldo negativo de IRPJ ou CSLL.
Tributos pagos indevidamente.
Créditos reconhecidos judicial ou administrativamente.
Na contabilidade, esses créditos ficam no ativo quando há expectativa válida de realização.
Exemplo:
A empresa apurou R$ 12.000,00 de ICMS a recuperar.
Lançamento ou saldo:
Débito em ICMS a Recuperar: R$ 12.000,00.
Esse valor poderá ser compensado com ICMS a recolher, transferido, ressarcido ou tratado conforme a legislação.
Para prova, grave: crédito tributário para a empresa é direito contra o Fisco; crédito tributário para o Estado é valor a receber do contribuinte.
Obrigações tributárias são valores que a entidade deve pagar ao Fisco ou deveres formais que precisa cumprir.
Na contabilidade, o foco principal é a obrigação principal em dinheiro, registrada no passivo.
Exemplos:
ICMS a recolher.
ISS a recolher.
PIS a recolher.
COFINS a recolher.
IPI a recolher.
IRPJ a pagar.
CSLL a pagar.
Parcelamentos tributários.
Multas a pagar.
Juros tributários a pagar.
Exemplo:
A empresa apura R$ 25.000,00 de tributos a recolher no mês.
Lançamento simplificado:
Débito em despesa, dedução da receita ou conta
correspondente.
Crédito em Tributos a Recolher: R$ 25.000,00.
Quando paga:
Débito em Tributos a Recolher: R$
25.000,00.
Crédito em Bancos: R$ 25.000,00.
Na auditoria fiscal, obrigações tributárias devem ser conciliadas com documentos fiscais, livros, declarações, guias e extratos de arrecadação.
Para prova, grave: obrigação tributária a pagar é passivo até o recolhimento.
Contingências fiscais são riscos ou obrigações possíveis relacionados a tributos.
Podem decorrer de:
Autos de infração.
Discussões administrativas.
Processos judiciais.
Interpretação controvertida da legislação.
Créditos tributários questionados.
Benefícios fiscais discutidos.
Compensações tributárias não homologadas.
Planejamentos tributários questionáveis.
Na contabilidade, o tratamento depende da probabilidade de perda e da possibilidade de estimar o valor.
Se a perda for provável e mensurável com confiabilidade, reconhece-se provisão.
Se a perda for possível, normalmente divulga-se em nota explicativa, sem reconhecer passivo.
Se a perda for remota, normalmente não se reconhece nem se divulga, salvo situações específicas.
Exemplo 1: perda provável.
Empresa recebeu auto de infração de R$ 100.000,00. A assessoria jurídica considera perda provável.
Lançamento simplificado:
Débito em Despesa com Contingência Fiscal: R$
100.000,00.
Crédito em Provisão para Contingência Fiscal: R$
100.000,00.
Exemplo 2: perda possível.
Auto de infração de R$ 100.000,00, mas perda considerada possível.
Em regra, não reconhece provisão. Divulga em nota explicativa, se relevante.
Exemplo 3: perda remota.
Risco fiscal considerado remoto.
Em regra, não reconhece e não divulga.
Para prova, grave: contingência fiscal provável e mensurável gera provisão; possível gera divulgação; remota, em regra, não gera registro.
Em concursos fiscais, tributos na contabilidade costumam cair por classificação e tratamento contábil.
A banca pode perguntar ICMS sobre compras. Se recuperável, é ativo; se não recuperável, compõe custo ou despesa.
Pode perguntar ICMS sobre vendas. Gera débito fiscal, obrigação a recolher e dedução da receita.
Pode perguntar ISS. Incide sobre serviços, gera obrigação a recolher e pode ser retido na fonte.
Pode perguntar PIS e COFINS. Incidem sobre receita e podem gerar créditos no regime não cumulativo.
Pode perguntar IPI. Pode ser recuperável para contribuinte industrial ou compor custo quando não recuperável.
Pode perguntar tributos recuperáveis. São direitos registrados no ativo.
Pode perguntar tributos não recuperáveis. Compõem custo ou despesa.
Pode perguntar substituição tributária. O tratamento depende de quem é substituto ou substituído e do direito de recuperação.
Pode perguntar DIFAL. É diferença entre alíquota interna e interestadual; pode ser custo, despesa, obrigação ou crédito, conforme o caso.
Pode perguntar créditos tributários. Para a empresa, são direitos contra o Fisco; para o Fisco, são valores a receber.
Pode perguntar obrigações tributárias. São passivos até o pagamento.
Pode perguntar contingências fiscais. Tratamento depende da probabilidade: provável reconhece provisão, possível divulga, remota normalmente não registra.
Tributos podem ser ativos, passivos, custos, despesas ou deduções da receita.
ICMS recuperável na compra é ativo.
ICMS não recuperável entra no custo ou na despesa.
ICMS sobre vendas gera débito fiscal e obrigação a recolher.
ISS incide sobre serviços e pode ser retido pelo tomador.
PIS e COFINS incidem sobre receita e podem gerar créditos no regime não cumulativo.
IPI recuperável é ativo; IPI não recuperável compõe custo.
Tributo recuperável é direito contra o Fisco.
Tributo não recuperável é encargo definitivo.
Substituição tributária antecipa ou desloca a responsabilidade tributária.
DIFAL é diferença entre alíquota interna e interestadual.
Crédito tributário para a empresa é direito de recuperar ou compensar.
Obrigação tributária é passivo a pagar.
Contingência fiscal provável e mensurável gera provisão.
Contingência fiscal possível vai para nota explicativa.
Contingência fiscal remota normalmente não é registrada.
Para prova, grave a frase-chave: tributo recuperável vira ativo; tributo a recolher vira passivo; tributo não recuperável vira custo ou despesa; tributo sobre venda reduz receita; ST muda a responsabilidade; DIFAL ajusta alíquotas entre Estados; crédito tributário da empresa é direito contra o Fisco; contingência provável provisiona, possível divulga e remota normalmente não registra.
Os CPCs são pronunciamentos técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Eles orientam o reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a divulgação de diversos elementos contábeis, como ativos, passivos, receitas, estoques, arrendamentos, tributos, provisões, demonstrações contábeis e valor justo.
Para concursos fiscais, os CPCs mais prováveis são aqueles que aparecem diretamente ligados a temas de prova: estrutura conceitual, impairment, fluxo de caixa, intangível, arrendamentos, ajuste a valor presente, estoques, provisões e contingências, apresentação das demonstrações, imobilizado, propriedade para investimento, receita de contrato com cliente, tributos sobre o lucro e valor justo. O próprio conteúdo-base do bloco 12 lista esses CPCs como prováveis para Contabilidade Geral, Avançada e Custos.
A ideia central é: CPC não deve ser estudado como texto decorado, mas como regra prática para saber quando reconhecer, por qual valor mensurar, como apresentar e o que divulgar nas demonstrações contábeis. A página oficial do CPC lista os pronunciamentos emitidos, incluindo CPC 00, CPC 01, CPC 03, CPC 04 e os demais pronunciamentos técnicos usados como referência contábil no Brasil. (Facpcs)
O CPC 00 é a base teórica da contabilidade. Ele trata da estrutura conceitual para relatório financeiro.
Ele explica conceitos fundamentais, como:
Ativo.
Passivo.
Patrimônio líquido.
Receita.
Despesa.
Reconhecimento.
Mensuração.
Características qualitativas da informação contábil.
Objetivo do relatório financeiro.
Usuários da informação.
Em prova, o CPC 00 costuma aparecer em perguntas sobre definição de ativo e passivo, utilidade da informação contábil, relevância, representação fidedigna, comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade.
Ativo, em essência, é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados.
Passivo, em essência, é uma obrigação presente de transferir recurso econômico como resultado de eventos passados.
Exemplo:
Uma máquina controlada pela empresa, usada na produção e capaz de gerar benefícios futuros, é ativo.
Uma dívida com fornecedor, decorrente de compra já recebida, é passivo.
Para prova, grave: CPC 00 é a base conceitual: define elementos, critérios e qualidades da informação contábil.
O CPC 01 trata do impairment, ou redução ao valor recuperável de ativos.
A lógica é simples: um ativo não deve ficar registrado por valor maior do que a entidade consegue recuperar com seu uso ou venda.
A entidade compara:
Valor contábil.
Valor recuperável.
Se o valor contábil for maior que o valor recuperável, reconhece perda por redução ao valor recuperável.
Exemplo resolvido:
Valor contábil de uma máquina: R$ 120.000,00.
Valor recuperável: R$ 90.000,00.
Perda por impairment:
120.000 − 90.000 = R$ 30.000.
Lançamento simplificado:
Débito em Perda por Redução ao Valor
Recuperável: R$ 30.000.
Crédito em Redução ao Valor
Recuperável Acumulada, ou diretamente no ativo: R$ 30.000.
Em prova fiscal, o CPC 01 é importante porque impede ativo superavaliado. Também ajuda a identificar manipulação patrimonial quando a empresa mantém ativos sem capacidade real de gerar benefício.
Para prova, grave: CPC 01 impede que ativo fique registrado acima do valor recuperável.
O CPC 03 trata da Demonstração dos Fluxos de Caixa, a DFC.
A DFC mostra entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa durante o período.
Ela classifica os fluxos em três grupos:
Atividades operacionais.
Atividades de investimento.
Atividades de financiamento.
Atividades operacionais envolvem a atividade principal da empresa: recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, salários, tributos e despesas operacionais.
Atividades de investimento envolvem compra e venda de ativos de longo prazo, como máquinas, imóveis, investimentos e intangíveis.
Atividades de financiamento envolvem empréstimos, financiamentos, aumento de capital, pagamento de dividendos e amortização de dívidas.
Exemplo:
Recebimento de clientes: atividade operacional.
Compra de máquina: atividade de investimento.
Empréstimo bancário recebido: atividade de financiamento.
Pagamento de dividendos: atividade de financiamento.
Para a fiscalização, a DFC é útil porque mostra se o dinheiro que entrou tem origem coerente. Se o caixa aumentou muito sem receita, empréstimo, aporte ou venda de ativo compatível, pode haver indício de origem não comprovada.
Para prova, grave: CPC 03 organiza o caixa em operacional, investimento e financiamento.
O CPC 04 trata do ativo intangível.
Intangível é ativo sem substância física, identificável, controlado pela entidade e capaz de gerar benefícios econômicos futuros. O CPC 04 consta oficialmente como pronunciamento técnico sobre Ativo Intangível, com correlação à IAS 38. (Facpcs)
Exemplos:
Marcas.
Patentes.
Softwares.
Licenças.
Direitos autorais.
Direitos de uso.
Projetos de desenvolvimento, quando atendidos os critérios.
A prova costuma cobrar a diferença entre pesquisa e desenvolvimento.
Gastos com pesquisa, em regra, são reconhecidos como despesa.
Gastos com desenvolvimento podem ser ativados como intangível se atenderem aos critérios exigidos, como viabilidade técnica, intenção de concluir, capacidade de usar ou vender, geração provável de benefícios futuros e mensuração confiável.
Exemplo:
Uma empresa gasta com pesquisa inicial para descobrir uma tecnologia. Esse gasto tende a ser despesa.
Depois, quando já existe projeto viável, tecnologia definida e possibilidade de gerar benefício econômico, parte do desenvolvimento pode ser reconhecida como intangível, se cumprir os critérios.
Para prova, grave: CPC 04 trata de ativo sem forma física; pesquisa tende a despesa, desenvolvimento pode virar ativo se cumprir critérios.
O CPC 06 trata de arrendamentos.
Em linguagem simples, arrendamento é uma operação em que uma entidade obtém o direito de usar um ativo por determinado período em troca de pagamentos.
Na regra atual, para o arrendatário, muitos arrendamentos são reconhecidos com:
Ativo de direito de uso.
Passivo de arrendamento.
Isso significa que, em vez de registrar apenas aluguel como despesa mensal, a entidade reconhece que recebeu o direito de usar um ativo e assumiu obrigação de pagar parcelas futuras.
Exemplo:
Empresa arrenda um imóvel por cinco anos.
Ela reconhece:
Ativo de direito de uso do imóvel.
Passivo de arrendamento pelas parcelas futuras.
Depois reconhece depreciação do direito de uso e despesa financeira sobre o passivo, conforme a mensuração aplicável.
Em prova, a pegadinha é tentar tratar todo arrendamento como simples despesa de aluguel. Nem sempre será assim.
Para prova, grave: CPC 06 faz muitos arrendamentos aparecerem no balanço como ativo de direito de uso e passivo de arrendamento.
O CPC 12 trata do ajuste a valor presente.
Ajuste a valor presente é usado quando valores a receber ou a pagar no futuro precisam ser trazidos ao valor de hoje, considerando o efeito financeiro do tempo.
A lógica é: dinheiro hoje não vale o mesmo que dinheiro no futuro.
Exemplo:
Uma empresa vende mercadoria por R$ 121.000,00 para receber em dois anos, sem juros explícitos.
Se o valor à vista seria R$ 100.000,00, a diferença de R$ 21.000,00 representa componente financeiro embutido.
A contabilidade deve separar:
Receita da venda pelo valor presente.
Receita financeira ao longo do tempo.
Em prova, o CPC 12 aparece em operações de longo prazo, vendas financiadas, compras a prazo com juros implícitos, contas a receber e contas a pagar relevantes.
Para prova, grave: CPC 12 separa valor econômico da operação e efeito financeiro do tempo.
O CPC 16 trata de estoques.
Estoques são ativos mantidos para venda, em processo de produção ou na forma de materiais e insumos a serem consumidos na produção ou prestação de serviços.
O ponto mais cobrado é: estoques devem ser mensurados pelo menor valor entre custo e valor realizável líquido.
O custo dos estoques pode incluir:
Preço de compra.
Tributos não recuperáveis.
Fretes sobre compras.
Seguros sobre compras.
Custos diretamente atribuíveis para colocar o estoque no local e condição de venda ou uso.
Não entram no custo, em regra:
Desperdícios anormais.
Gastos administrativos sem relação direta.
Despesas de venda.
Tributos recuperáveis.
Exemplo:
Custo de uma mercadoria: R$ 100.
Preço estimado de venda: R$ 95.
Despesa necessária para vender: R$ 10.
Valor realizável líquido:
95 − 10 = R$ 85.
Como o custo é R$ 100 e o valor realizável líquido é R$ 85, o estoque deve ser ajustado para R$ 85.
Perda:
100 − 85 = R$ 15.
Para prova, grave: CPC 16 manda avaliar estoque pelo menor entre custo e valor realizável líquido.
O CPC 25 trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes.
Esse CPC é muito cobrado em concursos fiscais porque envolve processos judiciais, autos de infração, contingências fiscais, obrigações prováveis e notas explicativas.
A lógica principal é:
Perda provável e valor estimável: reconhece provisão.
Perda possível: divulga passivo contingente em nota explicativa.
Perda remota: em regra, não reconhece nem divulga.
Exemplo 1:
Empresa recebeu autuação fiscal de R$ 500.000,00. A assessoria jurídica considera perda provável.
Tratamento: reconhecer provisão.
Exemplo 2:
Autuação fiscal de R$ 500.000,00 com perda possível.
Tratamento: divulgar em nota explicativa, se relevante.
Exemplo 3:
Autuação com perda remota.
Tratamento: normalmente não reconhecer nem divulgar.
Ativo contingente também exige cuidado. Em regra, não se reconhece ativo contingente enquanto a entrada de benefício econômico não for praticamente certa.
Para prova, grave: CPC 25: provável provisiona; possível divulga; remoto normalmente não registra.
O CPC 26 trata da apresentação das demonstrações contábeis.
Ele orienta a estrutura, a classificação e a forma de apresentação dos relatórios contábeis.
Esse CPC está ligado a:
Balanço patrimonial.
Demonstração do resultado.
Demonstração do resultado abrangente.
Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
Demonstração dos fluxos de caixa.
Notas explicativas.
Comparabilidade.
Materialidade.
Continuidade.
Consistência de apresentação.
Separação entre circulante e não circulante.
Em prova, o CPC 26 costuma aparecer na estrutura das demonstrações e nos critérios de apresentação adequada.
Exemplo:
Ativos e passivos devem ser classificados como circulantes e não circulantes, salvo quando uma apresentação por ordem de liquidez for mais relevante.
Outro ponto: demonstrações devem permitir comparação com o período anterior.
Para prova, grave: CPC 26 organiza como as demonstrações contábeis devem ser apresentadas.
O CPC 27 trata do ativo imobilizado.
Imobilizado é ativo físico usado na produção, fornecimento de bens ou serviços, aluguel a terceiros ou fins administrativos, e que se espera usar por mais de um período.
Exemplos:
Máquinas.
Equipamentos.
Veículos.
Imóveis de uso.
Móveis.
Computadores.
Instalações.
O custo do imobilizado pode incluir:
Preço de aquisição.
Tributos não recuperáveis.
Fretes.
Instalação.
Montagem.
Testes.
Custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo em condição de uso.
Depois do reconhecimento, o ativo imobilizado sofre depreciação, salvo exceções como terrenos, que normalmente não são depreciados.
Exemplo:
Máquina comprada por R$ 100.000.
Frete: R$ 5.000.
Instalação: R$ 10.000.
Custo do imobilizado:
100.000 + 5.000 + 10.000 = R$ 115.000.
Para prova, grave: CPC 27 trata de bem físico usado na atividade; custo inclui gastos necessários para colocar o ativo em condição de uso.
O CPC 28 trata de propriedade para investimento.
Propriedade para investimento é imóvel mantido para obter aluguel, valorização de capital ou ambos.
Não é imóvel usado pela própria empresa.
Não é imóvel mantido para venda no curso normal dos negócios.
Exemplos:
Prédio alugado a terceiros.
Terreno mantido para valorização.
Imóvel mantido para renda.
Diferenças importantes:
Imóvel usado na fábrica: imobilizado.
Imóvel comprado para revenda por imobiliária: estoque.
Imóvel mantido para aluguel: propriedade para investimento.
Exemplo:
Uma indústria possui dois imóveis.
Um é usado como fábrica. Esse é imobilizado.
Outro é alugado a terceiros. Esse pode ser propriedade para investimento.
Para prova, grave: CPC 28 trata de imóvel mantido para aluguel ou valorização, não para uso próprio nem venda operacional.
Aqui é preciso ter cuidado: em provas atuais, o foco deve estar no CPC 47 — Receita de Contrato com Cliente. O CPC 30 aparece em materiais antigos como referência histórica de receitas, mas a lógica moderna de reconhecimento de receita está concentrada no CPC 47. A busca oficial do CPC identifica o CPC 47 como “Receita de Contrato com Cliente”. (Facpcs)
O CPC 47 trata do reconhecimento de receita a partir de contratos com clientes.
A lógica central é reconhecer receita quando a entidade transfere o controle do bem ou serviço ao cliente, pelo valor da contraprestação esperada.
O modelo básico envolve cinco etapas:
Identificar o contrato com o cliente.
Identificar as obrigações de desempenho.
Determinar o preço da transação.
Alocar o preço às obrigações de desempenho.
Reconhecer receita quando, ou à medida que, a obrigação de desempenho é satisfeita.
Exemplo:
Uma empresa vende software com suporte por 12 meses.
Pode haver duas obrigações de desempenho:
Entrega da licença.
Prestação de suporte.
A receita deve ser reconhecida conforme a transferência de controle e cumprimento das obrigações.
Para prova fiscal, esse CPC é muito importante porque ajuda a identificar se a receita foi reconhecida no período correto e se houve postergação indevida de receitas.
Para prova, grave: CPC 47 reconhece receita conforme a transferência do controle do bem ou serviço ao cliente.
O CPC 32 trata dos tributos sobre o lucro, como IRPJ e CSLL na lógica brasileira.
O ponto central é diferenciar:
Tributo corrente.
Tributo diferido.
Tributo corrente é o imposto sobre o lucro devido em relação ao lucro tributável do período.
Tributo diferido decorre de diferenças temporárias entre a base contábil e a base fiscal de ativos e passivos.
Exemplo:
A contabilidade reconhece despesa agora, mas o Fisco só permite dedução no futuro.
Isso pode gerar diferença temporária.
Outro exemplo:
A contabilidade reconhece depreciação de forma diferente da regra fiscal. Pode surgir diferença temporária tributável ou dedutível.
O CPC 32 também se relaciona com ativos fiscais diferidos e passivos fiscais diferidos.
Em prova, cuidado:
Diferença temporária pode gerar tributo diferido.
Diferença permanente não gera tributo diferido.
Exemplo de diferença permanente:
Despesa contabilizada que nunca será dedutível fiscalmente.
Para prova, grave: CPC 32 separa tributo corrente de tributo diferido; diferença temporária pode gerar ativo ou passivo fiscal diferido.
O CPC 46 trata da mensuração do valor justo.
Valor justo é uma mensuração baseada em mercado, não em opinião livre da administração.
Em linguagem simples, valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou pago pela transferência de um passivo em uma transação ordenada entre participantes do mercado na data de mensuração.
O CPC 46 não determina necessariamente quando usar valor justo. Ele explica como mensurar valor justo quando outro pronunciamento exige ou permite essa mensuração.
Exemplos de itens que podem envolver valor justo:
Instrumentos financeiros.
Propriedades para investimento, conforme modelo adotado.
Ativos biológicos.
Combinações de negócios.
Ativos ou passivos mensurados a valor justo por exigência de norma específica.
Em prova, o ponto-chave é entender que valor justo não é custo histórico, não é valor sentimental, não é preço desejado e não é chute. Ele deve refletir premissas de mercado.
Exemplo:
A empresa possui ativo que pode ser vendido em mercado ativo por R$ 200.000. Esse preço de mercado pode ser evidência relevante de valor justo, conforme a hierarquia e a norma aplicável.
Para prova, grave: CPC 46 explica como mensurar valor justo com base em premissas de mercado.
Em concursos fiscais, CPCs costumam cair de forma aplicada, não apenas pelo número do pronunciamento.
A banca pode perguntar CPC 00. É estrutura conceitual: ativo, passivo, receita, despesa, reconhecimento, mensuração e características qualitativas.
Pode perguntar CPC 01. É impairment: valor contábil não pode superar valor recuperável.
Pode perguntar CPC 03. É DFC: fluxos operacionais, de investimento e de financiamento.
Pode perguntar CPC 04. É intangível: ativo sem forma física, identificável e controlado.
Pode perguntar CPC 06. É arrendamento: direito de uso e passivo de arrendamento para muitos contratos.
Pode perguntar CPC 12. É ajuste a valor presente: separa valor econômico do efeito financeiro do tempo.
Pode perguntar CPC 16. É estoque: menor entre custo e valor realizável líquido.
Pode perguntar CPC 25. É provisão e contingência: provável provisiona, possível divulga, remoto normalmente não registra.
Pode perguntar CPC 26. É apresentação das demonstrações contábeis.
Pode perguntar CPC 27. É imobilizado: bem físico usado na atividade, com depreciação.
Pode perguntar CPC 28. É propriedade para investimento: imóvel para aluguel ou valorização.
Pode perguntar CPC 47. É receita de contrato com cliente: reconhece receita conforme transferência de controle.
Pode perguntar CPC 32. É tributos sobre o lucro: corrente e diferido.
Pode perguntar CPC 46. É mensuração do valor justo: mensuração baseada em mercado.
CPC 00 é a estrutura conceitual.
CPC 01 trata de impairment.
CPC 03 trata da DFC.
CPC 04 trata de ativo intangível.
CPC 06 trata de arrendamentos.
CPC 12 trata de ajuste a valor presente.
CPC 16 trata de estoques.
CPC 25 trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes.
CPC 26 trata da apresentação das demonstrações contábeis.
CPC 27 trata do ativo imobilizado.
CPC 28 trata da propriedade para investimento.
CPC 47 trata da receita de contrato com cliente.
CPC 32 trata dos tributos sobre o lucro.
CPC 46 trata da mensuração do valor justo.
Para prova, grave a frase-chave: CPC 00 dá a base; CPC 01 reduz ativo superavaliado; CPC 03 organiza caixa; CPC 04 cuida do intangível; CPC 06 põe arrendamento no balanço; CPC 12 traz valor futuro a valor presente; CPC 16 limita estoque ao recuperável; CPC 25 separa provisão de contingência; CPC 26 apresenta demonstrações; CPC 27 deprecia imobilizado; CPC 28 separa imóvel de renda; CPC 47 reconhece receita por controle; CPC 32 separa tributo corrente e diferido; CPC 46 mede valor justo pelo mercado.
Análise das demonstrações contábeis é o estudo dos relatórios contábeis para avaliar a situação econômica, financeira e patrimonial da entidade. Ela transforma os números do balanço, da DRE, da DFC e de outras demonstrações em informações úteis para decisão, controle, crédito, investimento, fiscalização e auditoria.
Para concursos fiscais, esse tema é muito importante porque permite identificar sinais de risco: baixa liquidez, endividamento elevado, margem incompatível, queda de receita, aumento anormal de estoques, crescimento de caixa sem origem, passivos fictícios, lucros sem caixa, prejuízos recorrentes, distribuição de lucros sem lastro e possíveis indícios de omissão de receitas.
A ideia central é: analisar demonstrações é comparar números contábeis para entender estrutura, evolução, liquidez, endividamento, rentabilidade, eficiência e necessidade de recursos da entidade. Este tópico integra o bloco de Contabilidade Geral, Avançada e Contabilidade de Custos enviado como conteúdo-base.
Análise vertical é a técnica que mostra a participação percentual de cada conta em relação a um total de referência.
No balanço patrimonial, normalmente compara-se cada conta com o total do ativo ou com o total do passivo mais patrimônio líquido.
Na DRE, normalmente compara-se cada conta com a receita líquida.
Exemplo no balanço:
Ativo total: R$ 1.000.000,00.
Estoques: R$
250.000,00.
Participação dos estoques:
250.000 / 1.000.000 = 25%.
Isso significa que os estoques representam 25% do ativo total.
Exemplo na DRE:
Receita líquida: R$ 500.000,00.
CMV: R$
300.000,00.
Participação do CMV:
300.000 / 500.000 = 60%.
Isso significa que o custo das mercadorias vendidas consome 60% da receita líquida.
Na auditoria fiscal, análise vertical ajuda a perceber estruturas incomuns. Por exemplo, estoques muito altos em relação ao ativo, despesas muito elevadas em relação à receita ou lucro muito baixo em relação ao faturamento podem indicar ponto de atenção.
Para prova, grave: análise vertical mostra o peso percentual de cada conta dentro de um total.
Análise horizontal é a técnica que compara a evolução de uma conta ao longo do tempo.
Ela mostra aumento ou diminuição percentual entre períodos.
Exemplo:
Receita líquida em 2025: R$ 800.000,00.
Receita
líquida em 2026: R$ 1.000.000,00.
Variação:
1.000.000 − 800.000 = 200.000.
Variação percentual:
200.000 / 800.000 = 25%.
A receita cresceu 25%.
Outro exemplo:
Estoque em 2025: R$ 300.000,00.
Estoque em
2026: R$ 180.000,00.
Variação:
180.000 − 300.000 = −120.000.
Variação percentual:
−120.000 / 300.000 = −40%.
O estoque caiu 40%.
Na fiscalização, a análise horizontal pode revelar incoerências. Se a receita cai, mas o estoque também cai fortemente, pode haver venda sem registro. Se o caixa cresce muito sem aumento de receita, empréstimo ou aporte, pode haver origem não comprovada.
Para prova, grave: análise horizontal mostra a evolução das contas entre períodos.
Índices de liquidez medem a capacidade da entidade de pagar suas obrigações.
Eles comparam ativos realizáveis com passivos exigíveis.
Os principais índices são:
Liquidez corrente.
Liquidez seca.
Liquidez geral.
Em geral, quanto maior o índice, maior a capacidade de pagamento. Mas isso não deve ser analisado isoladamente. Liquidez alta pode ser positiva, mas também pode indicar excesso de recursos parados. Liquidez baixa pode indicar dificuldade financeira, mas depende do setor, do ciclo operacional e da estrutura de financiamento.
Na auditoria fiscal, liquidez incompatível com a realidade pode indicar distorção. Por exemplo, empresa com caixa elevado, mas sem receita compatível, precisa explicar a origem dos recursos.
Para prova, grave: índices de liquidez avaliam capacidade de pagamento.
Liquidez corrente mede a capacidade de pagar obrigações de curto prazo com ativos de curto prazo.
Fórmula:
Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante
Exemplo:
Ativo circulante: R$ 300.000,00.
Passivo
circulante: R$ 150.000,00.
Liquidez corrente:
300.000 / 150.000 = 2,0.
Isso significa que, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo, a empresa possui R$ 2,00 em ativos circulantes.
Interpretação geral:
Maior que 1: ativo circulante maior que passivo circulante.
Igual a 1: ativo circulante igual ao passivo circulante.
Menor que 1: passivo circulante maior que ativo circulante.
Cuidado: liquidez corrente boa não garante caixa imediato. O ativo circulante pode incluir estoques difíceis de vender ou clientes de recebimento duvidoso.
Para prova, grave: liquidez corrente compara ativo circulante com passivo circulante.
Liquidez seca mede a capacidade de pagar obrigações de curto prazo sem depender da venda de estoques.
Fórmula clássica:
Liquidez seca = (ativo circulante − estoques) / passivo circulante
Exemplo:
Ativo circulante: R$ 300.000,00.
Estoques: R$
100.000,00.
Passivo circulante: R$ 150.000,00.
Liquidez seca:
(300.000 − 100.000) / 150.000 = 200.000 / 150.000 = 1,33.
Isso significa que, sem considerar estoques, a empresa possui R$ 1,33 de ativos circulantes mais líquidos para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo.
A liquidez seca é mais conservadora que a liquidez corrente, porque exclui estoques, que podem demorar a ser vendidos ou depender de mercado.
Na fiscalização, liquidez seca muito baixa pode mostrar dependência excessiva de estoque. Se o estoque estiver superavaliado ou for fictício, a situação financeira real pode ser pior que a apresentada.
Para prova, grave: liquidez seca exclui estoques para medir liquidez de curto prazo de forma mais conservadora.
Liquidez geral mede a capacidade de pagar dívidas de curto e longo prazo com ativos realizáveis de curto e longo prazo.
Fórmula:
Liquidez geral = (ativo circulante + realizável a longo prazo) / (passivo circulante + passivo não circulante)
Exemplo:
Ativo circulante: R$ 300.000,00.
Realizável
a longo prazo: R$ 100.000,00.
Passivo circulante: R$
200.000,00.
Passivo não circulante: R$ 300.000,00.
Liquidez geral:
(300.000 + 100.000) / (200.000 + 300.000) = 400.000 / 500.000 = 0,8.
Isso significa que, para cada R$ 1,00 de dívida total exigível, a empresa possui R$ 0,80 em ativos realizáveis.
Liquidez geral menor que 1 pode indicar dependência de geração futura de resultado, renovação de dívidas, venda de ativos permanentes ou novos aportes.
Para prova, grave: liquidez geral compara ativos realizáveis com dívidas totais exigíveis.
Índices de endividamento medem o grau de dependência da entidade em relação a capitais de terceiros.
Eles ajudam a responder:
Quanto a empresa deve?
Quanto do ativo é financiado por terceiros?
Qual a participação de dívidas no financiamento da empresa?
O endividamento é de curto ou longo prazo?
A empresa depende mais de capital próprio ou de capital de terceiros?
Exemplo simples:
Passivo total: R$ 600.000,00.
Ativo total: R$
1.000.000,00.
Endividamento geral:
600.000 / 1.000.000 = 60%.
Isso significa que 60% dos ativos são financiados por terceiros.
Na auditoria fiscal, endividamento elevado pode ser normal em alguns setores, mas também pode indicar empréstimos fictícios, passivos inflados, dívidas com partes relacionadas ou tentativa de justificar entradas de recursos.
Para prova, grave: índices de endividamento mostram o peso do capital de terceiros na entidade.
Composição do endividamento mostra quanto das dívidas está concentrado no curto prazo.
Fórmula comum:
Composição do endividamento = passivo circulante / passivo total
Exemplo:
Passivo circulante: R$ 200.000,00.
Passivo
total: R$ 500.000,00.
Composição do endividamento:
200.000 / 500.000 = 40%.
Isso significa que 40% das dívidas vencem no curto prazo.
Quanto maior a participação do passivo circulante, maior pode ser a pressão sobre o caixa no curto prazo.
Exemplo:
Empresa A tem 80% das dívidas no curto
prazo.
Empresa B tem 25% das dívidas no curto prazo.
A Empresa A tende a enfrentar maior pressão imediata de pagamento.
Para prova, grave: composição do endividamento mostra a parcela das dívidas exigível no curto prazo.
Imobilização do patrimônio líquido mostra quanto do patrimônio líquido está aplicado em ativos permanentes, especialmente ativo não circulante imobilizado, investimentos e intangível, conforme a fórmula adotada pela banca.
Fórmula comum:
Imobilização do patrimônio líquido = ativo não circulante permanente / patrimônio líquido
Em muitas questões, usa-se:
Investimentos + imobilizado + intangível / patrimônio líquido
Exemplo:
Investimentos: R$ 50.000,00.
Imobilizado: R$
300.000,00.
Intangível: R$ 50.000,00.
Patrimônio líquido:
R$ 500.000,00.
Imobilização do PL:
(50.000 + 300.000 + 50.000) / 500.000 = 400.000 / 500.000 = 80%.
Isso significa que 80% do patrimônio líquido está aplicado em ativos permanentes.
Se o índice for maior que 100%, significa que todo o patrimônio líquido está imobilizado e parte do ativo permanente é financiada por capital de terceiros.
Para prova, grave: imobilização do patrimônio líquido mostra quanto do capital próprio está preso em ativos permanentes.
Margem bruta mede a rentabilidade inicial da operação, antes das despesas operacionais.
Fórmula:
Margem bruta = lucro bruto / receita líquida
Lucro bruto é:
Receita líquida − custo das mercadorias vendidas, produtos vendidos ou serviços prestados
Exemplo:
Receita líquida: R$ 500.000,00.
CMV: R$
300.000,00.
Lucro bruto:
500.000 − 300.000 = R$ 200.000.
Margem bruta:
200.000 / 500.000 = 40%.
Isso significa que, depois de descontar o custo direto das vendas, sobra 40% da receita líquida para cobrir despesas operacionais, financeiras, tributos sobre lucro e lucro final.
Na fiscalização, margem bruta muito baixa em relação ao setor pode indicar subfaturamento, omissão de receitas, CMV inflado, compras sem lastro ou erro de estoque.
Para prova, grave: margem bruta mostra quanto sobra da receita líquida depois do custo das vendas.
Margem líquida mede quanto da receita líquida se transforma em lucro líquido.
Fórmula:
Margem líquida = lucro líquido / receita líquida
Exemplo:
Receita líquida: R$ 500.000,00.
Lucro
líquido: R$ 50.000,00.
Margem líquida:
50.000 / 500.000 = 10%.
Isso significa que, para cada R$ 100,00 de receita líquida, a empresa gera R$ 10,00 de lucro líquido.
A margem líquida considera custos, despesas, resultado financeiro, tributos sobre lucro e outros efeitos.
Na auditoria fiscal, margem líquida muito baixa ou prejuízos constantes podem ser reais, mas também podem indicar despesas fictícias, custos inflados, receitas omitidas ou planejamento contábil abusivo.
Para prova, grave: margem líquida mostra a parcela da receita líquida que vira lucro líquido.
Rentabilidade do ativo mede quanto lucro a empresa gera em relação ao total de ativos.
Também é chamada de retorno sobre ativos.
Fórmula comum:
Rentabilidade do ativo = lucro líquido / ativo total
Exemplo:
Lucro líquido: R$ 80.000,00.
Ativo total: R$
1.000.000,00.
Rentabilidade do ativo:
80.000 / 1.000.000 = 8%.
Isso significa que a empresa gerou lucro equivalente a 8% do total dos ativos.
Esse índice mostra a eficiência da empresa em usar seus ativos para gerar resultado.
Na fiscalização, rentabilidade muito baixa em empresa com ativos elevados pode indicar ativos improdutivos, superavaliação de ativos, receitas omitidas ou custos/despesas inflados.
Para prova, grave: rentabilidade do ativo mede o lucro gerado pelos ativos totais.
Rentabilidade do patrimônio líquido mede quanto lucro a empresa gera em relação ao capital próprio.
Também é chamada de retorno sobre o patrimônio líquido.
Fórmula:
Rentabilidade do patrimônio líquido = lucro líquido / patrimônio líquido
Exemplo:
Lucro líquido: R$ 80.000,00.
Patrimônio
líquido: R$ 400.000,00.
Rentabilidade do patrimônio líquido:
80.000 / 400.000 = 20%.
Isso significa que a empresa gerou retorno de 20% sobre o capital próprio.
Esse índice interessa muito aos sócios e investidores, porque mostra o retorno do investimento próprio.
Cuidado: um retorno muito alto pode decorrer de bom desempenho, mas também de patrimônio líquido muito baixo. Um patrimônio líquido reduzido por prejuízos acumulados pode elevar artificialmente o índice.
Para prova, grave: rentabilidade do patrimônio líquido mede o retorno gerado para os sócios.
Giro do ativo mede quanto a empresa vende em relação ao total de ativos.
Fórmula:
Giro do ativo = receita líquida / ativo total
Exemplo:
Receita líquida: R$ 1.200.000,00.
Ativo
total: R$ 600.000,00.
Giro do ativo:
1.200.000 / 600.000 = 2,0.
Isso significa que a empresa gerou R$ 2,00 de receita líquida para cada R$ 1,00 investido em ativos.
Quanto maior o giro, maior a eficiência no uso dos ativos para gerar vendas. Mas a interpretação depende do setor.
Exemplo: supermercados costumam ter giro alto e margem menor. Empresas com ativos pesados, como indústrias, podem ter giro menor e depender de margens maiores.
Na fiscalização, giro muito baixo pode indicar ativos ociosos, superavaliação de ativos ou vendas subdeclaradas.
Para prova, grave: giro do ativo mede a eficiência dos ativos em gerar receita.
EBITDA é uma medida de desempenho que representa o resultado antes de juros, tributos sobre o lucro, depreciação e amortização.
A sigla vem do inglês:
Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization.
Em português, costuma ser chamado de LAJIDA:
Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização.
A ideia é aproximar a geração operacional de resultado antes dos efeitos da estrutura de capital, tributação sobre lucro e despesas sem desembolso imediato, como depreciação e amortização.
Fórmula simplificada:
EBITDA = lucro operacional + depreciação + amortização
Ou, a partir do lucro líquido, ajusta-se por juros, tributos sobre lucro, depreciação e amortização.
Exemplo simplificado:
Lucro operacional: R$ 100.000,00.
Depreciação:
R$ 20.000,00.
Amortização: R$ 5.000,00.
EBITDA:
100.000 + 20.000 + 5.000 = R$ 125.000.
Cuidado: EBITDA não é caixa. Ele ignora depreciação e amortização, mas não considera necessariamente investimento em capital de giro, necessidade de reinvestimento, pagamento de dívidas e tributos.
Para prova, grave: EBITDA mede desempenho operacional antes de juros, tributos sobre lucro, depreciação e amortização, mas não é sinônimo de caixa.
Capital de giro é o conjunto de recursos necessários para financiar as operações de curto prazo da entidade.
Na análise contábil, uma medida clássica é o capital circulante líquido.
Fórmula:
Capital de giro líquido, ou capital circulante líquido = ativo circulante − passivo circulante
Exemplo:
Ativo circulante: R$ 300.000,00.
Passivo
circulante: R$ 180.000,00.
Capital de giro líquido:
300.000 − 180.000 = R$ 120.000.
Isso significa que a empresa possui R$ 120.000,00 de folga financeira de curto prazo, considerando ativos e passivos circulantes.
Se o capital de giro líquido for negativo, o passivo circulante é maior que o ativo circulante, indicando possível pressão financeira.
Na prática, capital de giro envolve caixa, clientes, estoques, fornecedores, tributos, salários e demais contas operacionais de curto prazo.
Para prova, grave: capital de giro líquido é ativo circulante menos passivo circulante.
Necessidade de capital de giro, ou NCG, mede quanto a empresa precisa financiar para manter seu ciclo operacional.
Ela está relacionada ao prazo entre comprar, estocar, vender e receber, descontando o prazo obtido para pagar fornecedores e outras obrigações operacionais.
Uma fórmula comum é:
NCG = ativo circulante operacional − passivo circulante operacional
Ativo circulante operacional pode incluir:
Clientes.
Estoques.
Adiantamentos operacionais.
Outros créditos operacionais.
Passivo circulante operacional pode incluir:
Fornecedores.
Salários a pagar.
Tributos operacionais a recolher.
Outras obrigações operacionais.
Exemplo:
Clientes: R$ 100.000,00.
Estoques: R$
150.000,00.
Outros ativos operacionais: R$ 20.000,00.
Ativo circulante operacional:
100.000 + 150.000 + 20.000 = R$ 270.000.
Fornecedores: R$ 120.000,00.
Tributos
operacionais: R$ 30.000,00.
Salários a pagar: R$ 20.000,00.
Passivo circulante operacional:
120.000 + 30.000 + 20.000 = R$ 170.000.
NCG:
270.000 − 170.000 = R$ 100.000.
Isso significa que a empresa precisa financiar R$ 100.000,00 para sustentar seu ciclo operacional.
Se a NCG aumenta muito, pode indicar crescimento de estoques, aumento de vendas a prazo, atraso no recebimento ou piora no ciclo financeiro.
Para prova, grave: necessidade de capital de giro é quanto a operação exige de financiamento no curto prazo.
Em concursos fiscais, análise das demonstrações costuma cair por fórmulas, interpretação e comparação entre índices.
A banca pode perguntar análise vertical. É o percentual de uma conta em relação a um total.
Pode perguntar análise horizontal. É a evolução percentual de uma conta entre períodos.
Pode perguntar liquidez corrente. Ativo circulante dividido pelo passivo circulante.
Pode perguntar liquidez seca. Ativo circulante menos estoques, dividido pelo passivo circulante.
Pode perguntar liquidez geral. Ativo circulante mais realizável a longo prazo, dividido pelo passivo circulante mais passivo não circulante.
Pode perguntar endividamento. Mede a dependência de capital de terceiros.
Pode perguntar composição do endividamento. Mostra quanto da dívida vence no curto prazo.
Pode perguntar imobilização do patrimônio líquido. Mostra quanto do capital próprio está aplicado em ativos permanentes.
Pode perguntar margem bruta. Lucro bruto dividido pela receita líquida.
Pode perguntar margem líquida. Lucro líquido dividido pela receita líquida.
Pode perguntar rentabilidade do ativo. Lucro líquido dividido pelo ativo total.
Pode perguntar rentabilidade do patrimônio líquido. Lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido.
Pode perguntar giro do ativo. Receita líquida dividida pelo ativo total.
Pode perguntar EBITDA. Resultado antes de juros, tributos sobre lucro, depreciação e amortização; não é caixa.
Pode perguntar capital de giro. Ativo circulante menos passivo circulante.
Pode perguntar necessidade de capital de giro. Ativo circulante operacional menos passivo circulante operacional.
Análise vertical mostra participação percentual dentro de um total.
Análise horizontal mostra evolução no tempo.
Liquidez mede capacidade de pagamento.
Liquidez corrente é ativo circulante sobre passivo circulante.
Liquidez seca exclui estoques.
Liquidez geral considera curto e longo prazo.
Endividamento mede capital de terceiros.
Composição do endividamento mostra a parcela de curto prazo das dívidas.
Imobilização do patrimônio líquido mostra quanto do PL está em ativos permanentes.
Margem bruta é lucro bruto sobre receita líquida.
Margem líquida é lucro líquido sobre receita líquida.
Rentabilidade do ativo é lucro líquido sobre ativo total.
Rentabilidade do patrimônio líquido é lucro líquido sobre PL.
Giro do ativo é receita líquida sobre ativo total.
EBITDA é resultado antes de juros, tributos sobre lucro, depreciação e amortização.
Capital de giro líquido é ativo circulante menos passivo circulante.
Necessidade de capital de giro é ativo operacional de curto prazo menos passivo operacional de curto prazo.
Para prova, grave a frase-chave: vertical mostra composição, horizontal mostra evolução, liquidez mostra pagamento, endividamento mostra dependência, margem mostra lucratividade, rentabilidade mostra retorno, giro mostra eficiência, EBITDA aproxima desempenho operacional, capital de giro mostra folga de curto prazo e NCG mostra quanto a operação precisa financiar.
Contabilidade de custos é a parte da contabilidade que identifica, mensura, registra, acumula, classifica, controla e analisa os custos ligados à produção de bens ou à prestação de serviços. Ela é essencial para saber quanto custa produzir, vender, prestar serviço, formar preço, avaliar estoques, apurar resultado e tomar decisões gerenciais.
Para concursos fiscais, contabilidade de custos é muito importante porque conversa diretamente com estoques, CMV, CPV, custo dos serviços prestados, margem bruta, lucro, ICMS, ISS, auditoria fiscal, omissão de receitas, custos inflados, despesas fictícias e apropriação indevida de gastos.
A ideia central é: nem todo gasto é custo; nem todo custo é despesa; nem todo desembolso é gasto do período; e nem toda perda é tratada como custo normal. O conteúdo-base deste tópico inclui conceito de custo, gasto, desembolso, investimento, despesa, perda, custo direto, custo indireto, custo fixo, custo variável, custo semivariável, objeto de custeio e centro de custos.
Custo é o gasto relacionado à produção de bens ou à prestação de serviços.
Em uma indústria, custo é o gasto usado para fabricar produtos.
Em uma empresa prestadora de serviços, custo é o gasto diretamente ligado à execução do serviço.
Em uma empresa comercial, o principal custo é o custo da mercadoria vendida.
Exemplos de custos em indústria:
Matéria-prima.
Mão de obra da fábrica.
Energia da fábrica.
Depreciação de máquinas da produção.
Embalagem usada no produto.
Manutenção de máquinas produtivas.
Exemplos de custos em serviços:
Salário da equipe técnica que executa o serviço.
Materiais aplicados na prestação.
Subcontratação vinculada ao contrato.
Deslocamento técnico necessário à execução.
Licenças usadas diretamente no serviço.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica compra madeira para fabricar mesas.
Enquanto a madeira está no estoque, ela é ativo.
Quando a madeira é usada na fabricação, vira custo de produção.
Quando a mesa é vendida, o custo do produto vendido vai para o resultado.
Para prova, grave: custo é gasto ligado à produção ou à prestação do serviço.
Gasto é o sacrifício financeiro assumido pela entidade para obter um bem ou serviço.
É o conceito mais amplo.
Um gasto pode virar:
Custo.
Despesa.
Investimento.
Perda.
Isso depende da finalidade e do momento em que ocorre.
Exemplos:
Compra de matéria-prima: gasto que pode virar custo.
Pagamento de propaganda: gasto que normalmente é despesa.
Compra de máquina: gasto que vira investimento no ativo imobilizado.
Mercadoria destruída em incêndio anormal: gasto que pode virar perda.
Exemplo resolvido:
A empresa paga R$ 50.000,00 por uma máquina.
No momento da compra, houve um gasto.
Mas esse gasto não é despesa imediata, porque a máquina será usada por vários anos.
A máquina será registrada como ativo imobilizado.
Depois, seu consumo econômico será reconhecido por depreciação.
Para prova, grave: gasto é o sacrifício econômico inicial; depois ele será classificado conforme sua natureza.
Desembolso é a saída efetiva de dinheiro do caixa ou banco.
Ele pode ocorrer antes, durante ou depois do gasto.
Exemplo 1: desembolso antes do uso.
A empresa paga antecipadamente R$ 12.000,00 por seguro anual.
Houve desembolso agora, mas a despesa será apropriada ao longo dos meses.
Exemplo 2: desembolso depois do gasto.
A empresa compra matéria-prima a prazo em março e paga em abril.
O gasto ocorre em março, com a aquisição.
O desembolso ocorre em abril, com o pagamento.
Exemplo 3: desembolso no mesmo momento.
A empresa compra material à vista.
Gasto e desembolso ocorrem juntos.
Para prova, grave: desembolso é saída de dinheiro; gasto é a aquisição ou consumo econômico. Eles podem ocorrer em momentos diferentes.
Investimento, em contabilidade de custos, é o gasto ativado, ou seja, registrado no ativo porque trará benefícios futuros.
Exemplos:
Compra de máquina.
Compra de equipamento.
Compra de matéria-prima ainda não usada.
Compra de mercadoria para revenda.
Compra de software com vida útil futura.
Construção de instalação produtiva.
O investimento vira custo ou despesa com o tempo, conforme for consumido.
Exemplo resolvido:
A empresa compra matéria-prima por R$ 20.000,00.
No momento da compra, a matéria-prima fica no estoque. É investimento em estoque.
Quando a matéria-prima é usada na produção, vira custo.
Quando o produto é vendido, vira custo do produto vendido no resultado.
Outro exemplo:
A empresa compra máquina por R$ 100.000,00.
A máquina é ativo imobilizado. É investimento.
Com o uso, parte do valor vira despesa ou custo de depreciação, conforme a máquina seja usada na produção ou na administração.
Para prova, grave: investimento é gasto registrado no ativo para gerar benefício futuro.
Despesa é o gasto consumido direta ou indiretamente para obtenção de receita, manutenção da atividade ou administração da entidade, mas que não está ligado diretamente à produção.
Exemplos:
Salário do setor administrativo.
Aluguel do escritório administrativo.
Propaganda.
Comissão de vendedores.
Energia da administração.
Material de escritório.
Despesa financeira.
Honorários contábeis.
A diferença entre custo e despesa é muito cobrada.
Custo está ligado à produção ou prestação do serviço.
Despesa está ligada à administração, venda, financiamento ou manutenção geral da atividade.
Exemplo resolvido:
Salário do operário da fábrica: custo.
Salário do contador da empresa: despesa administrativa.
Energia das máquinas da fábrica: custo.
Energia da sala administrativa: despesa.
Comissão de vendedor: despesa comercial.
Para prova, grave: custo produz; despesa administra, vende ou mantém a estrutura.
Perda é o consumo anormal, involuntário ou não previsto de bens ou serviços.
Pode ocorrer por incêndio, roubo, deterioração anormal, desperdício extraordinário, acidente, obsolescência inesperada ou falha grave.
Exemplos:
Estoque destruído por incêndio.
Mercadoria roubada.
Perda anormal de matéria-prima.
Produto vencido por falha de controle.
Quebra extraordinária de equipamento.
Atenção: nem toda perda é igual.
Perdas normais do processo produtivo podem ser incorporadas ao custo.
Perdas anormais devem ser reconhecidas diretamente no resultado, como perda, e não como custo normal da produção.
Exemplo resolvido:
Uma indústria de alimentos sabe que, no processo normal, 2% da matéria-prima se perde naturalmente.
Essa perda normal pode compor o custo.
Mas se 30% da matéria-prima estraga por falha de refrigeração, trata-se de perda anormal.
Essa perda anormal não deve ser jogada no custo normal dos produtos como se fosse eficiência produtiva.
Para prova, grave: perda normal pode integrar o custo; perda anormal vai diretamente ao resultado.
Custo direto é aquele que pode ser identificado e atribuído diretamente a um produto, serviço, contrato, ordem de produção ou objeto de custeio, sem necessidade de rateio.
Exemplos:
Matéria-prima usada em um produto específico.
Mão de obra direta de quem fabrica determinado produto.
Material aplicado diretamente em uma obra.
Peça usada em equipamento produzido.
Subcontratação específica de um contrato de serviço.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica produz cadeiras.
A madeira usada em cada cadeira é custo direto, porque é possível medir quanto de madeira foi usado em cada unidade.
Se cada cadeira usa R$ 40,00 de madeira, esse valor pode ser atribuído diretamente ao produto.
Para prova, grave: custo direto é identificado diretamente no produto ou serviço.
Custo indireto é aquele que não pode ser atribuído diretamente a um produto ou serviço de forma objetiva, exigindo critério de rateio.
Exemplos:
Aluguel da fábrica.
Energia geral da fábrica, quando não medida por produto.
Salário do supervisor da produção.
Depreciação de máquinas compartilhadas.
Manutenção geral da fábrica.
Seguro da fábrica.
Limpeza da área produtiva.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica produz mesas e cadeiras no mesmo galpão.
O aluguel mensal da fábrica é R$ 30.000,00.
Esse aluguel beneficia toda a produção, mas não pertence diretamente a uma mesa ou cadeira específica.
Por isso, precisa ser rateado por algum critério, como horas de máquina, área ocupada, mão de obra direta ou volume produzido.
Para prova, grave: custo indireto depende de rateio para ser atribuído ao produto ou serviço.
Custo fixo é aquele que, dentro de determinada faixa de atividade, não varia no total em função do volume produzido.
Ele permanece constante no total, mesmo que a produção aumente ou diminua dentro de um intervalo relevante.
Exemplos:
Aluguel da fábrica.
Salário fixo do supervisor da produção.
Seguro da fábrica.
Depreciação linear de máquinas.
Vigilância da fábrica.
Exemplo resolvido:
Aluguel da fábrica: R$ 20.000,00 por mês.
Se a fábrica produz 1.000 unidades, o custo fixo total é R$ 20.000,00.
Se produz 2.000 unidades, o custo fixo total continua R$ 20.000,00.
Mas o custo fixo por unidade muda:
Com 1.000 unidades:
20.000 / 1.000 = R$ 20,00 por unidade.
Com 2.000 unidades:
20.000 / 2.000 = R$ 10,00 por unidade.
Conclusão: o custo fixo total permanece igual, mas o custo fixo unitário diminui quando a produção aumenta.
Para prova, grave: custo fixo é fixo no total, mas variável por unidade.
Custo variável é aquele que varia no total conforme o volume produzido ou prestado.
Se a produção aumenta, o custo variável total aumenta.
Se a produção diminui, o custo variável total diminui.
Por unidade, tende a permanecer constante, dentro de determinada faixa de atividade.
Exemplos:
Matéria-prima.
Embalagem por unidade.
Comissão variável por produção, quando vinculada ao volume produzido.
Energia diretamente proporcional ao uso da máquina.
Materiais diretos aplicados no serviço.
Exemplo resolvido:
Cada produto consome R$ 15,00 de matéria-prima.
Se a empresa produz 1.000 unidades:
1.000 × 15 = R$ 15.000,00.
Se produz 2.000 unidades:
2.000 × 15 = R$ 30.000,00.
O custo variável total aumentou.
Mas o custo variável unitário continuou R$ 15,00.
Para prova, grave: custo variável varia no total, mas tende a ser constante por unidade.
Custo semivariável é aquele que possui uma parte fixa e uma parte variável.
Também pode ser chamado, em alguns materiais, de custo misto.
Exemplo clássico:
Conta de energia da fábrica com valor mínimo fixo mais consumo variável.
Outro exemplo:
Manutenção com contrato fixo mensal mais cobrança adicional por hora de serviço.
Exemplo resolvido:
A fábrica paga energia com a seguinte estrutura:
Valor fixo mensal: R$ 5.000,00.
Valor variável por unidade produzida: R$ 2,00.
Se produzir 1.000 unidades:
Custo total = 5.000 + (1.000 × 2)
Custo
total = 5.000 + 2.000
Custo total = R$ 7.000,00.
Se produzir 3.000 unidades:
Custo total = 5.000 + (3.000 × 2)
Custo
total = 5.000 + 6.000
Custo total = R$ 11.000,00.
Existe uma parte que não muda e outra que cresce com a produção.
Para prova, grave: custo semivariável tem uma parcela fixa e uma parcela variável.
Objeto de custeio é aquilo cujo custo se deseja medir.
Pode ser:
Produto.
Serviço.
Contrato.
Cliente.
Projeto.
Departamento.
Processo.
Ordem de produção.
Lote.
Atividade.
Centro de responsabilidade.
Exemplo:
Uma indústria pode querer saber o custo de uma cadeira.
Nesse caso, a cadeira é o objeto de custeio.
Uma empresa de engenharia pode querer saber o custo de uma obra.
Nesse caso, a obra é o objeto de custeio.
Uma Secretaria de Fazenda pode querer medir o custo de determinado processo interno, como atendimento ao contribuinte ou fiscalização digital.
Nesse caso, o processo é o objeto de custeio.
Para prova, grave: objeto de custeio é aquilo para o qual se quer calcular o custo.
Centro de custos é uma unidade, setor, departamento ou área da organização onde os custos são acumulados para controle e posterior apropriação.
Exemplos:
Departamento de produção.
Departamento de manutenção.
Departamento de acabamento.
Departamento de embalagem.
Centro de usinagem.
Centro de suporte técnico.
Setor de fiscalização.
Setor administrativo, quando usado para controle interno.
Na indústria, centros de custos ajudam a controlar custos por área e a ratear custos indiretos aos produtos.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica possui três centros de custos:
Produção.
Manutenção.
Acabamento.
A energia elétrica total da fábrica é R$ 60.000,00.
A empresa pode distribuir esse valor entre os centros com base em medidores, horas de máquina ou outro critério racional.
Depois, os custos acumulados nos centros produtivos podem ser apropriados aos produtos.
Para prova, grave: centro de custos é o local ou setor onde os custos são acumulados e controlados.
Em concursos fiscais, contabilidade de custos costuma cair primeiro por diferenciação conceitual.
A banca pode perguntar o que é custo. É gasto ligado à produção de bens ou prestação de serviços.
Pode perguntar gasto. É sacrifício econômico amplo, que pode virar custo, despesa, investimento ou perda.
Pode perguntar desembolso. É saída efetiva de dinheiro.
Pode perguntar investimento. É gasto ativado, registrado no ativo, porque trará benefício futuro.
Pode perguntar despesa. É gasto consumido para administração, venda, financiamento ou manutenção da atividade, sem ligação direta com a produção.
Pode perguntar perda. É consumo anormal, involuntário ou extraordinário.
Pode perguntar custo direto. É identificado diretamente no produto, serviço ou objeto de custeio.
Pode perguntar custo indireto. Precisa de rateio.
Pode perguntar custo fixo. É fixo no total, mas muda por unidade.
Pode perguntar custo variável. Varia no total, mas tende a ser constante por unidade.
Pode perguntar custo semivariável. Tem parcela fixa e parcela variável.
Pode perguntar objeto de custeio. É aquilo cujo custo se deseja medir.
Pode perguntar centro de custos. É setor ou unidade onde custos são acumulados e controlados.
Gasto é o conceito amplo.
Desembolso é saída de dinheiro.
Investimento é gasto ativado.
Custo é gasto ligado à produção ou prestação de serviços.
Despesa é gasto ligado à administração, vendas, financiamento ou manutenção da atividade.
Perda é consumo anormal ou involuntário.
Custo direto é atribuído diretamente ao produto ou serviço.
Custo indireto precisa de rateio.
Custo fixo não muda no total dentro da faixa relevante.
Custo fixo unitário cai quando a produção aumenta.
Custo variável muda no total conforme o volume.
Custo variável unitário tende a permanecer constante.
Custo semivariável mistura parcela fixa e parcela variável.
Objeto de custeio é aquilo cujo custo se quer calcular.
Centro de custos é setor onde custos são acumulados.
Para prova, grave a frase-chave: gasto é amplo; desembolso é dinheiro saindo; investimento fica no ativo; custo fabrica ou presta serviço; despesa administra ou vende; perda é anormal; direto vai ao produto sem rateio; indireto precisa de rateio; fixo é fixo no total; variável muda com volume; semivariável mistura os dois; objeto é o que se quer custear; centro é onde o custo é acumulado.
Sistemas e métodos de custeio explicam como os custos são acumulados, apropriados, distribuídos e levados ao resultado. Em Contabilidade de Custos, não basta saber o que é custo direto, indireto, fixo ou variável. É preciso saber como esses custos entram no produto, no serviço, no estoque, no custo dos produtos vendidos e no resultado.
Para concursos fiscais, esse tema é muito importante porque conecta contabilidade de custos, estoques, CMV, CPV, lucro, margem, auditoria fiscal e análise de empresas. Custos mal apropriados podem alterar o lucro, superavaliar estoques, reduzir resultado, esconder receitas, inflar despesas ou distorcer a base de análise do Auditor Fiscal.
A ideia central é: sistema de custeio mostra como os custos são acumulados; método de custeio mostra quais custos entram no produto ou serviço e como são atribuídos. O bloco de Contabilidade de Custos do cronograma enviado inclui apropriação, controle, produção por ordem, produção contínua, produção conjunta e métodos de custeio, que devem ser estudados de forma integrada.
Sistema de acumulação de custos é a forma como a empresa junta e organiza os custos para saber quanto custou produzir determinado produto, serviço, lote, contrato, processo ou período.
A pergunta principal é: onde os custos serão acumulados?
Eles podem ser acumulados por:
Ordem de produção.
Contrato.
Projeto.
Lote.
Processo.
Departamento.
Centro de custos.
Produto.
Serviço.
Período.
Exemplo: uma gráfica que produz convites personalizados pode acumular custos por ordem de serviço. Cada cliente tem uma encomenda diferente. Já uma fábrica de cimento, que produz continuamente o mesmo tipo de produto, acumula custos por processo.
Para prova, grave: sistema de acumulação define onde os custos serão reunidos antes de serem atribuídos ao produto, serviço ou resultado.
Produção por ordem ocorre quando a empresa fabrica produtos ou presta serviços sob encomenda, lote, contrato ou projeto específico.
É usada quando cada trabalho é diferente ou identificável separadamente.
Exemplos:
Construção civil.
Obras de engenharia.
Móveis sob encomenda.
Gráficas.
Oficinas.
Consultorias.
Projetos de tecnologia.
Serviços personalizados.
Indústria naval.
Produção de máquinas especiais.
Nesse sistema, cada ordem recebe seus próprios custos.
Exemplo resolvido:
Uma empresa de móveis recebe a Ordem 101 para fabricar armários planejados.
Custos da Ordem 101:
Matéria-prima: R$ 8.000,00.
Mão de obra direta: R$ 5.000,00.
Custos indiretos aplicados: R$ 3.000,00.
Custo total da ordem:
8.000 + 5.000 + 3.000 = R$ 16.000,00.
Se a empresa vender essa ordem por R$ 25.000,00, o lucro bruto será:
25.000 − 16.000 = R$ 9.000,00.
Para prova, grave: produção por ordem acumula custos por encomenda, lote, contrato ou projeto específico.
Produção contínua, também chamada de produção por processo, ocorre quando a empresa produz em massa, de forma padronizada, repetitiva e contínua.
Nesse caso, não faz sentido medir o custo de cada encomenda individual. Mede-se o custo por processo, fase, departamento ou período, e depois calcula-se o custo médio das unidades produzidas.
Exemplos:
Indústria de alimentos.
Bebidas.
Cimento.
Papel e celulose.
Combustíveis.
Produtos químicos.
Energia.
Aço.
Produção em série.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica produziu 20.000 litros de produto em um mês.
Custos do processo:
Matéria-prima: R$ 80.000,00.
Mão de obra: R$ 30.000,00.
Custos indiretos: R$ 50.000,00.
Custo total:
80.000 + 30.000 + 50.000 = R$ 160.000,00.
Custo por litro:
160.000 / 20.000 = R$ 8,00 por litro.
Para prova, grave: produção contínua acumula custos por processo ou período e calcula custo médio das unidades produzidas.
Produção conjunta ocorre quando, a partir de um mesmo processo produtivo e dos mesmos insumos, surgem dois ou mais produtos.
Exemplos:
Refino de petróleo, que gera gasolina, diesel, querosene e outros derivados.
Frigorífico, que gera diversos cortes de carne, couro, ossos e subprodutos.
Indústria de laticínios, que pode gerar leite, creme, manteiga e soro.
Indústria química, que gera produtos diferentes a partir do mesmo processo.
O ponto mais importante é entender o ponto de separação.
Ponto de separação é o momento em que os produtos conjuntos passam a ser identificáveis separadamente.
Antes do ponto de separação, os custos são conjuntos.
Depois do ponto de separação, os custos podem ser atribuídos a cada produto individualmente.
Exemplo:
Uma indústria gasta R$ 100.000,00 em um processo que gera dois produtos: Produto A e Produto B.
Até o ponto de separação, o custo de R$ 100.000,00 é conjunto.
Depois, o Produto A recebe acabamento próprio de R$ 10.000,00, e o Produto B recebe acabamento próprio de R$ 20.000,00.
Os R$ 100.000,00 precisam ser alocados entre A e B por critério adequado, como valor de venda, quantidade produzida ou outro critério previsto pela questão.
Para prova, grave: produção conjunta gera mais de um produto a partir do mesmo processo; antes do ponto de separação, o custo é conjunto.
Apropriação de custos à produção é o processo de transferir os custos incorridos para os produtos ou serviços produzidos.
A lógica é separar o que pertence à produção do que pertence diretamente ao resultado como despesa.
Entram na produção:
Matéria-prima consumida.
Mão de obra direta.
Custos indiretos de fabricação.
Energia da fábrica.
Depreciação de máquinas produtivas.
Manutenção da produção.
Supervisão da fábrica.
Não entram como custo de produção:
Despesa administrativa.
Despesa de vendas.
Despesa financeira.
Despesa com propaganda.
Salário da diretoria administrativa.
Exemplo:
Uma empresa teve os seguintes gastos:
Matéria-prima: R$ 40.000,00.
Mão de obra da fábrica: R$ 30.000,00.
Aluguel da fábrica: R$ 10.000,00.
Propaganda: R$ 8.000,00.
Salário administrativo: R$ 12.000,00.
Custos de produção:
40.000 + 30.000 + 10.000 = R$ 80.000,00.
Despesas do período:
8.000 + 12.000 = R$ 20.000,00.
Para prova, grave: apropriar custos é levar para a produção apenas os gastos relacionados à fabricação ou execução do serviço.
Custos indiretos de produção são custos necessários à fabricação ou prestação do serviço, mas que não podem ser identificados diretamente em cada produto ou serviço.
Exemplos:
Aluguel da fábrica.
Energia geral da fábrica.
Depreciação de máquinas compartilhadas.
Supervisão da produção.
Manutenção industrial.
Seguro da fábrica.
Limpeza da área produtiva.
Controle de qualidade.
Almoxarifado da produção.
Como não são diretamente identificáveis com cada produto, precisam ser apropriados por rateio ou por outro critério técnico.
Exemplo:
Uma fábrica produz mesas e cadeiras no mesmo galpão. O aluguel da fábrica é R$ 20.000,00 por mês. Esse aluguel beneficia toda a produção, mas não dá para dizer que pertence diretamente a uma mesa específica ou a uma cadeira específica. Por isso, precisa ser rateado.
Para prova, grave: custo indireto de produção precisa de critério de apropriação, porque não é identificado diretamente no produto.
Rateio é a distribuição dos custos indiretos entre produtos, serviços, departamentos ou centros de custos.
O critério de rateio deve ser racional, consistente e relacionado ao consumo do recurso.
Critérios comuns:
Horas de mão de obra direta.
Horas de máquina.
Quantidade produzida.
Custo da matéria-prima.
Área ocupada.
Consumo de energia.
Número de funcionários.
Tempo de produção.
Exemplo resolvido:
Custos indiretos da fábrica: R$ 60.000,00.
Base de rateio: horas de máquina.
Total de horas de máquina: 3.000 horas.
Taxa de rateio:
60.000 / 3.000 = R$ 20,00 por hora de máquina.
Produto A consumiu 1.200 horas.
Custo indireto atribuído ao Produto A:
1.200 × 20 = R$ 24.000,00.
Produto B consumiu 1.800 horas.
Custo indireto atribuído ao Produto B:
1.800 × 20 = R$ 36.000,00.
Total rateado:
24.000 + 36.000 = R$ 60.000,00.
Para prova, grave: rateio distribui custos indiretos por critério racional; critério ruim distorce o custo do produto.
Departamentalização é a divisão da empresa em departamentos ou centros de custos para controlar e apropriar melhor os custos.
A empresa pode ter:
Departamentos produtivos.
Departamentos de serviços.
Departamentos auxiliares.
Departamentos administrativos.
Departamentos produtivos atuam diretamente na produção.
Exemplos:
Corte.
Montagem.
Acabamento.
Embalagem.
Departamentos de serviços dão suporte à produção.
Exemplos:
Manutenção.
Almoxarifado.
Controle de qualidade.
Limpeza industrial.
Segurança patrimonial da fábrica.
Na departamentalização, os custos dos departamentos de serviços costumam ser rateados para os departamentos produtivos. Depois, os custos dos departamentos produtivos são apropriados aos produtos.
Exemplo:
A fábrica tem manutenção e montagem.
O departamento de manutenção custa R$ 30.000,00.
Esse custo será distribuído para os departamentos produtivos que usaram manutenção.
Depois, os departamentos produtivos repassam seus custos aos produtos.
Para prova, grave: departamentalização melhora o controle dos custos indiretos e torna o rateio mais preciso.
Taxa de aplicação dos custos indiretos é a taxa usada para aplicar custos indiretos aos produtos, geralmente com base em uma estimativa.
Fórmula:
Taxa de aplicação = custos indiretos estimados / base estimada de aplicação
Exemplo resolvido:
Custos indiretos estimados: R$ 120.000,00.
Horas de máquina estimadas: 6.000 horas.
Taxa de aplicação:
120.000 / 6.000 = R$ 20,00 por hora de máquina.
Se um produto consome 150 horas de máquina, ele receberá:
150 × 20 = R$ 3.000,00 de custos indiretos aplicados.
Essa técnica é útil porque a empresa pode calcular custo dos produtos durante o período, sem esperar o encerramento para saber todos os custos reais.
Para prova, grave: taxa de aplicação usa estimativas para apropriar custos indiretos aos produtos durante a produção.
Quando se usa taxa estimada, pode haver diferença entre custo indireto aplicado e custo indireto real.
Subaplicação ocorre quando o custo indireto aplicado é menor que o custo indireto real.
Superaplicação ocorre quando o custo indireto aplicado é maior que o custo indireto real.
Exemplo de subaplicação:
Custos indiretos reais: R$ 130.000,00.
Custos indiretos aplicados: R$ 120.000,00.
Diferença:
130.000 − 120.000 = R$ 10.000,00.
Houve subaplicação de R$ 10.000,00.
Exemplo de superaplicação:
Custos indiretos reais: R$ 115.000,00.
Custos indiretos aplicados: R$ 120.000,00.
Diferença:
120.000 − 115.000 = R$ 5.000,00.
Houve superaplicação de R$ 5.000,00.
Para prova, grave: subaplicação é aplicar menos custo que o real; superaplicação é aplicar mais custo que o real.
Produção acabada é o conjunto de produtos concluídos, prontos para venda ou transferência.
Enquanto o produto está sendo fabricado, fica em produtos em elaboração.
Quando a fabricação termina, o custo acumulado é transferido para produtos acabados.
Exemplo:
Produtos em elaboração tinham R$ 80.000,00 de custos acumulados.
Ao final do período, esses produtos foram concluídos.
Lançamento conceitual:
Débito em Produtos Acabados: R$
80.000,00.
Crédito em Produtos em Elaboração: R$ 80.000,00.
A produção acabada fica no estoque até a venda.
Quando vendida, o custo sai do estoque e vai para o resultado como custo dos produtos vendidos.
Para prova, grave: produção acabada é estoque pronto; ainda é ativo até ser vendida.
Produtos em elaboração são produtos que ainda estão em processo de fabricação.
Eles receberam custos, mas ainda não estão prontos para venda.
Exemplos:
Produtos em montagem.
Produtos em acabamento.
Produtos em fase intermediária.
Obras em andamento.
Serviços ainda não concluídos, conforme o caso.
Exemplo:
A empresa iniciou a produção de 1.000 unidades, mas ao final do mês apenas parte do processo estava concluída.
Os custos aplicados às unidades ainda não terminadas ficam em produtos em elaboração.
Para prova, grave: produto em elaboração é produção iniciada, mas ainda não concluída.
Produtos vendidos são produtos acabados que foram efetivamente vendidos a clientes.
Quando ocorre a venda, há dois efeitos principais:
Reconhecimento da receita.
Baixa do custo do produto vendido.
Exemplo:
Produto vendido por R$ 100.000,00.
Custo do produto vendido: R$ 60.000,00.
Reconhecimento da receita:
Débito em Clientes ou Bancos: R$
100.000,00.
Crédito em Receita de Vendas: R$ 100.000,00.
Baixa do custo:
Débito em Custo dos Produtos Vendidos: R$
60.000,00.
Crédito em Produtos Acabados: R$ 60.000,00.
Lucro bruto:
100.000 − 60.000 = R$ 40.000,00.
Para prova, grave: produto vendido deixa o estoque e vira custo no resultado.
Equivalentes de produção são usados quando há produtos em elaboração parcialmente concluídos ao fim do período.
A ideia é converter unidades parcialmente acabadas em unidades equivalentes completas.
Exemplo resolvido:
A empresa tem 1.000 unidades em elaboração, com 60% de acabamento.
Equivalentes de produção:
1.000 × 60% = 600 unidades equivalentes.
Isso significa que, em termos de esforço produtivo, aquelas 1.000 unidades parcialmente prontas equivalem a 600 unidades totalmente acabadas.
Outro exemplo:
Foram concluídas 4.000 unidades.
Ficaram 1.000 unidades em elaboração com 50% de acabamento.
Unidades equivalentes totais:
4.000 + (1.000 × 50%) = 4.000 + 500 = 4.500 unidades equivalentes.
Se o custo do período foi R$ 90.000,00:
Custo por unidade equivalente:
90.000 / 4.500 = R$ 20,00.
Para prova, grave: equivalente de produção transforma produto parcialmente acabado em unidade completa equivalente.
Custo dos produtos vendidos, ou CPV, é o custo dos produtos fabricados e vendidos no período.
Ele é reconhecido no resultado e reduz a receita para apuração do lucro bruto.
Fórmula básica em indústria:
CPV = estoque inicial de produtos acabados + custo dos produtos acabados no período − estoque final de produtos acabados
Exemplo resolvido:
Estoque inicial de produtos acabados: R$ 40.000,00.
Custo dos produtos acabados no período: R$ 180.000,00.
Estoque final de produtos acabados: R$ 60.000,00.
CPV:
40.000 + 180.000 − 60.000 = R$ 160.000,00.
Se a receita líquida foi R$ 250.000,00:
Lucro bruto:
250.000 − 160.000 = R$ 90.000,00.
Para prova, grave: CPV é o custo industrial dos produtos vendidos no período.
Em concursos fiscais, sistemas e métodos de custeio costumam cair com diferença entre produção por ordem, produção contínua, rateio, departamentalização e fluxo dos estoques industriais.
A banca pode perguntar sistema de acumulação. É a forma de reunir custos por ordem, processo, produto, serviço, lote ou departamento.
Pode perguntar produção por ordem. É usada para encomendas, projetos, contratos ou lotes específicos.
Pode perguntar produção contínua. É usada para produção padronizada, repetitiva e em massa.
Pode perguntar produção conjunta. Ocorre quando um mesmo processo gera vários produtos.
Pode perguntar apropriação de custos. É levar à produção os custos relacionados à fabricação ou serviço.
Pode perguntar custos indiretos. São custos produtivos que precisam de rateio.
Pode perguntar critérios de rateio. Devem ser racionais e consistentes.
Pode perguntar departamentalização. Divide a empresa em centros de custos para melhorar o controle e a apropriação.
Pode perguntar taxa de aplicação. Usa custo indireto estimado dividido por base estimada.
Pode perguntar subaplicação e superaplicação. Subaplicação é aplicar menos que o real. Superaplicação é aplicar mais que o real.
Pode perguntar produção acabada. É produto pronto, ainda em estoque.
Pode perguntar produto em elaboração. É produto iniciado, mas não concluído.
Pode perguntar produto vendido. Sai do estoque e vira custo no resultado.
Pode perguntar equivalentes de produção. Converte produção parcialmente acabada em unidades equivalentes completas.
Pode perguntar CPV. É estoque inicial de produtos acabados mais custo dos produtos acabados menos estoque final de produtos acabados.
Sistema de custeio mostra como os custos são acumulados.
Produção por ordem acumula custos por encomenda, lote, projeto ou contrato.
Produção contínua acumula custos por processo ou período.
Produção conjunta gera vários produtos a partir do mesmo processo.
Apropriação de custos leva à produção os gastos fabris.
Custos indiretos precisam de critério de apropriação.
Rateio distribui custos indiretos.
Departamentalização melhora o controle e o rateio.
Taxa de aplicação usa estimativas para aplicar custos indiretos.
Subaplicação aplica menos custo que o real.
Superaplicação aplica mais custo que o real.
Produção acabada é produto pronto.
Produtos em elaboração ainda estão em fabricação.
Produtos vendidos saem do estoque e viram custo no resultado.
Equivalentes de produção transformam unidades parcialmente acabadas em unidades equivalentes.
CPV é o custo dos produtos vendidos.
Para prova, grave a frase-chave: por ordem acompanha encomenda; por processo acompanha produção contínua; produção conjunta divide custo comum; custo direto vai direto, indireto vai por rateio; departamentalização organiza; taxa de aplicação estima; produto em elaboração está no meio, produto acabado está pronto, produto vendido vira CPV, e equivalente de produção transforma parte pronta em unidade completa equivalente.
Métodos de custeio são formas de definir quais custos entram no produto, no serviço, no estoque e no resultado. Eles não servem apenas para calcular custo. Servem também para formar preço, medir lucro, controlar produção, avaliar estoques, analisar margem, comparar desempenho e tomar decisões gerenciais.
Para concursos fiscais, esse tema é muito importante porque os métodos de custeio alteram a forma como os custos aparecem na contabilidade. Dependendo do método, o custo fixo pode ficar parcialmente no estoque ou ir diretamente para o resultado. Isso afeta lucro, margem, estoque, custo dos produtos vendidos e análise fiscal.
A ideia central é: custeio por absorção inclui todos os custos de produção no produto; custeio variável ou direto considera apenas custos variáveis ou diretamente atribuíveis, conforme a abordagem; ABC distribui custos por atividades; custeio padrão compara custo esperado com custo real; e a escolha do método pode alterar o resultado contábil e gerencial. A sequência correta da ementa, depois de apropriação e controle de custos, é o estudo dos métodos de custeio: absorção, variável, direto, ABC, padrão, custos estimados, custos controláveis, comparação entre métodos e impacto no resultado.
Custeio por absorção é o método em que todos os custos de produção são incorporados ao produto.
Entram no custo do produto:
Matéria-prima.
Mão de obra direta.
Custos indiretos de fabricação.
Custos fixos de produção.
Custos variáveis de produção.
Não entram no custo do produto:
Despesas administrativas.
Despesas comerciais.
Despesas financeiras.
Essas despesas vão diretamente para o resultado do período.
Exemplo resolvido:
Uma fábrica produziu 1.000 unidades.
Custos variáveis de produção: R$ 30.000,00.
Custos fixos de produção: R$ 20.000,00.
Custo total de produção pelo custeio por absorção:
30.000 + 20.000 = R$ 50.000,00.
Custo unitário:
50.000 / 1.000 = R$ 50,00 por unidade.
Se a empresa vendeu 700 unidades:
CPV:
700 × 50 = R$ 35.000,00.
Estoque final:
300 × 50 = R$ 15.000,00.
Perceba que parte do custo fixo ficou no estoque, porque nem tudo foi vendido.
Para prova, grave: no custeio por absorção, o produto absorve todos os custos de produção, inclusive os fixos.
Custeio variável é o método em que apenas os custos variáveis de produção são apropriados aos produtos.
Os custos fixos de produção não entram no estoque. Eles vão diretamente para o resultado do período.
Entram no custo do produto:
Matéria-prima variável.
Materiais diretos variáveis.
Mão de obra variável, quando houver.
Custos variáveis de fabricação.
Não entram no custo do produto:
Custos fixos de produção.
Despesas fixas.
Despesas variáveis.
As despesas continuam sendo tratadas como despesas do período, mas, para análise gerencial, as despesas variáveis também podem ser consideradas no cálculo da margem de contribuição.
Exemplo resolvido:
Produção: 1.000 unidades.
Custos variáveis de produção: R$ 30.000,00.
Custos fixos de produção: R$ 20.000,00.
Pelo custeio variável, o custo unitário é:
30.000 / 1.000 = R$ 30,00 por unidade.
Se foram vendidas 700 unidades:
Custo variável dos produtos vendidos:
700 × 30 = R$ 21.000,00.
Estoque final:
300 × 30 = R$ 9.000,00.
Os custos fixos de produção de R$ 20.000,00 vão diretamente para o resultado.
Para prova, grave: no custeio variável, só custos variáveis entram no produto; custos fixos vão direto ao resultado.
Custeio direto é uma expressão que pode aparecer de duas formas em prova.
Em muitos materiais, custeio direto é usado como sinônimo ou quase sinônimo de custeio variável. Nesse sentido, considera-se no produto apenas o custo que varia diretamente com o volume produzido ou vendido.
Mas, tecnicamente, também pode ser entendido como método que apropria diretamente ao objeto de custeio os custos que podem ser identificados sem rateio.
Por isso, a banca pode usar a expressão de forma mais ampla.
A ideia prática é:
Custo direto vai diretamente ao produto, serviço, ordem, contrato ou centro de custo.
Custo indireto depende de rateio.
Exemplo:
Uma fábrica produz camisetas.
Tecido usado na camiseta: custo direto.
Etiqueta usada na camiseta: custo direto.
Aluguel da fábrica: custo indireto.
Salário do supervisor da fábrica: custo indireto.
Exemplo resolvido:
Produto A consumiu:
Matéria-prima direta: R$ 12.000,00.
Mão de obra direta: R$ 8.000,00.
Custos indiretos ainda não rateados: R$ 10.000,00.
Pelo enfoque de custeio direto, o custo diretamente atribuível ao Produto A é:
12.000 + 8.000 = R$ 20.000,00.
Os custos indiretos exigem critério adicional de apropriação.
Para prova, grave: custeio direto foca nos custos diretamente atribuíveis; em muitos editais, aparece próximo ao custeio variável.
Custeio baseado em atividades é o chamado ABC, do inglês Activity Based Costing.
Esse método apropria custos aos produtos, serviços ou clientes com base nas atividades que consomem recursos.
A lógica é:
Recursos são consumidos por atividades.
Atividades são consumidas por produtos, serviços ou clientes.
Logo, os custos devem seguir o consumo das atividades.
Exemplos de atividades:
Preparar máquinas.
Inspecionar qualidade.
Emitir pedidos.
Movimentar materiais.
Atender clientes.
Processar notas fiscais.
Separar mercadorias.
Configurar sistemas.
Fazer manutenção.
O ABC é útil quando os custos indiretos são relevantes e os produtos consomem atividades de forma muito diferente.
Exemplo resolvido:
Custo mensal da atividade “preparação de máquinas”: R$ 40.000,00.
Total de preparações no mês: 200.
Custo por preparação:
40.000 / 200 = R$ 200,00 por preparação.
Produto A exigiu 60 preparações:
60 × 200 = R$ 12.000,00.
Produto B exigiu 140 preparações:
140 × 200 = R$ 28.000,00.
Total atribuído:
12.000 + 28.000 = R$ 40.000,00.
Para prova, grave: no ABC, os custos indiretos são atribuídos conforme as atividades consumidas.
Custeio padrão é o método que define previamente quanto um produto ou serviço deveria custar em condições normais de eficiência.
Ele serve como referência para comparar o custo esperado com o custo real.
O custo padrão pode envolver:
Padrão de matéria-prima.
Padrão de mão de obra.
Padrão de custos indiretos.
Padrão de quantidade.
Padrão de preço.
Padrão de eficiência.
Exemplo resolvido:
A empresa define que cada unidade deve consumir:
2 kg de matéria-prima.
Custo padrão por kg: R$ 10,00.
Custo padrão de matéria-prima por unidade:
2 × 10 = R$ 20,00.
Se foram produzidas 1.000 unidades:
Custo padrão total:
1.000 × 20 = R$ 20.000,00.
Mas o custo real foi R$ 23.000,00.
Variação:
23.000 − 20.000 = R$ 3.000,00 desfavorável.
A empresa gastou R$ 3.000,00 a mais que o padrão.
Para prova, grave: custeio padrão compara o custo que deveria ocorrer com o custo que realmente ocorreu.
Custos estimados são custos previstos com base em experiência, histórico, orçamento, projeções, médias ou expectativa gerencial.
Eles não têm necessariamente o mesmo rigor técnico do custo padrão.
Diferença importante:
Custo padrão é uma meta técnica de eficiência.
Custo estimado é uma previsão aproximada do que se espera gastar.
Exemplo:
Uma empresa pretende produzir 5.000 unidades no próximo mês.
Com base nos meses anteriores, estima:
Matéria-prima: R$ 80.000,00.
Mão de obra: R$ 40.000,00.
Custos indiretos: R$ 30.000,00.
Custo estimado total:
80.000 + 40.000 + 30.000 = R$ 150.000,00.
Custo estimado unitário:
150.000 / 5.000 = R$ 30,00 por unidade.
Esse valor pode ser usado para orçamento, preço preliminar, planejamento de caixa ou controle inicial.
Para prova, grave: custo estimado é previsão; custo padrão é referência técnica de desempenho.
Custos controláveis são custos que podem ser influenciados ou administrados por determinado gestor, departamento ou nível de responsabilidade.
A ideia depende do ponto de vista.
Um custo pode ser controlável para um gerente e não controlável para outro.
Exemplo:
O gerente de produção pode controlar consumo de matéria-prima, desperdício, horas extras e eficiência da equipe.
Mas talvez não controle aluguel da fábrica, definido pela diretoria.
Para o gerente de vendas, comissão de vendedores pode ser controlável dentro de sua área.
Para o supervisor de manutenção, gasto com peças e manutenção preventiva pode ser controlável.
Exemplo prático:
Departamento de produção apresentou custo de energia acima do padrão.
Se o gerente de produção consegue controlar uso de máquinas, turnos e desperdícios, parte da energia pode ser considerada controlável por ele.
Mas se a tarifa aumentou por decisão externa da concessionária, esse aumento não é controlável pelo gerente.
Para prova, grave: custo controlável é aquele sobre o qual determinado responsável tem influência.
A comparação entre métodos de custeio mostra que cada método responde a uma finalidade diferente.
O custeio por absorção é mais ligado à contabilidade societária e avaliação de estoques, porque incorpora todos os custos de produção aos produtos.
O custeio variável é mais usado para análise gerencial, margem de contribuição e tomada de decisão.
O custeio direto destaca custos diretamente atribuíveis ao produto, serviço ou objeto de custeio.
O custeio ABC melhora a apropriação dos custos indiretos quando as atividades são relevantes.
O custeio padrão serve para controle e análise de variações.
O custo estimado serve para previsão, orçamento e planejamento.
Comparação essencial:
Absorção: todos os custos de produção entram no produto.
Variável: só custos variáveis entram no produto.
Direto: foca custos diretamente atribuíveis.
ABC: usa atividades e direcionadores.
Padrão: compara real com esperado técnico.
Estimado: projeta custo esperado.
Exemplo comparativo:
Uma empresa produziu 1.000 unidades e vendeu 700.
Custos variáveis: R$ 30.000,00.
Custos fixos de produção: R$ 20.000,00.
Pelo absorção, parte do custo fixo fica nas 300 unidades em estoque.
Pelo variável, todo o custo fixo vai para o resultado.
Por isso, quando produção é maior que venda, o custeio por absorção tende a apresentar lucro maior que o custeio variável.
Para prova, grave: cada método tem finalidade própria; absorção avalia estoque, variável apoia decisão, ABC melhora rateio, padrão controla eficiência.
Os métodos de custeio podem alterar o resultado do período, especialmente quando há diferença entre produção e venda.
O ponto mais cobrado é a comparação entre custeio por absorção e custeio variável.
Parte dos custos fixos fica no estoque pelo custeio por absorção.
No custeio variável, todo custo fixo vai para o resultado.
Resultado: lucro pelo absorção tende a ser maior que pelo variável.
Exemplo:
Produção: 1.000 unidades.
Venda: 700 unidades.
Custo fixo de produção: R$ 20.000,00.
Custo fixo por unidade no absorção:
20.000 / 1.000 = R$ 20,00.
Unidades não vendidas: 300.
Custo fixo que fica no estoque:
300 × 20 = R$ 6.000,00.
Isso significa que, pelo absorção, R$ 6.000,00 de custo fixo não foi para o resultado; ficou no estoque.
A empresa vende unidades que estavam em estoque de períodos anteriores.
Pelo absorção, o resultado pode ser menor, porque custos fixos de períodos anteriores saem do estoque e entram no CPV.
Não há diferença relevante entre os métodos quanto ao tratamento do estoque final, porque tudo que foi produzido foi vendido.
Exemplo direto:
Produção: 1.000 unidades.
Venda: 1.000 unidades.
Não sobra estoque da produção.
Nesse caso, os custos fixos absorvidos vão integralmente ao resultado pelo CPV.
Para prova, grave: o resultado muda quando produção e venda são diferentes; o custeio por absorção pode carregar custo fixo no estoque.
Em concursos fiscais, métodos de custeio costumam cair em três tipos de questão: conceito, cálculo e impacto no resultado.
A banca pode perguntar custeio por absorção. A resposta é: todos os custos de produção, fixos e variáveis, diretos e indiretos, entram no produto.
Pode perguntar custeio variável. A resposta é: apenas os custos variáveis entram no produto; custos fixos vão para o resultado.
Pode perguntar custeio direto. A banca pode usar como sinônimo de variável ou como apropriação apenas dos custos diretamente atribuíveis.
Pode perguntar ABC. A resposta é: custos são atribuídos conforme atividades e direcionadores.
Pode perguntar custeio padrão. É comparação entre custo real e custo esperado técnico.
Pode perguntar custos estimados. São previsões de custos futuros, normalmente baseadas em histórico ou projeção.
Pode perguntar custos controláveis. São custos que determinado gestor pode influenciar.
Pode perguntar comparação entre métodos. Absorção é adequado à avaliação de estoques; variável é útil para decisão e margem; ABC melhora a apropriação dos indiretos; padrão serve ao controle.
Pode perguntar impacto no resultado. Se produção é maior que venda, o absorção tende a gerar lucro maior que o variável, porque parte do custo fixo fica no estoque.
Método de custeio define quais custos entram no produto.
Custeio por absorção inclui todos os custos de produção.
Custeio variável inclui apenas custos variáveis.
Custeio direto foca custos diretamente atribuíveis e pode aparecer próximo ao variável.
ABC usa atividades e direcionadores de custos.
Custeio padrão compara custo real com custo esperado.
Custo estimado é previsão.
Custo controlável depende da responsabilidade do gestor.
Absorção é importante para estoque e contabilidade.
Variável é importante para decisão gerencial.
ABC é útil quando custos indiretos são relevantes.
Padrão é útil para controle de eficiência.
Quando produção supera venda, o absorção tende a mostrar lucro maior que o variável.
Quando venda supera produção, o absorção pode mostrar lucro menor.
Quando produção e venda são iguais, a diferença entre absorção e variável tende a desaparecer quanto ao custo fixo em estoque.
Para prova, grave a frase-chave: absorção coloca todos os custos de produção no produto; variável coloca só os variáveis; direto evita rateio quando possível; ABC segue atividades; padrão compara real com ideal; estimado prevê; controlável depende do gestor; e o resultado muda porque o absorção pode deixar custo fixo parado no estoque.
A análise custo-volume-lucro, também chamada de análise CVL, estuda a relação entre custos, volume de vendas, preço, margem de contribuição e lucro. Ela responde perguntas muito importantes: quantas unidades a empresa precisa vender para não ter prejuízo, quanto cada produto contribui para cobrir os custos fixos, qual é a margem de segurança da operação, qual o impacto de aumentar ou reduzir vendas e como o mix de produtos altera o resultado.
Para concursos fiscais, esse tema é muito cobrado porque une Contabilidade de Custos, análise gerencial, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, estrutura de custos e tomada de decisão. A ementa enviada coloca esse tópico como fechamento do bloco 12, com margem de contribuição, pontos de equilíbrio, margem de segurança, alavancagem operacional, mix de produtos e limitações da análise CVL.
A ideia central é: a análise CVL mostra quanto a empresa precisa vender para cobrir seus gastos fixos e gerar lucro, usando como base a margem de contribuição.
Margem de contribuição é o valor que sobra da receita depois de descontados os custos e despesas variáveis.
Essa sobra serve para cobrir os custos e despesas fixas e, depois disso, gerar lucro.
Fórmula unitária:
Margem de contribuição unitária = preço de venda unitário − custos variáveis unitários − despesas variáveis unitárias
Fórmula total:
Margem de contribuição total = receita total − custos variáveis totais − despesas variáveis totais
Exemplo resolvido:
Preço de venda unitário: R$ 100,00.
Custo variável unitário: R$ 40,00.
Despesa variável unitária: R$ 10,00.
Margem de contribuição unitária:
100 − 40 − 10 = R$ 50,00.
Isso significa que cada unidade vendida contribui com R$ 50,00 para cobrir os gastos fixos e formar lucro.
Se a empresa vender 1.000 unidades:
Margem de contribuição total:
1.000 × 50 = R$ 50.000,00.
Se os custos e despesas fixas forem R$ 30.000,00:
Lucro:
50.000 − 30.000 = R$ 20.000,00.
Para prova, grave: margem de contribuição é o que sobra da venda depois dos gastos variáveis.
Ponto de equilíbrio contábil é o volume de vendas em que a empresa tem lucro contábil igual a zero.
Nesse ponto, a margem de contribuição total é exatamente suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixas.
Fórmula em unidades:
Ponto de equilíbrio contábil = custos e despesas fixas / margem de contribuição unitária
Fórmula em valor:
Ponto de equilíbrio contábil em valor = custos e despesas fixas / índice de margem de contribuição
O índice de margem de contribuição é:
Índice de margem de contribuição = margem de contribuição unitária / preço de venda unitário
Exemplo resolvido em unidades:
Custos e despesas fixas: R$ 40.000,00.
Preço de venda unitário: R$ 100,00.
Custos e despesas variáveis por unidade: R$ 60,00.
Margem de contribuição unitária:
100 − 60 = R$ 40,00.
Ponto de equilíbrio contábil:
40.000 / 40 = 1.000 unidades.
Isso significa que a empresa precisa vender 1.000 unidades para empatar contabilmente.
Se vender 999 unidades, terá prejuízo.
Se vender 1.001 unidades, começa a ter lucro.
Exemplo em valor:
Margem de contribuição unitária: R$ 40,00.
Preço de venda: R$ 100,00.
Índice de margem de contribuição:
40 / 100 = 40%.
Ponto de equilíbrio em valor:
40.000 / 40% = R$ 100.000,00.
Para prova, grave: ponto de equilíbrio contábil é o volume em que lucro é zero.
Ponto de equilíbrio econômico é o volume de vendas necessário para cobrir os custos e despesas fixas e ainda gerar um lucro mínimo desejado.
No ponto de equilíbrio contábil, o lucro é zero.
No ponto de equilíbrio econômico, a empresa busca um lucro-alvo.
Fórmula:
Ponto de equilíbrio econômico = custos e despesas fixas + lucro desejado / margem de contribuição unitária
Exemplo resolvido:
Custos e despesas fixas: R$ 40.000,00.
Lucro desejado: R$ 20.000,00.
Margem de contribuição unitária: R$ 40,00.
Ponto de equilíbrio econômico:
(40.000 + 20.000) / 40 = 60.000 / 40 = 1.500 unidades.
Isso significa que a empresa precisa vender 1.500 unidades para cobrir os gastos fixos e ainda obter lucro de R$ 20.000,00.
Comparando:
Ponto de equilíbrio contábil: 1.000 unidades.
Ponto de equilíbrio econômico: 1.500 unidades.
O econômico é maior porque inclui lucro desejado.
Para prova, grave: ponto de equilíbrio econômico inclui o lucro mínimo desejado.
Ponto de equilíbrio financeiro é o volume de vendas necessário para cobrir os desembolsos financeiros fixos da empresa.
A diferença principal é que o ponto de equilíbrio financeiro exclui gastos que não representam saída de caixa, como depreciação, e pode incluir obrigações financeiras que exigem pagamento, como amortização de empréstimos, conforme a questão.
Fórmula básica:
Ponto de equilíbrio financeiro = custos e despesas fixas desembolsáveis / margem de contribuição unitária
Quando a questão informar depreciação dentro dos custos fixos, normalmente se subtrai a depreciação, porque ela é despesa contábil sem desembolso imediato.
Exemplo resolvido:
Custos e despesas fixas totais: R$ 50.000,00.
Dentro desse valor, depreciação: R$ 10.000,00.
Margem de contribuição unitária: R$ 40,00.
Custos fixos desembolsáveis:
50.000 − 10.000 = R$ 40.000,00.
Ponto de equilíbrio financeiro:
40.000 / 40 = 1.000 unidades.
Agora, se a questão disser que a empresa precisa pagar amortização de empréstimo de R$ 8.000,00 no período, esse valor pode ser acrescentado, porque representa saída de caixa.
Nova base financeira:
40.000 + 8.000 = R$ 48.000,00.
Ponto de equilíbrio financeiro:
48.000 / 40 = 1.200 unidades.
Para prova, grave: ponto de equilíbrio financeiro foca no caixa: tira despesa sem desembolso e pode incluir pagamentos obrigatórios.
Margem de segurança mostra quanto as vendas podem cair antes de a empresa atingir o ponto de equilíbrio.
Ela mede a folga entre as vendas atuais e o ponto de equilíbrio.
Fórmula em unidades:
Margem de segurança = vendas atuais em unidades − ponto de equilíbrio em unidades
Fórmula percentual:
Margem de segurança percentual = margem de segurança / vendas atuais
Exemplo resolvido:
Vendas atuais: 1.500 unidades.
Ponto de equilíbrio: 1.000 unidades.
Margem de segurança em unidades:
1.500 − 1.000 = 500 unidades.
Margem de segurança percentual:
500 / 1.500 = 33,33%.
Isso significa que as vendas podem cair até 33,33% antes de a empresa começar a ter prejuízo.
Se a margem de segurança é alta, a empresa tem maior folga operacional.
Se é baixa, qualquer queda de vendas pode gerar prejuízo.
Exemplo em valor:
Vendas atuais: R$ 150.000,00.
Vendas no ponto de equilíbrio: R$ 100.000,00.
Margem de segurança:
150.000 − 100.000 = R$ 50.000,00.
Margem percentual:
50.000 / 150.000 = 33,33%.
Para prova, grave: margem de segurança é a folga entre as vendas atuais e o ponto de equilíbrio.
Grau de alavancagem operacional, ou GAO, mede a sensibilidade do lucro operacional em relação à variação das vendas.
Ele mostra quanto o lucro varia quando a receita varia.
A alavancagem operacional é maior quando a empresa tem alto volume de custos fixos. Isso ocorre porque, depois de cobrir os fixos, cada venda adicional tende a aumentar bastante o lucro.
Fórmula mais comum:
GAO = margem de contribuição total / lucro operacional
Exemplo resolvido:
Receita total: R$ 200.000,00.
Custos e despesas variáveis: R$ 120.000,00.
Margem de contribuição total:
200.000 − 120.000 = R$ 80.000,00.
Custos e despesas fixas: R$ 50.000,00.
Lucro operacional:
80.000 − 50.000 = R$ 30.000,00.
GAO:
80.000 / 30.000 = 2,67.
Isso significa que, aproximadamente, uma variação de 1% nas vendas pode gerar variação de 2,67% no lucro operacional, dentro das condições da análise.
Se as vendas aumentarem 10%, o lucro operacional tende a aumentar aproximadamente:
10% × 2,67 = 26,7%.
Cuidado: essa relação é válida dentro de uma faixa relevante e sob as premissas da análise CVL.
Para prova, grave: quanto maior o custo fixo em relação ao lucro, maior tende a ser a alavancagem operacional.
Mix de produtos é a composição das vendas entre diferentes produtos ou serviços.
Quando a empresa vende apenas um produto, o ponto de equilíbrio é mais simples.
Quando vende vários produtos, é preciso considerar a margem de contribuição de cada produto e sua participação nas vendas.
A empresa deve calcular uma margem de contribuição média ponderada pelo mix.
Exemplo resolvido:
A empresa vende dois produtos.
Produto A:
Preço: R$ 100,00.
Gastos variáveis: R$ 60,00.
Margem de contribuição: R$ 40,00.
Participação no mix: 70%.
Produto B:
Preço: R$ 80,00.
Gastos variáveis: R$ 50,00.
Margem de contribuição: R$ 30,00.
Participação no mix: 30%.
Margem de contribuição média ponderada:
Produto A: 40 × 70% = 28.
Produto B: 30 × 30% = 9.
Margem média ponderada:
28 + 9 = R$ 37,00.
Se os custos e despesas fixas forem R$ 37.000,00:
Ponto de equilíbrio em unidades compostas:
37.000 / 37 = 1.000 unidades do mix.
Como o mix é 70% A e 30% B:
Produto A:
1.000 × 70% = 700 unidades.
Produto B:
1.000 × 30% = 300 unidades.
Para prova, grave: em vários produtos, o ponto de equilíbrio depende da margem de contribuição ponderada pelo mix de vendas.
A análise custo-volume-lucro é muito útil, mas depende de premissas simplificadoras.
Ela não pode ser usada de forma cega.
Principais limitações:
Supõe que preço de venda unitário permanece constante.
Supõe que custos variáveis unitários permanecem constantes.
Supõe que custos fixos totais permanecem constantes dentro da faixa relevante.
Supõe que o mix de produtos permanece estável.
Supõe que tudo que é produzido é vendido, ou que não há variação relevante nos estoques.
Supõe comportamento linear de receitas e custos.
Pode não captar mudanças de mercado, descontos, inflação, sazonalidade, gargalos, capacidade produtiva ou concorrência.
Pode ser imprecisa quando há muitos produtos com margens diferentes e mix instável.
Exemplo:
Uma empresa calcula ponto de equilíbrio com preço unitário de R$ 100,00. Mas, para vender mais unidades, precisa dar desconto para R$ 90,00. Nesse caso, a margem de contribuição muda, e o ponto de equilíbrio original deixa de ser confiável.
Outro exemplo:
A empresa acredita que seus custos fixos são R$ 50.000,00. Porém, se a produção passar de certo volume, precisará alugar outro galpão e contratar nova supervisão. Os custos fixos subirão, quebrando a premissa original.
Para prova, grave: a análise CVL é poderosa, mas depende de preço, custo, volume, fixos e mix relativamente estáveis.
Em concursos fiscais, análise custo-volume-lucro costuma cair com fórmulas e interpretação.
A banca pode perguntar margem de contribuição. É preço de venda menos custos e despesas variáveis.
Pode perguntar ponto de equilíbrio contábil. É custos e despesas fixas divididos pela margem de contribuição unitária.
Pode perguntar ponto de equilíbrio econômico. Inclui lucro desejado.
Pode perguntar ponto de equilíbrio financeiro. Considera desembolsos de caixa, exclui depreciação e pode incluir amortizações obrigatórias.
Pode perguntar margem de segurança. É a diferença entre vendas atuais e ponto de equilíbrio.
Pode perguntar grau de alavancagem operacional. É margem de contribuição total dividida pelo lucro operacional.
Pode perguntar mix de produtos. Em mais de um produto, usa-se margem de contribuição média ponderada.
Pode perguntar limitações da análise CVL. Ela depende de linearidade, estabilidade de preço, custos, fixos e mix.
Margem de contribuição é receita menos custos e despesas variáveis.
Margem de contribuição cobre custos fixos e gera lucro.
Ponto de equilíbrio contábil dá lucro zero.
Ponto de equilíbrio econômico inclui lucro desejado.
Ponto de equilíbrio financeiro foca desembolso de caixa.
Margem de segurança mostra quanto as vendas podem cair antes do prejuízo.
Grau de alavancagem operacional mede a sensibilidade do lucro às vendas.
Mix de produtos exige margem de contribuição ponderada.
Análise CVL depende de premissas estáveis.
Preço, custo variável, custo fixo, volume e mix podem alterar completamente o ponto de equilíbrio.
Para prova, grave a frase-chave: margem de contribuição paga os fixos; ponto contábil empata; ponto econômico empata e entrega lucro desejado; ponto financeiro olha caixa; margem de segurança mostra folga; alavancagem operacional mostra sensibilidade do lucro; mix muda a margem média; e a CVL só funciona bem quando preço, custos, volume e mix se comportam de forma previsível.